sábado, novembro 27, 2010

Novos rumos do Alimento Orgânico: a Certificação participativa

Após anos de trabalho (de inúmeros guerreiros pioneiros orgânicos) 
que veio desde a regulamentação da legislação da agricultura orgânica, 
a Associação de agricultura Natural de Campinas e região 
é a primeira certificadora do Brasil 
a receber vistoria para iniciar
 trabalho de certificação participativa, inspirado na pioneira 
Rede ECOVIDA, do sul do Brasil 
O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento realizou, 
durante esta semana 
a auditoria 
da Associação de Agicultura Natural de Campinas 
e região- ANC, fundada em 1991, e confirmou, 
através de e-mail que a ANC está em conformidade como uma OPAC
Organismo de Avaliação de conformidade, 
destacando o processo participativo e inclusivo dos membros
 
 "A emissão da declaração de credenciamento será posterior, 
o que não confere , ainda , 
oficial e documentalmente, a condição de OPAC credenciada à ANC, 
fato que ocorrerá em breve.Roberto Mattar - MAPA"
Reunião dia 22 de novembro na sede da ANC- Campinas
(Romeu Leite, Augusto Maiorano, Pupin, Andrea Ono, Marcelo Laurino- MAPA, Sidnei Barrel, Gervasio, Felipe, Roberto Mattar- MAPA, Fátima Santarosa e Manoel Lobo, dentre outros que não sairam na foto como Ricardo Schiavinato, Matias Vargas, Vinícus Ferrari e Otávio, de Joanópolis, Carlos Carvalho, Eraldo Menezes,  Renato Conceição e o Trocas Verdes).
 
Visita de Pares na Fazenda São José, em Santo Antonio de Posse, do grupo Mogiana  
www.fazendasaojose.agr.br
Amanhã haverá café da manhã orgânico por lá! 

 
veja notícia que circulou dia 24:
Subject: Certificação Participativa 
de Orgânicos - primeira inspeção 
acontece em Vargem nesta quinta

Meus caros, tenho prazer de informar que a ANC (Associação de Agricultura Natural de Campinas) será o primeiro Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade (OPAC) credenciado pelo Ministério da Agricultura, após a visita de credenciamento, que acontecerá neste dia 25 de novembro, no Sítio Santa Catarina, no bairro de Guaraiúva, em Vargem.
VOCÊ ESTÁ CONVIDADO!!
A propriedade de José Wagner de Oliveira, Waguinho, foi escolhida por sorteio entre as demais que pedem certificação pelo sistema participativo pela ANC.
O reconhecimento oficial da certificação participativa de produtos orgânicos, adotada há muito na Região SUL e considerada como o sistema mais confiável de avaliação e acompanhamento da produção agroecólogica, é resutado de uma luta de muitos anos de muitos agricultores do setor.
Isto porque propicia o acompanhamento da produção e também dos aspectos sociais envolvidos na propriedade, além de proporcionar a troca de experiências entre produtores, consumidores e técnicos.
Hatsu Ono, produtor orgânico há mais de 20 anos, também em Vargem, com a certificação participativa a produção orgânica será, a médio prazo, mais acessível a todos, como deve ser.
"É direito à comida sadia. Não deve ser direito só de quem tem mais dinheiro. É uma vitória de quem acredita que o trabalho conjunto dá certo. Todo mundo ganha".
-José Wagner de Oliveira Pode parecer pouca coisa, mas Waguinho, de 36 anos, será o primeiro produtor a receber autorização "oficial" para usar o selo participativo, após uma trajetória de muita persistência. Há quase 4 anos, foi fundador da Cooperativa de produtores Rurais Entre Serras e Águas, com um sonho, viver de agricultura orgânica, seguindo os passos de outros produtores como seu Hatsu.
Tinha muita terra, muita água boa, mas não tinha condições de investir. De grão em grão com ajuda de parentes, amigos, técnicos da Cooperativa, CATI, Embrapa, produtores...R$ 10,00 daqui, para comprar sementes, R$ 10,00 dali para colocar gasolina...Pediu certificação pro auditoria, acreditando que isso bastava, mas continiou produzindo mal.
Aí entrou a importância da troca de experiências...
Hoje, vende alface e bata orgânica para o PAA da merenda escolar e para supermercados, com produção mais que elogiada.
 

quarta-feira, novembro 24, 2010

A arte de semear

Bom demais semear... enquanto o homem fertiliza a mulher, qualquer um pode fertilizar a terra. Basta por semente na terra e cuidar.... da TERRA e da planta.
Relato de feira de troca de SEMENTES...

Que sementes são essas??
Guandú, crotalária, feijões..(de porco!), mucuna, etc. Coisa boa pra terra. Qualquer uma pra experimentar.

Cartilha SEMENTE CRIOULA É LEGAL e a legislação de sementes e mudas:
http://www.asabrasil.org.br/UserFiles/File/semente%20crioula02.pdf

 E a cartilha sobre BANCOS COMUNITÁRIOS DE SEMENTES:
http://www.prefiraorganicos.com.br/media/49859/cartilha_agricultores_aduboverde2.pdf

Estamos a caça das sementes!!
Abaixo bonito relato...de um homem do campo...

A arte de semear
Semear e conseguir uma germinação perfeita não é fácil no Brasil, com suas chuvas pesadas e/ou períodos prolongados sem chuva, muito sol e terras com baixo teor de material orgânico.
Antes da semeação devemos decidir quantas plantas ao final queremos por metro ou área. Em seguida devemos pesar e contar o número de sementes por grama ou kg. Com esses dados podemos calcular a necessidade de sementes em gramas ou kg. Tudo isso é válido quando a semente tem 100% de germinação, o que não é o caso. Em geral na embalagem consta a porcentagem de germinação. A parte que não germina deve ser portanto semeada a mais e além disso mais 10% a 20% de quebra extra para ter um "stand" final conforme o plano. Em caso de dúvida é bom fazer um teste de germinação. Coloque espaçadamente 10 sementes num pano de algodão ou toalha de papel de cozinha úmido, dobre o pano ou toalha, coloque mais 10 sementes, e vá fazendo isso sucessivamente, até completar 100 sementes. Terminando, molhe o papel / toalha e deixe o excesso da agua sair. Passe um papel plástico em volta se houver o perigo de secar. Coloque em lugar de mesma temperatura que o local onde a semente será semeada. Se a semente é boa, em poucos dias germinará e aí é possível contar a porcentagem de germinação. O teste de germinação pode ser feito na terra da semeação também, não esquecendo de mantê-la úmida.
Existem dezenas de "manhas" para conseguir uma germinação melhor. Vamos explicar algumas:
· Antes de tudo fazer uma boa classificação/seleção das sementes. Tire tudo o que não tem qualidade com máquinas e técnicas usadas para esta finalidade. Sementes com baixa germinação e pouco vigor não devem ser usadas para semear, é perder dinheiro.
· Guardar sementes em lugar e embalagem indicada para este fim. Latas com sementes de verduras devem ficar bem fechadas e guardadas em lugar frio e escuro.
· Certas sementes podem estar em dormência e para quebrar a dormência precisam de frio. Batatas são colocadas por um tempo em câmaras frias ou colocadas embaixo de lonas plásticas com pedras de carbureto ou capim gordura para induzir a germinação.
· Sementes de casca dura são colocadas por 24 horas em água para amolecer (espinafre) ou 4 minutos em água a 95ºC (leucema). Outras são colocadas em um tambor/latão giratório com pedras para escarificar/afinar a casca.
· Sementes são pulverizadas com Microorganismos Eficazes (M.E.) e/ou água com micro-elementos. Sementes de leguminosas são cobertas com inoculantes, sementes peletizadas com fosfato natural, etc.
· Algumas sementes devem mostrar o novo broto e sinais das raízes antes do plantio, como: alho, bulbilhos de cebola, cará, inhame, batatas, chuchu, etc.
· Bandejas recém-semeadas e molhadas são colocadas por alguns dias na câmara fria ou deixadas num lugar fresco coberto com lona de plástico para estimular a germinação no verão. A alface por exemplo é muito difícil nascer no verão. Acima de 30ºC entra em dormência e não nasce.
Decidido o número de sementes por metro ou área temos que regular a máquina semeadora. Medindo a volta da roda motriz você pode calcular o número de sementes que devem cair por volta ou a cada 10 voltas da roda motriz. A regulagem deve ser feita antes de começar, elevando a máquina, girando o número de voltas calculadas e em seguida contando as sementes captadas. Misturar um pouco de pó de grafite às sementes contribui para que o fluxo de sementes seja mais regular e a máquina não trave.

Existem muitas máquinas de semeação, mas poucas no Brasil. Uma das melhores é a marca Earthway, de uma ou mais linhas, que tem discos para semear todo tipo de sementes.
Para áreas grandes pode-se pensar em semeadoras de precisão da marca Vicon.
Grande parte da semeação de sementes maiores, como milho e feijão, é feita com a matraca. A pessoa que planta deve ter muita prática para cobrir as sementes com o pé. Modificando a parte da matraca que penetra na terra numa forma ponteada ela pode ser usada para plantar leguminosas em pasto na época de chuva.
Semear à mão é a forma menos perfeita e exige muita habilidade do semeador. A fundura é desigual e o consumo do sementes maior.
O sistema a lanço é usado para semear misturas de sementes para adubação verde, e pode ser à mão ou com adubadeira tipo Lely. A semente é coberta com grade de disco leve ou com rasteio para área pequena.

Terra para semear
Quanto mais fina / menor a semente, mais fina deve ser a terra preparada para semear. O milho por exemplo, tolera mais torrões do que a cenoura.

Depois da terra preparada deve-se esperar para que a terra compacte um pouco. Isso se consegue com uma ou duas irrigações, o que, além de "compactar" a terra, favorece a germinação do mato. Este mato pode ser eliminado superficialmente antes de semear ou plantar. Não faça este trabalho em uma profundidade maior do que 2 cm para evitar trazer novas sementes para a superfície que nascerão depois.
Para combater o mato antes dele nascer podemos usar também o lança-chamas. Deste sistema falaremos no próximo artigo.
Fundura
Existe uma regra que diz que a terra para cobrir a semente deve ser 2 a 3 vezes a grossura / altura da semente (a partir do lado mais largo da semente). A terra que cobre o semente deve ser levemente compactada e em seguida coberta com 1 a 2 cm de composto, pó de serra misturado com esterco, casca de café ou arroz, bagaço de cana, etc. Quanto mais fina a semente, mais fino deve ser o material para cobri-la. Essa cobertura é muito importante na época da chuva. Veja também o artigo "compostagem lenta ou laminar"
Devemos irrigar levemente 2 vezes por dia, até que a semente nasça, especialmente nos dias secos do verão.
Quem planta batata, batata doce, cará e inhame no verão em terra seca, pode perder a semente por cozimento. Irrigar a terra antes, evita isso.
Finalizando:
Semear é arte...
Mas falhas na semeação é incompetência.
Joop Stoltenborg - Sítio A Boa Terra -
 http://www.aboaterra.com.br/dicas/ver2.asp?id=12&Secao=1

quarta-feira, novembro 17, 2010

Falando em frutas e feiras

Peguei o fim da feira, mas valeu bem a pena... ver produtos regionais!

 
Doces, compotas e artesanato no fundo, do Vale do Ribeira
Taiada, rapadura, licores, mel, etc.. da Associação de agricultura familiar de Salesópolis
Bananas de todos os tipos: doce, farinha, frita tipo Chips, etc, do Vale do Ribeira

E convite a lançamento de laboratório para qualidade de frutas...:


E falando em frutas...faço um convite para interação:
você conhece essas frutas abaixo? O que acha delas? Qual delas você compraria?
Como você come...ria?
Depois volto nelas...


terça-feira, novembro 16, 2010

Acolha o Movimento

Esse evento acima, em São Paulo será muito bom. 
Muita agricultura orgânica!
Evento abaixo será também muito bom..
Um pouco de MATA URBANA






E sobre a Natura... tenho um caso a contar...
A mais de 8 anos atrás, quando estava com filha pequena e em busca de alguma oportunidade de fazer um trabalho bacana e com retorno financeiro, fui atrás da Natura. 
Desde então, quase que mensalmente aquela caixa de produtos chega até minha casa. Eu acabei compartilhando (ou seria mesmo repassando) para minha mãe as vendas, ficando comigo praticamente só a função de revisar e fazer os pedidos pela net.
Enquanto isso tenho me dedicado à projetos como este blog, de agricultura, ambiente, alimentação e saúde
(acho importante dizer que a inspiração para a iniciativa de meus trabalhos com a TERRA, veio da mesma parceira citada a cima, Maria Neusa).
Bom, após troca de e-mails com o pessoal de lá, divulgo abaixo o trabalho que está acontecendo:
O MOVIMENTO NATURA  criou o programa ACOLHER, que é bem bacana porque cria uma rede, fortalece de fato um Movimento de iniciativas no mínimo interessantes, além de garantir premiações às melhores ações de transformação social. Tal projeto tem parceria com a ASHOKA. http://www.ashoka.org.br/

O Programa Acolher visa reconhecer as Consultoras e Consultores Natura que estão realizando alguma ação social e assim transformando o mundo em um lugar melhor. Plantando a sementinha da inspiração em cada um dos consultores que desenvolvem alguma ação social para contarem suas histórias e terem a chance de serem acolhidos pelo programa.

O primeiro ponto prático é que os Consultores e Consultoras Natura inscritas no Programa Acolher concorrerão a apoio financeiro e técnico para suas ações. Já temos contabilizadas até o momento 640 ações cadastradas.
Existem 3 categorias de premiação e, no mínimo, 11 ações serão premiadas:

Categoria Semente com verba de patrocínio no valor de R$ 5.000,00.

Categoria Crescente com verba de patrocínio no valor de R$ 15.000,00.

Categoria Votação Popular com verba de patrocínio no valor de R$ 15.000,00.


www.movimentonatura.com.br/acolher
 e Siga nosso Twitter: http://twitter.com/movimentonatura




sexta-feira, novembro 12, 2010

recuperando e comemorando



Com apoio do Itesp, feiras aproximam produtor do consumidor
Com a missão de planejar e executar as políticas agrária e fundiária do Estado de São Paulo, a Fundação Itesp tem fortalecido a comercialização dos produtos da agricultura familiar como forma de melhorar a geração de renda  de seus  produtores. Dentro dessa ação, está o apoio da instituição a feiras de comercialização, em parceria com as prefeituras locais, como ocorreu em Promissão, Castilho, Teodoro Sampaio e Euclides da Cunha Paulista.

“Os melhores produtos da terra, agora no centro da cidade.” Esse foi o tema da Feira do Produtor Rural de Promissão, iniciada em 10/10, na Praça 9 de Julho. No local, serão vendidos, todos os domingos, das 6 da manhã ao meio-dia, produtos como frutas, legumes, verduras, queijos e ovos, tudo fresquinho e a preços muito acessíveis, vindo dos assentamentos da região. “A primeira edição da feira foi um sucesso e superou as expectativas”, disse Edson Luiz Pereira, responsável técnico da Fundação Itesp em Promissão. A ação é uma parceria entre o Itesp e Prefeitura e Câmara Municipal de Promissão, além de Sebrae e Incra, que juntos definiram as regras para o funcionamento da feira.

No dia 09/10, em Teodoro Sampaio, teve início a Feira de Artesanato do Pontal do Paranapanema, que contou com a parceria das prefeituras de Teodoro Sampaio, Sandovalina e da Associação Comercial de Teodoro Sampaio. Na feira foram comercializados gêneros alimentícios e artesanatos para decoração, produtos dos agricultores assentados de Teodoro Sampaio, Sandovalina e Mirante do Paranapanema. Segundo a técnica do Itesp de Teodoro Sampaio,  Ednaura Casagrande, a feira será realizada todos os sábados com o nome de Sábado Maluco, com iniciativa da Associação Comercial da cidade, para estimular o comércio local.

Ainda no Pontal do Paranapanema, em Euclides da Cunha Paulista, cerca de 25  assentados no município participaram, no dia 13/10, de evento em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação.  Numa feira livre que acontece  há um ano, eles comercializaram frutas, verduras, legumes, ovos, queijos, artesanatos, bolos, pães, bolachas, pastéis, caldo-de-cana e outros produtos. A Fundação Itesp  disponibilizou 15 barracas, o que deu um colorido especial ao evento. Segundo  Rosa de Almeida, moradora de Euclides da Cunha e já habituada a comprar na feira, “estava tudo muito bem organizado e com uma ótima variedade de produtos.” O escritório do Itesp em Euclides da Cunha Paulista está se preparando para comemorar em dezembro o primeiro ano da Feira dos Produtores Rurais Assentados.     Fonte:Itesp on line-  edição 175  de 08 à 14/11/2010

quarta-feira, novembro 10, 2010

Organics Net

Plataforma virtual abre canal direto entre produtor e consumidor de orgânicos no Brasil




A Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) apresentou aos visitantes da Biofach America Latina – feira de negócios do setor de orgânicos – uma nova plataforma virtual. O canal abre comunicação direta entre produtores e consumidores de orgânicos e faz parte do Projeto OrganicsNet.
“Estamos lançando dentro da plataforma um fórum para as pessoas que estão no mundo orgânico”, disse à Agência Brasil a diretora da SNA e coordenadora do Projeto OrganicsNet, Sylvia Wachsner. O fórum engloba pesquisadores, agricultores orgânicos, mercado varejista e a rede de consumidores de orgânicos.
Wachsner disse que um dos objetivos do fórum é agregar valor ao produto orgânico, uma vez que todos os produtores vão poder falar uns com os outros, o que aumentará o nível de informação entre eles. A ideia é difundir cada vez mais o conceito do consumo responsável de produtos orgânicos, além de fornecer dados sobre legislação, certificação e técnica de produção, visando a dinamizar mais a produção de orgânicos no país. “Para que o consumidor tenha mais informações”.
A plataforma do OrganicsNet é a única do gênero no Brasil. Ela conta com a colaboração da empresa júnior da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) e está presente em mídias sociais, como Twitter e Facebook.
O OrganicsNet lançou também a primeira loja virtual de varejo na plataforma, a Amora Verde, onde poderão ser comercializados produtos oferecidos pelos produtores cadastrados.
A diretora da SNA salientou que a expansão do setor de orgânicos no Brasil depende da continuidade, no próximo governo, do apoio dado pelos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. “Esperamos que o novo governo continue apoiando, porque só com ajuda do setor público, o exército de produtores orgânicos, como eu chamo, vai poder ficar mais forte e crescer.”
De acordo com dados do Censo Agropecuário de 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no Brasil cerca de 90 mil produtores orgânicos em 800 mil hectares certificados. Sylvia acredita que com a nova regulação que entra em vigor a partir de janeiro de 2011, o país começará a criar as primeiras estatísticas reais sobre a produção orgânica.
Além de apresentar a nova plataforma virtual, o projeto OrganicsNet lançou na Biofach América Latina produtos inovadores das empresas que integram a rede. Entre eles, destacam-se os biscoitos de arroz com algas, da Cultivar Brazil; milho de pipoca orgânico, da ViaPaxBio; a primeira ração humana Fibrativa Orgânica, da Ecobio; o sabonete para animais feito da árvore indiana Neem, da Preserva Mundi.
Reportagem de Alana Gandra, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 08/11/2010

terça-feira, novembro 09, 2010

segunda-feira, novembro 08, 2010

Sabores da Agricultura Familiar


I Festival de Gastronomia Orgânica de São Paulo no Mercado Municipal Paulistano

Tudo sobre uma alimentação saudável e sustentável
O I Festival de Gastronomia Orgânica de São Paulo criado e dirigido pela Chef Leila D em parceria com a Supervisão de Abastecimento de São Paulo será realizado no Mercado Municipal Paulistano, lugar onde encontramos a maior variedade de produtos da mais alta qualidade e ponto de encontro da diversidade gastronomica de todo o Brasil.
O I Festival de Gastronomia Orgânica tem como proposta informar a população sobre uma alimentação mais saudável e sustentável mostrando alternativas possíveis e sinalizando o comprometimento dos realizadores, parceiros e patrocinadores com a questão, viabilizando, promovendo e divulgando a culinária vegetariana e a produção ecológica de alimentos acessíveis e transformadores ao grande público.
O Evento acontecerá de 22 a 26 de novembro onde teremos profissionais gabaritados da área da saúde, meio ambiente e gastronomia, debatendo e esclarecendo dúvidas sobre o tema.
Lançaremos junto ao I Festival de Gastronomia Orgânica o “Prêmio Nova Gastronomia” propondo valorizar produtos da nossa terra, estimular e revelar novos talentos da culinária orgânica e sustentável, os interessados deverão se inscrever de 01/09 à 10/11 de 2010.
A receita deverá ser elaborada com a Castanha do Brasil, e o que será avaliado será a criatividade dos participantes, o intuito do Prêmio Nova Gastronomia é além de descobrir novos talentos, divulgar produtos da nossa terra.
Os vencedores além de receberem prêmios terão suas receitas publicadas na Revista Vida Natural e Vegetarianos.
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/abastecimento/index.php?p=21682
 e...
Sabores a explorar pelos BIOMAS do BRASIL..também em São Paulo...

sexta-feira, outubro 29, 2010

Sociobiodiversidade e Consulta Pública

Convite ao FÓRUM DE DIÁLOGO COM O SETOR EMPRESARIAL 
04 de novembro às 10 hs na
BIOFACH.. uma das maiores feiras sobre o mercado de Orgânicos mundial
http://www.biofach-americalatina.com.br/ 
focando as
CADEIAS DE PRODUTOS DA SOCIOBIODIVERSIDADE

Não é orgânico, é SÓCIO- BIO- DIVERSO!
Sinônimo de Agricultura Familiar...especialmente as de base ecológica!
Novas tendencias e perspectivas pra um mercado promissor...!
Realizado por 3 ministérios federais (MDS, MMA e MDS), com apoio da GTZ (cooperação Alemã)

Importante que haja o fortalecimento à ASSITÊNCIA TÉCNICA E À EXTENSÂO RURAL!!! Que as empresas compreendam que a realidade do campo é bem distante do conceito de conforto em que os endinheirados vivem, e que as universidades ainda não "dominam"  as áreas rurais, ou seja, educação e conhecimento ainda reinam apenas nas bibliotecas. 
Salvo obviamente, o conhecimento tradicional, familiar, de cada produtor rural.

E que as plantas (e projetos de desenvolvimento) não são máquinas totalmente controladas e 100% monitoradas. 
Temos que nos render às perdas, injúrias, intempéries e incidentes da cadeia da natureza.
Temos que nos reder à Deus.


e.. CONSULTA PÙBLICA
Caros amigos:

Foram publicadas as Portarias Ministeriais 1.033 (Cogumelos Comestíveis), 1.034 (Sementes Orgânicas) e 1.035 (Comercializadoras, Restaurantes e Afins), todas de 16/10/2010, publicadas no Diário Oficial da União de 27/10/2010, estabelecendo o prazo de 30 dias para apresentação de sugestões.

As sugestões encaminhadas pelas CPOrgs terão prioridade.

Nos próximos dias, serão publicadas as consultas públicas referentes às INs de Produção Vegetal e Animal e de Processamento, que propõem a inclusão de substâncias nas listas positivas e alterações nas normas de produção animal.

Abraços a todos.

Eng.º Agrº Marcelo S. Laurino
Fiscal Federal Agropecuário
Comissão da Produção Orgânica de São Paulo -  CPOrg/SP
Superintendência Federal de Agricultura no Estado de São Paulo

Veja abaixo AS PORTARIAS E INSTRUÇÔES NORMATIVAS:

terça-feira, outubro 26, 2010

Jantares com sabedoria

e
V Semana Vegetariana da UNICAMP
http://www.vegunicamp.blogspot.com/
dias 3, 4 e 5 de novembro no IFCH 

quarta-feira, outubro 20, 2010

Paz e ciência

  "O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara..." 
Lenine


Ahh como o mundo seria diferente se todos tivessem tido uma árvore como companheira na infância. Ou que seja um vaso de planta na sala de jantar.
Com cuidado, zelo, carinho e atenção... 


Andei pensando...se uma pessoa não consegue cuidar de um ser tão simples, 
rústico e produtivo como uma planta,
que dizer de seres humanos que educam seus filhos, administram empreendimentos (e lares), coordenam atividades e projetos?
"O segredo é não correr atrás das borboletas...
é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar,
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você..!" Mario Quintana


Desejo PAZ, CIÊNCIA 
e PACIÊNCIA 
à nós.

sábado, outubro 16, 2010

Sobre um Fórum e um festival

Do grupo de e-mails rede_apa@yahoogrupos.com.br 
 Articulação Paulista de Agroecologia, após o  
I FÒRUM PAULISTA DE AGROECOLOGIA
realizado em Araras de 13 à 15 de outubro.

Por Hamilton Trajano Cabral
"Olá,

Não me saí da cabeça tudo que passamos nestes três dias no I Fórum Paulista de Agroecológia. Escrevo para falar sobre o meu contentamento com tudo que vi, ouvi e senti por todo o meu corpo, que trabalhou captando os pontos positivos e observando aquilo que pode ser melhorado.

Comecei a participar da APA, um pouco antes do encontro em Botucatu e percebo atualmente que houve um amadurecimento das pessoas que compõe esta rede, inclusive e obviamente eu mesmo, e é sobre este amadurecimento que gostaria de fazer uma observação para mantermos este movimento seguro de invasões que possam causar a desestruturação deste belíssimo movimento, que deseja a inclusão.

Quero falar sobre o zelo, sobre a guarda dos princípios que estão presentes e que podem ser criados para termos um rumo, uma referência.

Este zelo, esta guarda que cada um de nós tem que fazer sobre estes princípios, que nós mesmos criamos, ela tem que ser consciente, e tem que ser cuidada com ética para que não haja o triunfo do EGO, da arrogância, e que isso não seja transferido para as outras pessoas, fomentando uma discussão que não nós interessa, com fofocas ou picuinhas desnecessárias - sugiro num próximo encontro que isso faça parte da discussão do Fórum.

E que os novos ou antigos guardiões destes princípios tenham discernimento para atuarem na transmissão deste saber.

E que todo guardião tem que ser confiável, com características de humildade e generosidade, como pude perceber esta atuação em algumas pessoas.  
Acredito que todo sucesso de uma iniciativa é no coletivo, de somatórias de iniciativas individuais.

E o grande desafio é trabalhar no coletivo, porque teremos que respeitar a individualidade de cada um, exercitar saber ouvir, saber o que falar estar aberto ao novo; criar a partir das experiências do presente, porque só se constrói o futuro com o presente.

Então, meus amigos, fica aqui a minha satisfação em poder sentir que caminhamos rumo ao novo, a pacificação, ao não enfrentamento, a não resistência e sim, a criatividade, ao belo e ao alegre.

Um abraço

Parabéns a todos que participaram com suas contribuições.
 
TEMPO É ARTE"


 Mesa de Abertura (da esq para direita): Sandra Antonini (Diretora do programa de Pós Grad. em Agroecologia e Desenvolvimento Rural); Yara Carvalho (Instituto de Economia Agrícola, representando a Articulação Paulista de Agroecologia- APA); José Maria Ferraz (Embrapa, representando a Associação Brasileira de Agroecologia); Anastácia Fontanetti (Coordenadora do curso de graduação em Agroecologia da Ufscar-Araras); Ondalva Serrano (Associação de Agricultura Orgânica- AAO); Luiz Norder (Vice presidente do programa de pós grad. em Agroecologia e coordenador do Fórum); Norberto (Diretor do Centro de Ciências Agrárias- CCA- Ufscar); (?); Rodrigo Moreira (Instituto Giramundo Mutuando)
Palestra da agricultora e assentada rural Ileide, do Assentamento Horto Vergel, de Mogi Mirim, da Associação de Mulheres Agroecológicas- AMA
Palestra do Prof. Mohamed, da Unicamp

e...mudando de assunto, só um pouco...
Do site www.falandoabobrinhas.com.br  da Chef de cozinha Luana Budel:

terça-feira, outubro 12, 2010

Compartindo...Cursos e palestras, rumo à revolução das Bocas

"Quiero compartir con ustedes esta información.
Por favor compartirla entre quienes puedan estar interesados.
Muchas gracias
Oscar Ramírez E.
Presidente
Fundación Naturagro
Cel. 3007841656 "  Sobre o Curso abaixo:
E mais outro....
"Tema:AGROECOLOGIA - SISTEMAS AGROFLORESTAIS - RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS
Palestrante:
Eng. Agr. JOÃO CARLOS CANUTO (EMBRAPA-Jaguariuna).14 de outubro das 10hs às 13hs.
Local: ASSENAG Bauru/SP

Inscrição Gratuita

http://www.assenag.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=437:palestra-na-assenag-14102010&catid=7:eventos&Itemid=48


Abraço a todos.
Cláudio A. B. Vidrih Ferreira
Engenheiro Florestal

Via Vidrih Consultoriawww.vidrih.com.br


e....  A REVOLUÇÂO DAS BOCAS

 

 EUA, 2006, 5 Min, Cor. Direção: Louis Fox  (Pena não ter legenda !)        
         
Em todo o mundo, elas finalmente estão botando a boca no trombone.
Estão de saco cheio das porcarias que comemos e clamam por
comida de verdade, comida orgânica – agora! No papel
de portões do corpo humano, as bocas estão tomando
uma atitude e protagonizando um “cala-bocaço”
internacional até que suas reivindicações sejam
cumpridas. A revolução da boca começou!

Desde 1996, o diretor Louis Fox vem produzindo numerosas campanhas publicitárias e mais de
80 desenhos animados de curta metragem relacionados com os temas sustentabilidade, justiça e paz.





segunda-feira, outubro 04, 2010

Decidindo o consumo


O direito a decidir aquilo que comemos

Esther Vivas*

Frequentemente quando se fala do impacto da crise alimentar e da dificuldade para acessar uma alimentação sã e saudável olhamos para os países do Sul. Na atualidade, 925 milhões de pessoas no mundo passam fome e estas se encontram, majoritariamente, nos países empobrecidos. 

Estas circunstancias ocorrem em um período onde se produzem mais alimentos que nunca na história, com um aumento de produção de 2% nos últimos vinte anos enquanto que a população cresce a um ritmo de 1,14%. Portanto, comida existe, mas a crescente mercantilização dos alimentos têm feito que o acesso às mesmas se converta em praticamente impossível para amplas parcelas da população.

Entretanto, mais além do impacto dramático destas políticas agrícolas e alimentares na geração da fome no mundo, ha que assinalar, também, suas consequencias no aumento das mudanças climáticas, a deslocalização alimentar, a crescente descampesinação do mundo rural, a perda de agro-diversidade, etc..., especialmente nos países do sul global, mas também aqui.

Na Catalunha, por exemplo, somente 2,46% da população ativa se dedica a agricultura e esta porcentagem se reduz ano após ano, uma vez que se constata um envelhecimento progressivo do setor, já que o relevo geracional é muito escasso. Se calcula que a incorporação de jovens no campo é dez vezes inferior ao de sete anos atrás. Se em 2001, 478 jovens se somaram a atividade camponesa catalã; em 2008, somente o fizeram 49, segundo dados do sindicato Unió de Pagesos. 

O empobrecimento dos camponeses é uma realidade inegável. A renda agrária na Cataluña caiu desde 2001 em 43,7%, situando-se muito abaixo da renda geral. O encarecimento dos custos de produção e a baixa remuneração que os camponeses recebem por seus cultivos seriam algumas das causas principais que explicariam essa tendência.

O sistema agro-industrial têm gerado uma progressiva desvinculação entre produção de alimentos e consumo, favorecendo a apropriação por parte de um punhado de empresas, que controlam cada um dos componentes da cadeia agroalimentar (sementes, fertilizantes, transformação, distribuição), com a conseqüente perda de autonomia dos camponeses.

Para descrever a estrutura do atual modelo de distribuição de alimentos se costuma utilizar a metáfora do “ relógio de areia”, onde umas poucas empresas monopolizam o setor gerando um gargalo da garrafa que determina a relação entre produtores e consumidores. Na atualidade, o diferencial entre o preço pago na origem, ao camponês, e o que pagamos no supermercado se situa em torno de uns 500% em média, sendo a grande distribuição quem fica com o maior lucro. Por esse motivo, os diferentes sindicatos campesinos reclamam uma Lei de Margens comerciais e que lhes pague um preço digno por seus produtos.
 
 Frente a este modelo agrícola, desde metade dos anos 90, diferentes movimentos sociais vêm reivindicando o direito dos povos a soberania alimentar. Uma demanda que implica recuperar o controle das políticas agrícolas e alimentares, o direito a decidir sobre aquilo que comemos, que os bens naturais(água, terra, sementes...) estejam em mãos dos camponeses. Uma proposta que é baseada na solidariedade internacional e que não tem que se confundir com os discursos chauvinistas partidários do “primeiro o nosso”.

Na Catalunha, esta soberania alimentar implica o acesso a terra de quem quer incorporar-se a atividade agrícola, apostar por um banco de terras, e denunciar a crescente especulação com o território. É urgente, como reivindica a plataforma Catalã Somos o que semeamos, uma moratória de cultivo de transgênicos e deixar bem claro que a coexistência é impossível. Catalunha e Aragão são as principais zonas da União Européia onde se cultivam transgênicos, inclusive variedades proibidas em outros países. Faz falta uma nova Política Agrária Comum(PAC), enquanto soberania alimentar, priorizando uma produção, uma distribuição e um consumo de proximidade, um modelo agrícola vinculado a agroecologia, investimentos e serviços públicos e de qualidade no mundo rural e uma legislação sanitária adequada para a transformação artesã e a comercialização local.
 
 Sem um entorno rural e camponês vivo, outro mundo e outro consumo não serão possíveis. Como diz a Via Campesina, hoje “ comer se converteu em um ato político”

 

*Esther Vivas é autora de ‘Do campo ao prato’ (Icaria ed. 2009).
Artíigo publicado no jornal Público (edición de Catalunya), 03/08/2010.

Tradução para o português: Paulo Marques ( www.brasilautogestionario.org)


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