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terça-feira, novembro 15, 2011

Árvores adubadoras e Permacultura

A alternativa agroecológica
Árvores adubadoras fazem sucesso na África

Centenas de milhares de agricultores familiares da África Austral estão utilizando arbustos e árvores de crescimento rápido para fertilizar seus campos naturalmente e, assim, aumentar as produtividades e rendimento.


Cientistas do ICRAF (World Agroforestry Centre - em português, Centro Mundial de Agrofloresta), uma ONG de pesquisa no Quênia, analisou o trabalho de duas décadas voltado à introdução das “árvores adubadoras” nas propriedades rurais africanas. Os resultados foram publicados no último mês na revista International Journal of Agricultural Sustainability (edição de 14 de outubro).

As árvores adubadoras, como a acácia, capturam nitrogênio do ar e o transferem para o solo em um processo conhecido como fixação de nitrogênio. Isso ajuda na assimilação de nutrientes e aumenta a produtividade das lavouras, com potencial para dobrar ou mesmo triplicar as colheitas. As árvores também melhoram a eficiência hídrica das propriedades e ajudam a prevenir a erosão do solo.

“Quatrocentos mil agricultores da África Austral (Malaui, Moçambique, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue) estão utilizando árvores para impulsionar suas produções, e há ainda milhões de agricultores familiares carentes de recursos que poderiam se beneficiar delas”, declarou Oluyede Ajayi, primeiro autor do estudo e cientista sênior do ICRAF.

Os pesquisadores observaram que a produtividade do milho e o rendimento dos agricultores são significativamente mais altos em áreas onde as árvores são utilizadas. Na Zâmbia, por exemplo, os rendimentos dos agricultores que usam árvores adubadoras foram de, em média, US$ 230-330 por hectare, enquanto o rendimentos daqueles que não usam árvores foi de apenas US$ 130. Este aumento na renda proporcionou alimentos para até 114 dias extras.

Segundo Ajayi, a fertilidade do solo cumpre um papel crítico em assegurar a segurança alimentar para agricultores familiares em muitos países africanos. Para ele, é preciso empreender esforços para tirar vantagem de todas as opções disponíveis - incluindo as árvores adubadoras - ao invés de travar inúteis debates acadêmicos sobre fertilizantes orgânicos versus inorgânicos.

Ele sugere a criação de políticas e programas institucionais que possam apoiar o uso das árvores adubadoras e a disseminação de informações sobre seus benefícios. (...)

Fonte: Fertiliser trees prove a hit in southern Africa - SciDev Net,
03/11/2011.
Leia a íntegra do artigo: Oluyede Clifford Ajayi, Frank Place, Festus Kehinde Akinnifesi, Gudeta Weldsesemayat Sileshi. Agricultural success from Africa: the case of fertilizer tree systems in southern Africa (Malawi, Tanzania, Mozambique, Zambia and Zimbabwe). International Journal of Agricultural Sustainability, 2011; 9 (1): 129 DOI: 10.3763/ijas.2010.0554



quinta-feira, agosto 25, 2011

Grupos de consumidores responsáveis juntos em São Paulo - Parelheiros

De 28 a 30 de agosto será realizado o
 I Encontro dos Grupos de Consumo Responsável

No domingo, o encontro é aberto a todos interessados.

O objetivo do encontro é unir os sujeitos que atuam com a proposta do consumo responsável, coletivo e organizado no Brasil, vinculados ao movimento da economia solidária, para avançar nos seguintes pontos:

- o reconhecimento mútuo dos diferentes sujeitos, experiências e estratégias desenvolvidas;
- o avanço no potencial de construção de uma identidade comum;
- a avaliação coletiva das fragilidades e potencialidades destas experiências na efetivação de relações comerciais justas e solidárias (entender o real impacto dessa prática de consumo na cadeia produtiva; fazer o diálogo com os princípios e critérios do SNCJS; etc);
- a consolidação dos consumidores organizados como atores políticos no movimento da economia solidária (avançar nas "reflexões" e "articulações", tanto econômicas, como de saberes - trocas de experiências, intercâmbios-, e políticas).

Programação de Domingo - 28/ago

12h00 - Chegada, recepção dos participantes e almoço
13h30 - Preparação e montagem da Feira dos Grupos de Consumo Responsável
14h30 - Abertura do Encontro
Arpad Spalding (Onde estamos? Parelheiros: Agricultura Familiar em São Paulo)
Renata Pistelli (Contextualização/ Encontro);
Miriam Lagenbach (Rede Ecológica): Boas vindas como representante dos Grupos de Consumo;
15h00 - Atividade: Feira dos Grupos de Consumo Responsável
Exposição dos Grupos de Consumo Responsável para proporcionar trocas e o (re-)conhecimento das experiências, suas propostas e práticas
Responsáveis: Representantes dos Grupos: 16 “Barracas-mesas”: 14 Grupos de Consumo (12 dos GCR mapeados + 2 novos)+Kairós
17h00 - Lanche
17h30 - Debate/Mesa: O Consumo Responsável e o Papel dos Grupos de Consumo na Sociedade
Thais Mascarenhas: (Kairós) Apresentação da Pesquisa_Perfil dos GCR no Brasil
Grupos de Consumo_Relato: 1) O que é GCR?; 2) Qual o papel dos GCR na sociedade? (as questões serão encaminhadas antes aos GRUPOS)
Diogo Jamra (Kairós): mediação do debate
20h00 - Jantar e confraternização

COMO CHEGAR?
http://www.centropaulus.com.br/mapaimpressao.jpg

E...outro evento na mesma região da cidade de São Paulo:

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Belo Monte de ignorancia

FSP 'Opinião' - 06.02.2011 - TENDÊNCIAS/DEBATES

O Xingu do século 21 ameaçado

CAO HAMBURGER

Se nossos dirigentes tivessem interesse em entender a cultura dos indígenas, abortariam qualquer projeto que os ameaçasse, como Belo Monte

Em 2011, o Parque Indígena do Xingu está fazendo 50 anos. Algo profundo mudou na minha percepção de mundo enquanto conhecia o parque e sua história durante a produção do filme "Xingu".

Sem dúvida, é um dos maiores patrimônios do Brasil -e nós, brasileiros, não temos a menor ideia do que ele representa e do que está protegido ali. Criado em 1961, é a primeira reserva de grandes proporções no Brasil.
Abriga povos de cultura riquíssima e filosofia milenar, que vivem em equilíbrio, preservando seu modo de vida, sua dignidade, sua cultura e vasta sabedoria, assimilando só o que vale a pena do "mundo de fora", sempre em sintonia com a natureza exuberante. Um verdadeiro santuário social, ambiental e histórico no coração do Brasil.

Mas não estamos falando só de preservação do passado e da natureza. O que está sendo protegido ali é o futuro. Não o futuro visto com os óculos velhos, sujos e antiquados que enxergam o progresso da mesma maneira como enxergavam nossos bisavós na Revolução Industrial, mas o futuro do século 21.

Esse talvez seja o maior patrimônio do Brasil hoje. Mais valioso que todo o petróleo, soja, carne, ferro que tiramos do nosso solo, ou todo automóvel, motocicleta, geladeira que fabricamos.
O que está protegido ali é um novo paradigma de como o ser humano pode e deve viver. Não estou dizendo que precisamos morar em ocas, dormir em redes, tomar banho no rio e andar nus. Falo de algo mais profundo.
Algo novo para nós, ditos civilizados, que nascemos e fomos criados como os donos do planeta. Arrogantes e prepotentes, nos transformamos no maior agente destruidor do nosso próprio habitat.

Um exército furioso de destruição. Um vírus que se multiplica e ataca, transformando e destruindo tudo o que encontra em seu caminho na presunção de que estamos construindo um mundo melhor, mais seguro, mais confortável, mais rentável. No Xingu, progresso tem outro significado.

No Xingu, homens e mulheres não vivem como donos do mundo, não foram criados com essa arrogância. Vivem como parte da cadeia de vida do planeta, e essa cadeia é interligada e interdependente. O "progresso" e o bem-estar dos homens está ligado ao equilíbrio dessa cadeia. Para os índios, homem e natureza evoluem juntos.
Golpe baixo.

Mas a megausina de Belo Monte quer represar o rio Xingu. O rio que é a alma e a base da vida das comunidades indígenas da região.
Um golpe baixo, em nome do progresso. Progresso com os velhos parâmetros dos séculos 19 e 20, que tem levado o mundo ao colapso social e ambiental.
É isso que queremos?
Se nossos dirigentes e a sociedade como um todo se interessassem em entender a filosofia, a cultura e a inteligência dos povos indígenas, abortariam qualquer projeto que os ameaçasse. E poderíamos inaugurar novo paradigma de progresso.
O progresso do equilíbrio. Seríamos a vanguarda mundial do século 21. Essa é a demanda. Essa é nossa chance. Sejamos corajosos, ousados, visionários. Como foram os que lutaram pela criação do Parque do Xingu há 50 anos.

CARLOS IMPÉRIO HAMBURGER, 48, é diretor de cinema e televisão. Atualmente finaliza o filme "Xingu", sobre a criação do Parque Indígena do Xingu.

terça-feira, novembro 16, 2010

Acolha o Movimento

Esse evento acima, em São Paulo será muito bom. 
Muita agricultura orgânica!
Evento abaixo será também muito bom..
Um pouco de MATA URBANA






E sobre a Natura... tenho um caso a contar...
A mais de 8 anos atrás, quando estava com filha pequena e em busca de alguma oportunidade de fazer um trabalho bacana e com retorno financeiro, fui atrás da Natura. 
Desde então, quase que mensalmente aquela caixa de produtos chega até minha casa. Eu acabei compartilhando (ou seria mesmo repassando) para minha mãe as vendas, ficando comigo praticamente só a função de revisar e fazer os pedidos pela net.
Enquanto isso tenho me dedicado à projetos como este blog, de agricultura, ambiente, alimentação e saúde
(acho importante dizer que a inspiração para a iniciativa de meus trabalhos com a TERRA, veio da mesma parceira citada a cima, Maria Neusa).
Bom, após troca de e-mails com o pessoal de lá, divulgo abaixo o trabalho que está acontecendo:
O MOVIMENTO NATURA  criou o programa ACOLHER, que é bem bacana porque cria uma rede, fortalece de fato um Movimento de iniciativas no mínimo interessantes, além de garantir premiações às melhores ações de transformação social. Tal projeto tem parceria com a ASHOKA. http://www.ashoka.org.br/

O Programa Acolher visa reconhecer as Consultoras e Consultores Natura que estão realizando alguma ação social e assim transformando o mundo em um lugar melhor. Plantando a sementinha da inspiração em cada um dos consultores que desenvolvem alguma ação social para contarem suas histórias e terem a chance de serem acolhidos pelo programa.

O primeiro ponto prático é que os Consultores e Consultoras Natura inscritas no Programa Acolher concorrerão a apoio financeiro e técnico para suas ações. Já temos contabilizadas até o momento 640 ações cadastradas.
Existem 3 categorias de premiação e, no mínimo, 11 ações serão premiadas:

Categoria Semente com verba de patrocínio no valor de R$ 5.000,00.

Categoria Crescente com verba de patrocínio no valor de R$ 15.000,00.

Categoria Votação Popular com verba de patrocínio no valor de R$ 15.000,00.


www.movimentonatura.com.br/acolher
 e Siga nosso Twitter: http://twitter.com/movimentonatura




sexta-feira, novembro 12, 2010

recuperando e comemorando



Com apoio do Itesp, feiras aproximam produtor do consumidor
Com a missão de planejar e executar as políticas agrária e fundiária do Estado de São Paulo, a Fundação Itesp tem fortalecido a comercialização dos produtos da agricultura familiar como forma de melhorar a geração de renda  de seus  produtores. Dentro dessa ação, está o apoio da instituição a feiras de comercialização, em parceria com as prefeituras locais, como ocorreu em Promissão, Castilho, Teodoro Sampaio e Euclides da Cunha Paulista.

“Os melhores produtos da terra, agora no centro da cidade.” Esse foi o tema da Feira do Produtor Rural de Promissão, iniciada em 10/10, na Praça 9 de Julho. No local, serão vendidos, todos os domingos, das 6 da manhã ao meio-dia, produtos como frutas, legumes, verduras, queijos e ovos, tudo fresquinho e a preços muito acessíveis, vindo dos assentamentos da região. “A primeira edição da feira foi um sucesso e superou as expectativas”, disse Edson Luiz Pereira, responsável técnico da Fundação Itesp em Promissão. A ação é uma parceria entre o Itesp e Prefeitura e Câmara Municipal de Promissão, além de Sebrae e Incra, que juntos definiram as regras para o funcionamento da feira.

No dia 09/10, em Teodoro Sampaio, teve início a Feira de Artesanato do Pontal do Paranapanema, que contou com a parceria das prefeituras de Teodoro Sampaio, Sandovalina e da Associação Comercial de Teodoro Sampaio. Na feira foram comercializados gêneros alimentícios e artesanatos para decoração, produtos dos agricultores assentados de Teodoro Sampaio, Sandovalina e Mirante do Paranapanema. Segundo a técnica do Itesp de Teodoro Sampaio,  Ednaura Casagrande, a feira será realizada todos os sábados com o nome de Sábado Maluco, com iniciativa da Associação Comercial da cidade, para estimular o comércio local.

Ainda no Pontal do Paranapanema, em Euclides da Cunha Paulista, cerca de 25  assentados no município participaram, no dia 13/10, de evento em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação.  Numa feira livre que acontece  há um ano, eles comercializaram frutas, verduras, legumes, ovos, queijos, artesanatos, bolos, pães, bolachas, pastéis, caldo-de-cana e outros produtos. A Fundação Itesp  disponibilizou 15 barracas, o que deu um colorido especial ao evento. Segundo  Rosa de Almeida, moradora de Euclides da Cunha e já habituada a comprar na feira, “estava tudo muito bem organizado e com uma ótima variedade de produtos.” O escritório do Itesp em Euclides da Cunha Paulista está se preparando para comemorar em dezembro o primeiro ano da Feira dos Produtores Rurais Assentados.     Fonte:Itesp on line-  edição 175  de 08 à 14/11/2010

segunda-feira, julho 19, 2010

o Filme do código florestal

As leis mudam e a vida segue. No papel de um jeito, na prática, normalmente de outro! Mas enfim...mudanças sempre são momentos de reflexão!  A hora que cansar dessa "novela"... relaxa vendo um filme...ou, aprendendo como se faz um!!

Revisão sem sustentação científica
Da Agencia FAPESP
19/7/2010
Por Fábio de Castro


A revisão do Código Florestal brasileiro, em votação no Congresso Nacional, está provocando sérias preocupações na comunidade científica e suscitando diversas manifestações no Brasil e no exterior. Com uma possível aprovação do relatório que propõe mudanças na legislação ambiental, o Brasil estaria “arriscado a sofrer seu mais grave retrocesso ambiental em meio século, com consequências críticas e irreversíveis que irão além das fronteiras do país”, segundo carta redigida por pesquisadores ligados ao Programa Biota-FAPESP e publicada na sexta-feira (16/7), na revista Science.
(...)
Mudanças para pior

De acordo com Joly, que é coordenador do Biota-FAPESP, caso a reformulação seja aprovada, o Código Florestal mudará para pior em vários aspectos. “Essas manifestações da comunidade científica vão continuar, porque a situação é muito grave. Se essas mudanças forem aprovadas teremos um retrocesso de meio século na nossa legislação ambiental, com consequências profundamente negativas em diversas dimensões”, disse à Agência FAPESP.

Segundo ele, as mudanças terão impacto negativo sobre a conformação das Áreas de Proteção Permanente (APP) e Reservas Legais (RL) e sobre o funcionamento da regularização de propriedades em situação ilegal. Atualmente, explica, os proprietários que não possuem RL ou APPs preservadas estão sujeitos a multas caso se recusem a recuperar as áreas degradadas, ou quando realizarem desmatamento ilegal. Nessas condições, podem até mesmo ter sua produção embargada.

“Mas se a proposta de mudança for aprovada, os Estados terão cinco anos, após a aprovação da lei, para criar programas de regularização. Nesse período ninguém poderá ser multado e as multas já aplicadas serão suspensas. Aqueles que aderirem à regularização poderão ser dispensados definitivamente do pagamento de multas. Ficarão livres também da obrigação de recuperar as áreas ilegalmente desmatadas”, explicou.

Em relação às APPs, a legislação atual protege no mínimo 30 metros de extensão a partir das margens de rios, encostas íngremes, topos de morros e restingas. Quem desmatou é obrigado a recompor as matas.

Se a nova proposta for aprovada, a faixa mínima de proteção nas beiras de rios será reduzida a 15 metros. Topos de morro e áreas acima de 1.800 metros deixam de ser protegidas. As demais áreas, mesmo formalmente protegidas, poderão ser ocupadas por plantações, pastagens ou construções, caso tenham sido desmatadas até 2008 e forem consideradas “áreas consolidadas”.

“As principais candidatas a se tornar áreas consolidadas são justamente as áreas irregularmente ocupadas, que sofrem com enchentes, deslizamentos, assoreamento e seca de rios. Como não haverá recuperação e as ocupações permanecerão, essas áreas serão condenadas a conviver eternamente com esses problemas, perpetuando tragédias como as de Angra dos Reis, do Vale do Itajaí e Alagoas”, disse Joly.

No que diz respeito à RL, a lei atual impõe um mínimo de vegetação nativa em todas as propriedades: de 20% do tamanho dos imóveis situados em áreas de Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampas e, na Amazônia Legal, 35% nas áreas de Cerrado e 80% nas de floresta. Quem não tem a área preservada precisa restaurar com espécies nativas ou compensar a falta de reserva no imóvel com o arrendamento de outra área preservada situada no mesmo bioma.

Com a nova proposta, as propriedades com até quatro módulos fiscais (20 a 440 hectares, dependendo da região do país) não precisam recuperar a área caso o desmatamento tenha ocorrido até a promulgação da lei. Nas demais propriedades será preciso recuperar a vegetação, mas o cálculo não será feito com base na área total do imóvel: a base de cálculo é a área que exceder quatro módulos fiscais.

Além disso, as compensações poderão ser feitas com áreas situadas a milhares de quilômetros da propriedade, desde que no mesmo bioma. O proprietário terá também a opção de fazer a compensação em dinheiro, com doação a um fundo para regularização de unidades de conservação.

quarta-feira, junho 30, 2010

Um olhar



Mais um vídeozinho capturado, dos Saguis de tufos. Compartilho a beleza desses animaizinhos.
Aqui em Valinhos existem muitos bandos, isolados nos fragmentos de matas que ainda restam.
Esse grupo mora bem perto da minha casa.

segunda-feira, junho 14, 2010

Abaixo assinado: Estação ecológica da Juréia!

LINK DO ABAIXO-ASSINADO para re-categorizar as áreas de uso de todas as comunidades caiçaras da Juréia em Reservas de Desenvolvimento Sustentável;Histórico de ocupação da Juréia

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6272

Mais informações desses 23 anos de luta no blog: Juréia - Cultura, História e Meio Ambiente
http://povosdajureia.blogspot.com/



“O modo de vida das comunidades tradicionais caiçaras deve ser tomado como exemplo de conservação ambiental para o planeta, e não como risco de degradação ambiental”

Logo após o descobrimento, na colonização do Brasil, começaram a chegar as primeiras famílias na Juréia, eram espanhóis e portugueses, onde em uma miscigenação entre povos europeus, negros e indígenas que habitavam a região formou a população caiçara que além do conhecimento herdado dos aborígenes que habitavam aquela região antes da colonização, que detinham técnicas apuradas de extrativismo e de cultivo apropriado às variáveis do ambiente onde viviam.

Com o passar do tempo o saber colonizador europeu veio sendo aprimorado de forma positiva para aquele ambiente.Desde então, a somatória desses conhecimentos aplicados em inúmeros campos ligados ao uso racional dos recursos naturais como na pesca, caça e agricultura, bem como em relação a fenômenos naturais como maré, fases da lua, época do ano e suas interferência no que se diz respeito ao dia-a-dia do trabalho na lavoura vem sendo utilizado em prol da sua própria sobrevivência, conhecimentos tradicionais lapidados pela experiência e convívio com o meio ambiente, que se comprovou de maneira sustentável. Desenvolveram também, ao longo do tempo, inúmeras manifestações culturais na religião, em suas musicas e danças, comidas típicas e artesanato, que por sua vez eram utilizados no seu dia-a-dia, como colheres de pau e gamelas como instrumentos da cozinha, canoas e redes para pesca e violas e rabecas para o fandango.


sábado, maio 22, 2010

Eucalipto ou Cambuci?

6° Dia de Campo do Eucalipto

Dia 09 de junho de 2010

O Dia de Campo do Eucalipto é um evento anual e vem sendo realizado desde 2005, através da parceria estabelecida entre a Faculdade de Ciências Agronômicas - FCA/UNESP, Eucatex S/A – Divisão Florestal e a Empresa Junior de Consultoria Florestal – Conflor / UNESP. Este evento foi idealizado devido a pouca assistência técnica estatal em atender o produtor interessado no manejo do eucalipto, uma vez, que os técnicos e agrônomos que prestam essa assistência estão mais voltados para as culturas agrícolas e o produtor sente falta desse tipo de orientação.

Dessa forma, o objetivo do evento é levar a produtores rurais, engenheiros florestais, agrônomos, técnicos florestais e agrícolas e estudantes as novas tecnologias de produção e estratégias de comercialização do eucalipto. O dia de campo trará ao público o que há de mais moderno no plantio, mostrando aos produtores como obter uma fonte maior de renda e quais os tratos necessários para a implantação da cultura.


Ou
Seminário sobre o CAMBUCI?

Um é árvore de madeira, outro é árvore alimento...



Deguste o Cambuci
Participe da II Rota Gastronômica do Cambuci que acontece durante os meses de março a setembro.

A II Rota Gastronômica do Cambuci cuja etapa São Paulo é organizada pela Incubadora de Projetos Sociais da Secretaria Municipal de Participação e Parceria na cidade de São Paulo que acontece ao longo dos meses de março a setembro.

O evento, com suas apresentações de produtos que contém como principal atrativo o Cambuci - por ser fruto típico nas regiões do trajeto - percorrerá os municípios de São Paulo, Paranapiacaba, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Paraibuna, Natividade da Serra e Ilha Bela.

A Incubadora de Projetos Sociais, visando a participação e inclusão social através de políticas públicas que estejam em contato com a comunidade, pensou no projeto, com foco na cidade de São Paulo, como forma de reavivar a identidade do bairro do Cambuci, local que se encontra a Instituição.

O Cambuci, um dos bairros mais tradicionais de São Paulo, recebeu esse nome para homenagear a árvore frutífera que havia em abundância na cidade de São Paulo quando os bandeirantes e tropeiros chegaram ao local. Esta junção de história com culinária resultou em arborização para o bairro além de conhecimento para a sociedade pouco familiarizada com o fruto.

O fruto de sabor agridoce é rico em vitamina C e em agentes antioxidantes, que retardam o envelhecimento além de fortalecer o sistema imunológico. Sua polpa pode ser usada tanto para curtir a cachaça como para produzir doces.

sábado, maio 15, 2010

Árvores nativas e fitorremediação

"Deixa o mato crescer...."
Outro dia, passava numa avenida e via as mulheres varrendo a palhada que ficou sobre o solo, após uma roçada. Tava tão lindo com o mato lá cobrindo o solo. Formando o tal cobertorzinho que a Terra precisa. Conforme elas iam varrendo, a terra ia expondo o seu vermelhão, como um grande arranhão sangrando. Aí  me lembrei que a uns anos atrás chegou até mim um adesivo com esses dizeres Deixa o mato crescer! -não me lembro se era de alguma Ong, ou outra instituição.
Veja a matéria abaixo... eles, no caso algumas árvores (e tantas outras mais, sem estudo!) ajudam a filtrar a terra. Que mania temos que mexer toda hora neles. Se não é arrancando com a mão é tacando veneno. Tá certo que mato de mais atrai bichos, deixam o lugar feio, com cara de sujo e abandonado. Um tanto de bom senso faz bem também.

As plantas arbóreas foram submetidas a doses crescentes de chumbo e zinco: testando a tolerância
(Fotos: Divulgação)


Duas pesquisas de mestrado desenvolvidas no Departamento de Biologia Vegetal do Instituto de Biologia da Unicamp (IB) comprovaram a potencialidade de espécies nativas para fitorremediação de solos de áreas degradadas ou contaminadas com metais.
Os estudos estão voltados para a recuperação dessas áreas, utilizando plantas nativas em substituição a atividades demoradas e dispendiosas. Sarah Caroline Ribeiro de Souza analisou a tolerância de três espécies arbóreas – eritrina, guapuruvu e sansão do campo (usada em cercas-vivas) – a altos níveis dos metais pesados chumbo e zinco.
Lucas Anjos de Souza optou pela análise da contribuição de fungos micorrízicos arbusculares para o desenvolvimento e a potencialização fitorremediadora de espécies leguminosas herbáceas. Os micorrízicos são fungos que se associam às raízes favorecendo o crescimento.
De acordo com Souza, o processo de descontaminação utilizado atualmente, além de dispendioso, é ineficiente, por não garantir a remoção de todo o metal contaminante. As tecnologias ex-situ removem a parte superior do solo, o que prejudica a fertilidade e a estrutura física do local.

sexta-feira, abril 30, 2010

Eventos diversos

Divulgando eventos interessantes....de conhecidos pelo Brasil. Um em Porto Alegre, outro em Brasília e outro em Campinas!

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Mudas que tanto nos falam

Mudas florestais/frutiferas que fui buscar lá na CATI- Campinas, junto do meu dedicado e companheiro pai. Minha grande árvore. Agradecimentos ao Sr. Bignardi, pelo incentivo indireto ao longo desses anos e pelo emprestimo da saverinho, em plena terça feira! ;)

Encanto Bonsai
Oficina de Bonsai
Individuais ou turmas pequenas
Horario Personalizado
Prof. Nanci Pastore
Valor: R$ 80,00

Avenida Jose Prospero Jacobucci, 58
Parque das Universidades – Campinas – SP
(19) 3326 – 1955 / 9220 - 1240 (periodo tarde e noite)

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Plantas e Sabores quase esquecidos

Sete novos produtos brasileiros entram para a Arca do Gosto


Berbigão, cagaita, cambuci, licuri, mangaba, ostra de Cananéia e o pequi. Estes são produtos indentificados como sabores quase esquecidos, mas ainda vivos, com potencial produtivo e comercial... selecionados pelo Slow food. Vejamos um por um (propositalmente escolhi mostrar apenas as plantas! e não seus frutos!:

A CAGAITA , encontrado no Cerrado Brasileiro...a Eugenia dysenterica DC. - e da Família Myrtaceae, mesma da jabuticaba, goiada, araçás, jambo e eucaliptos. Os frutos são bastante consumidos, tanto ao natural como na forma de doces, geléias, sorvetes e sucos, podendo ter sua polpa congelada por até um ano. Atenção quanto à quantidade de frutos ingeridos, principalmente quando quentes ao sol, grande quantidade gera efeito laxante, responsável tanto pelo nome popular como pelo científico.


 
LICURI: Na paisagem semi-árida do sertão baiano, os liculizeiros (Syagrus coronata, ou tb conhecidos como Ouricuri e outros nomes) fazem parte do bioma da caatinga. A palmeira, que mede até 11 metros, produz uma amêndoa, com frutos comestiveis e passíveis de extração de óleo da semente. As folhas também possuem fibras usadas em artesanatos como chapéus.  (foto:www.rosesementes.com.br/galerias/ornamentais/...)
 
MANGABA: (Hancornia speciosa) É comestível e utilizado na fabricação de sucos, sorvetes, doces e bebida vinosa. Sergipe é o maior produtor... encontrado por todo nordeste, no cerrado. (foto:http://pt.wikipedia.org/wiki/Mangaba)


CAMBUCI: árvore frutífera (Campomanesia phaea) nativa da Mata Atlântica, ameaçada de extinção. Antigamente abundante na cidade de São Paulo, deu nome a um de seus bairros tradicionais. o nome é de origem indígena, os frutos tem a forma parecida com potes de cerâmica que recebiam o mesmo nome. Frutos geralmente consumidos na forma de sucos.. ou na cachaça-de-cambuci! (Foto:www.caminhoazul.com.br/frutiferas.html)


PEQUI: Caryocar brasiliense, é uma árvore nativa do cerrado brasileiro, cujo fruto, embora muito utilizado na cozinha nordestina, do centro-oeste e norte de Minas Gerais, é considerado tipicamente goiano. Tradicional o Arroz com pequi! (foto: www.taquarussu.com/plantas.asp?InfoId=68)

BERBIGÃO (bivalves) e  a OSTRA de Cananéia também entraram nessa nova lista.

Além dos 7 produtos brasileiros citados acima, outros 14 fazem parte da Arca do Gosto: Néctar de Abelhas nativas; Pinhão, Aratu, Arroz Vermelho, Babaçu, Bergamota Montenegrina, Farinha de batata doce Krahô, Marmelada de Santa Luzia, Pirarucu, Umbu, Palmito Juçara, Guaraná Nativo Sateré-Mawé, Feijão Canapú e Castanha de Barú!  O objetivo é a recuperação de raças autóctones e aprender a verdadeira riqueiza que a terra nos oferece!
Vale a pena ir além do nosso feijão com arroz, bife e alface com tomate e provar essas outras delícias de nossa terra, não?? Pra isso, nada melhor que boas viajens para descobrirmos essas jóias em seus lugares de origem!!!  
Indico o site do movimento aqui na região de Campinas...http://www.slowfood.ning.com/ ... começando a ganhar corpo!

sábado, junho 27, 2009

e as mudanças do código florestal

Ministro Minc lança proposta de alteração no Código Florestal

Em audiência pública, realizada na Assembléia Legislativa do RS, no dia 15de junho, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, divulgou uma proposta dealteração do Código Florestal (Lei 44771/65) que pode representa a base paraum acordo entre a agricultura familiar e ambientalistas.
A audiência em Porto Alegre teve como objetivo debater as modificações do Código Florestal Brasileiro. Houve consenso a respeito da necessidade demudanças, mas não sobre o que mudar. O documento apresentado pelo Ministroreúne um conjunto de medidas que têm o aval da Contag, da Fetraf, do MPA, daCUT e do Ministério do Meio Ambiente e contempla a maioria dasreivindicações dos agricultores familiares.O Diretor da FASER e Diretor do Senge-RS, Lino Moura, e o Presidente daASAE, Gervásio Paulus, estiveram no evento.
A proposta propõe, basicamente:
- novo enquadramento para a agricultura familiar (até 4 módulos rurais);
- será permitido o cômputo das Áreas de Preservação Permanentes (APP) nocálculo da Reserva Legal (RL);
- a ampliação do prazo para averbação da reserva legal, associada a umprograma de adequação ambiental para a agricultura familiar;
- cria um fundo público para compensar quem preserva o meio-ambiente,constituindo um conceito de valorizar quem preserva - ;
- assegura as atividades sazonais de agricultura em várzea desde que nãoimplique na supressão de vegetação nativa;
- os órgãos ambientais poderão autorizar intervenções de baixo impactoambiental em APP (nos moldes da Resolução Conama 369/2006);
- serão admitidas atividades de manejo agloflorestal sustentável poragricultores familiares e comunidades tradicionais em APP, desde que nãoprejudiquem a sua função ambiental;
- Admissão de cultivos consolidados em áreas com inclinação superior a 45graus;
- A averbação da Reserva Legal será gratuita para a Agricultura Familiar;
- Será permitido o uso de GPS portátil para o georreferenciamento das RL;
- Os agricultores terão 3 anos para aderir ao Programa de RegularizaçãoAmbiental, não sendo autuados neste período.O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Ivar Pavan tambémapresentou 15 sugestões para aperfeiçoar a legislação foram coletadas nasaudiências públicas das comissões de Agricultura, Economia e Meio Ambiente.
Duas delas são polêmicas: a revogação dos decretos federais 6.514/2008 e6.686/2008, que eliminariam a obrigatoriedade da averbação da reserva legalaté dezembro de 2009, entre outros pontos. E a outra visa a propiciarautonomia aos estados para legislar de acordo com suas realidades.VEJA as propostas do Ministro e do Parlamento Gaúcho, na íntegra no site daFASER www.faser.org.br

domingo, março 29, 2009

Qual o nosso papel?




Qual o nosso Papel ?

O mundo virtual tem auxiliado na redução do uso de papel e celulose de um lado. A Fapesp, por exemplo aboliu o uso da papelada para encaminhamento de seus projetos, utilizando somente o canal virtual.
Entretanto o papel é imensamente utilizado nos dias de hoje. Campanhas de publicidade e propaganda são uma das grandes consumidoras destes recursos. Pilhas e pilhas de lixo publicitário são gerados a cada dia. Felizmente algum trabalho de reciclagem vem sendo feito para tentar minimizar esse uso.
As linhas Chamex, Chamequinho, dentre outras são alguns dos produtos da gigante INTERNATIONAL PAPER. A madeira utilizada pela empresa recebe certificação do Cerflor (Programa Brasileiro de Certificação Florestal coordenado pelo INMETRO). Segundo o Site: "Todas nossas florestas são cultivadas e renováveis, aliando sempre o plantio comercial à recomposição de florestas naturais, sem esquecer da preservação de espécies nativas e da fauna silvestre da região, seguindo os rigorosos padrões ambientais da norma internacional ISO 14001".


As unidades produtivas do Estado de São Paulo encontram-se nas cidades de MOGI GUAÇU e LUIZ ANTONIO, além de outra unidade em Minas, na cidade de TRÊS LAGOAS.

Com faturamento anual de aproximadamente US$ 22 bilhões em 2007 e quadro de aproximadamente 54 mil funcionários diretos, a IP está presente em 20 países dos continentes americano, europeu e asiático, exportando para mais de 120 nações. A sede mundial da empresa é em Memphis, no Estado de Tennessee, EUA.
Outras gigante do setor, que ronda os solos da região de Botucatu é a Duratex, com pesquisas invadidndo a Universidade, berço adequado já que abriga o curso deformação de Engenharia florestal. De lá.. profissionais são formados essencialmente com uma visão unilateral da produção florestal. Como profissionais identificados com o Meio Ambiente, cabe a cada um se questionar e optar para qual caminho escolhe seguir. Buscando defender uma produção equilibrada, ou uma produção exploratória.
O discurso ambiental já se encontra pulverizado na maioria das empresas. E discussões sobre a real intenção e aplicabilidade dos "Projetos de preservação sócio-ambiental" são um dos panos de fundo para o debate ambientalista e com a preocupação da sustentabiliadade desses tipos de projetos.
O debate é longo, fundamental e desafiador, já que vivemos numa sociedade que se relaciona diretamente e/ou dependentemente com todos os demais públicos (privado, ongs e estado).
Coloco aqui algumas questões que surgiram, nas últimas semanas...
Qual o papel dos cidadãos frente às mega multinacionais? Sabemos discernir entre um produto local/regional e um produto globalizado? Sobre o processo produtivo de tais empresas? Existem empresas produtoras de papel e celulose de pequeno porte, de agricultores familiares? Que realizam/ manejam essencialmente sistemas agroflorestais em suas produções? E as produções de árvores transgênicas que já invadiram o Brasil sem sequer serem avaliadas e analisadas enquanto possibilidade de insegurança para a agricultura, como ficam?

Vamos continuar consumindo papeis, roupas, produtos diversos, eternamente. Necessitamos deles! Como mudar então? Políticas (e que sejam públicas, obviamente)! Sempre elas! Como aliadas num sistema regido pelo capital!
Vamos continuar tendo o papel de auxiliar da melhor maneira possível no desenvolvimento de propostas ditas mais "sustentáveis" em nosso meio. Vamos nos esforçando para compreender os papeis e valores de cada função (empresa, trabalho, produção, etc...)de nossa sociedade, de cada oportunidade, de cada ação desenvolvida e com qual propósito ela se objetiva.


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