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segunda-feira, abril 08, 2013

ATUALIDADES DA AGRICULTURA FAMILIAR E OS NOVOS-RURAIS

Por Lisa Tassi


Quem é que não se enche de bons humores ao contemplar uma paisagem natural? Matas, montanhas, rios, etc. Sentimento semelhante vem ao nos depararmos com campos cultivados, plantações, especialmente porque sabemos que neste caso, alguém está cuidando do local: a família rural, o agricultor.

Em nossa região, que se consolidou nos últimos anos com a produção de frutas por agricultores familiares, se destacam as culturas da uva, figo, morango e caqui, além da cana de açúcar.No entanto a realidade atual é bem diferente de 30 anos atrás, onde as fazendas e sítios eram altamente diversificados, incluindo o cultivo de milho, feijão, arroz e mandioca. Todos tinham algumas vacas para o leite do dia-a-dia e a agricultura era a realidade promissora de muitas famílias. Em função das mudanças e influências da “sociedade de consumo”, a prática agrícola infelizmente já não atrai mais tanto o agricultor ou mesmo o cidadão comum.

Uma das diretrizes do Plano de Desenvolvimento Rural Sustentável da CATI(Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) Campinas - 2010-2014é justamente a revalorização e respeito da área rural da região. Dentre as ameaças ao contexto rural, citadas no Plano temos: 1) descapitalização; 2) mudanças de clima; 3) atravessadores; 4) exploração imobiliária; 5) êxodo rural; 6) mão-de-obra migrando para atividades não agrícolas; 7) pressão imobiliária sobre as áreas rurais; 8) crescimento urbano desordenado; 9) falta de segurança no meio rural (roubo de equipamentos e máquinas); 10) pressão do mercado consumidor quanto à adoção das boas práticas agrícolas. Com base nos dados do LUPA (Levantamento Censitário de Unidades de Produção Agropecuária do Estado de São Paulo) e da CATI, a área cultivada com fruticultura nesta região vem diminuindo, assim como o número de unidades produtivas.

Outro dado, do jornal Folha de São Paulo, é que a idade média do produtor subiu e que este já não encontra mais sucessores, somente herdeiros. Assim, os agricultores familiares que ainda se mantém em atividade são verdadeiros “heróis da resistência”, pois toleram inúmeras dificuldades, especialmente as de cunho mercadológico, que englobam desde as imposições das grandes agroindústrias (oferta de sementes, agrotóxicos, etc.), assim como o escoamento da produção, que geralmente é em escala menor do que a dos grandes empreendimentos agrícolas. Apesar de tudo, o agricultor ainda tem encontrado alento nas opções de crédito e comercialização do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar –PRONAF, além de cursos de capacitação gratuitos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR, via sindicatos.

Mesmo com todos os limitantes rurais, é bem pouco provável que a agricultura seja extinta. A produção de alimentos, diferentemente da “indústria de futilidades”, é um serviço imprescindível e natural ao ser humano. Dessa forma, por mais que a agricultura familiar tradicional venhaperdendo destaque, um novo perfil de agricultorvem lentamente se mostrando, sendo denominado pelos acadêmicos como “novos-rurais”. São pessoas que se identificam com a agricultura e assim se conectam ao campo buscando empreenderuma vida rural em sintonia com a vida contemporânea, enfrentando desafios ainda maiores do que os encontrados pelos experientes homens do campo.Quer seja novo ou velho produtor, uma coisa é certa, as experiências do ambiente rural são infinitas, cheias de desafios, fartura e encanto, sendo dignas de serem vividas intensamente.

Artigo publicado no jornal de Itatiba dia 31 de março de 2013



terça-feira, novembro 13, 2012

Trento Orgânico... "do mato ao pote"

Visita à produção dos molhos TRENTO - Orgânico  

 Não fomos até a Itália visitar a provincia de Trento... mas sim à Itu - São Paulo.
Lá é a terra dos tomateiros e da agroindústria dos sócios Laércio Trevisan e Alberto Bidute, que estão apostando na produção de tomates para molhos..orgânicos!
 
O tomateiro é plantado bem adensado e cresce rasteiro pelo solo, sem tantos tratos culturais como nos tomates "de mesa". São aproximadamente 1,5 hectares plantados, sendo que praticamente toda a colheita é destinada à agroindústria de molhos Trento Orgânico.
Olhando de longe dá pra pensar que o tomate está saindo do mato mesmo, já que agora, com as chuvas, eles (as ervas, capim brachiária, matinhos, etc...) estão crescendo a todo vapor!

 Do campo para a cidade....agora na fábrica
.
Vista externa da agroindustria de molhos Trento, em Itu.
 
 
  Todo o processo de fabrição dos molhos recebeu orientação técnica, para que o produto final seja excelente! 
A conservação dos molhos se garante pelo processo de pasteurização feita após o envase. Sem o uso de conservantes ou aditivos, o sabor fica muito mais pronunciado.
Hoje a Trento Orgânico oferece um molho de manjericão, um molho tradicional 
e a polpa de tomate, em embalagens de 570 g.
Mas vem novidades por aí!
   
 
Só faltou a foto da macarronada que fiz assim que cheguei em casa! ;)
 
Trento Produtos Alimentícios Ltda
11 - 4019-0650

sábado, agosto 18, 2012

Tremoço no Campo dos Morangos


Este ano, lá no "Campo dos Morangos" resolvemos abolir o mulch plástico como cobertura de solo e utilizamos o capim "rabo de burro", abundante no local. A cobertura vegetal, diferentemente da cobertura plástica, proporciona novas interrelações entre a biodiversidade existente.

Aqui, postagem no blog Morangos do Campo, sobre o início da safra deste ano: http://morangosdocampo.blogspot.com.br/2012/08/safra-2012-morangos-camarosa.html

Outra inovação em nosso plantio, foi o cultivo consorciado com Tremoço
Vista da plantação de morangos consorciado com tremoço - Sítio Jaguari - Amparo -SP

O tremoço é uma leguminosa da mesma família da ervilha e da fava e bastante rico nutricionalmente: possui três vezes mais proteínas e duas vezes mais fósforo do que o leite de vaca, uma quantidade elevada de cálcio, vitaminas E e do complexo B, fósforo, potássio, ácidos gordos insaturados (ómega 3 e 6), ferro e fibras. Em regra, a composição nutricional é a seguinte: 36 a 52% de proteína, 5 a 20% de gordura, 30 a 40% de fibra alimentar.

No que diz respeito à gordura, a sua composição é, na sua grande maioria, ácido oleico e linoleico (gordura presente no azeite), constituindo 86% da gordura total. Acresce que o tremoço possui três vezes mais fibra do que a aveia e o trigo e, dessa fibra, a sua grande maioria tem a capacidade de reter o colesterol LDL no intestino e facilitar a sua eliminação nas fezes. O teor em amido também é reduzido, o que explica o papel deste alimento no controlo do índice glicémico (teor de açúcar no sangue) e consequentemente, na redução da incidência da obesidade na população; também é um alimento indicado para quem sofre de problemas ósseos e reduz o apetite. Além disso, as suas propriedades emolientes, diuréticas e cicatrizantes favorecem a renovação das células.

Todavia, desde há cerca de três mil anos atrás, o tremoço tem igualmente outras aplicações: a farinha de tremoço é utilizada na produção de bolachas, pão, biscoitos, massas; alimentação para animais não-humanos; indústria farmacêutica; melhoramento dos solos (é denominado “adubo verde” pois evita a utilização de adubos convencionais e prepara os solos em particular para o cultivo do milho, melão e trigo), etc.

Em 2005, a produção mundial de tremoço foi de 1,2 milhões de toneladas (FAO, 2005), das quais Portugal produziu onze toneladas. O maior produtor mundial de tremoço, que se pode cultivar desde o fim do Outono até ao início de Verão, é a Austrália com cerca de 82% do total, seguida do Chile (6%), Federação Russa (3%), a Polónia (2%) e França (2%).

O grão seco é tóxico - contém a substância alcalóide lupanina que lhe confere um sabor amargo. Só depois de cozido e demolhado em água salgada se torna comestível e um aperitivo bastante apreciado no nosso país especialmente no Verão em cafés e esplanadas típicos, geralmente acompanhados por cerveja e apelidado “marisco dos pobres”. Os tremoços têm, em média, 1/6 das calorias, por peso em relação a outros aperitivos como amendoins ou batatas fritas. O único senão é o sal que lhe é acrescentado, mas isso pode ser corrigido lavando bem os tremoços ou demolhando-os.

São comummente consumidos como aperitivos também na América Latina e outros países da Bacia do Mediterrâneo para além de Portugal, onde em 2009 se realizou a VI Feira do Tremoço em Cadima, freguesia pertencente a Cantanhede. Desde 1980 existe a International Lupin Association, fundada no Peru e dedicada a representar o interesse biológico e agrícola desta leguminosa.

Para os vegetarianos, o tremoço apresenta-se como mais uma leguminosa de opção, aumentado o leque de escolha dos fornecedores de proteína de alto valor biológico na dieta humana.

Em casa podem preparar-se da seguinte forma: comprar os “feijões” de tremoço secos (em mercearias tradicionais, como por exemplo na Casa Chinesa situada na Baixa da cidade do Porto) e colocá-los de molho em água de um dia para o outro. Depois fervem-se numa nova água durante vinte minutos. Arrefecendo, colocam-se num alguidar em água limpa que deve ser mudada duas a três vezes por dia durante cinco ou mais dias. Quando já não estiverem amargos podem ser conservados durante bastante tempo (no frigorífico) em água temperada com sal regularmente renovada e, opcionalmente, adicionando-lhes alho e/ou ervas aromáticas tais como orégãos ou louro.

quinta-feira, junho 28, 2012


Situações reais....o Patenteamento das Sementes e a dificuldade de manutenção do Rural...

quinta-feira, abril 05, 2012

Agora no mato....Sítio Jaguari - Amparo - SP


Muita coisa mudou... os ares, as inspirações, os trabalhos, os caminhos.... 
                                   
... os alimentos...
... temos goiabas, mangas, laranjas e....morangos!!!
...Com muito serviço,




....direcionado Àquele que nos permitiu que tudo isso pudesse acontecer! 

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Perspectivas à produção orgânica e agroecológica 2012!!!

Governo federal define investimentos para produção de agroecológicos e orgânicos em 2012


Ministério do Desenvolvimento Agrário pretende criar marco legal

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) acaba de definir metas para investimento na produção de alimentos agroecológicos e orgânicos no Plano Plurianual do Governo Federal (2012-2015). Entre elas estão a construção do marco legal, a promoção e o acesso a mercados e o investimento em ciência e tecnologia.

Para 2012, o MDA pretende aumentar a base produtiva orgânica por meio do fortalecimento das redes e das organizações que atuam com agricultura familiar, e incrementar a comercialização nos mercados institucionais e privados voltados para o setor. Outro desafio é ampliar a regularização dos produtores ao marco legal de orgânicos do Brasil, e com isso dar mais força a esses produtores nos principais mercados consumidores.

O governo federal desenvolveu uma legislação moderna para regulamentar a certificação e a produção de agroecológicos no Brasil. Ela leva em consideração as necessidades dos agricultores familiares, e entrou em vigor este ano. Com a legislação, o agricultor terá de cumprir as adequações da lei e, para garantir a aplicação da lei, o MDA põe técnicos à disposição dos agricultores familiares para efetivar a certificação. Dos 90 mil produtores do País, 20 mil estão certificados –, explica Arnoldo de Campos, diretor de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA (DGRAV/SAF/MDA).

O consumo de alimentos orgânicos está crescendo no Brasil. Dados do setor dão conta de que o ritmo desse crescimento é de 20% ao ano, e a demanda por esse tipo de alimentação livre de agrotóxicos tem se tornado tão intensa que, nos últimos três anos, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) investiu mais de R$ 39 milhões para impulsionar a produção de 87,4 mil agricultores familiares do país envolvidos com agricultura orgânica e agroecológica.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Cadastros Rurais...Rede Brasil Rural e Cadastro Ambiental Rural-CAR

Cadastro na Rede Brasil Rural já pode ser feito por produtores, fornecedores e gestores do PNAE

Canal Rural - Da Redação


Lançada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, ferramenta vai oferecer serviços como mapa de ofertas, catálogo de insumos e armazém virtual

A Rede Brasil Rural, lançada no dia 13/12/2011, pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em Porto Alegre (RS), é uma ferramenta virtual que pretende aproximar as cooperativas de produtores rurais dos fornecedores de insumos, da logística de transporte e dos consumidores.

De 13 de dezembro a 18 de fevereiro de 2012, a plataforma estará aberta para cadastro dos produtores, fornecedores, gestores do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e outros agentes envolvidos na cadeia produtiva da agricultura familiar. A partir do dia 19 de fevereiro, estará disponível para todos os usuários.

Por meio do portal, agricultores familiares de todo o Brasil, através de suas associações e cooperativas, poderão negociar diretamente com fornecedores e empresas de transporte a compra e a entrega de insumos necessários para qualificar sua produção.

Inicialmente, 1,6 mil cooperativas irão usar integralmente a ferramenta, que beneficiará 200 mil agricultores familiares que farão compras e vendas pela plataforma com o cartão BNDES.

A Rede Brasil Rural contará com dois ambientes. O primeiro será direcionado a produtores familiares, associações e cooperativas da agricultura familiar, transportadores e fornecedores de insumos, máquinas, equipamentos e implementos agrícolas. O acesso a este ambiente de pesquisa e negócios exige cadastro no portal.

Entre os serviços estará o mapa de ofertas da agricultura familiar. Neste mapa, varejo e compradores institucionais poderão encontrar uma ampla oferta de produtos da agricultura familiar.

Outra funcionalidade da Rede Brasil Rural será o catálogo de insumos. Lá o agricultor poderá encontrar uma grande oferta de insumos para a produção primária e da agroindústria familiar. Os agricultores familiares poderão, também, acessar os editais do PNAE publicados em todo o país. Esses serviços fazem parte do segundo ambiente da Rede Brasil Rural, que será publico.

Neste ambiente público também terá a opção do armazém virtual, onde os consumidores poderão comprar diretamente do agricultor produtos com os sabores e a diversidade da agricultura familiar brasileira.


Rede Brasil Rural: http://www.redebrasilrural.mda.gov.br/

e
Cadastro ambiental pela Internet começa segunda


Agricultores familiares e pequenos produtores serão beneficiados. Multas do Ibama podem ser suspensas para quem recuperar área de preservação e recompor reserva legal.

Os proprietários de cerca de 5 milhões de imóveis rurais de todo o País podem fazer o seu Cadastro Ambiental Rural e aderir ao Programa Mais Ambiente pela internet a partir desta segunda-feira (12/12). Basta preencher o formulário eletrônico no site http://www.maisambiente.gov.br.

O Cadastro Ambiental Rural - CAR é a porta de entrada para o Programa Mais Ambiente, que apoiará a regularização ambiental com vários benefícios para os produtores rurais. O Cadastro garante ao agricultor que estiver em situação irregular com a legislação ambiental novos prazos e meios para resolver suas pendências. Ele estará livre de restrições de acesso ao crédito rural e à comercialização de sua produção.

Para os agricultores familiares, assentados da Reforma Agrária, Quilombolas e Comunidades Tradicionais, o cadastro não terá custos. O pequeno produtor terá, ainda, assistência técnica, educação ambiental, capacitação e apoio para implantar viveiros, criando as condições para recuperar áreas degradadas. Para receber esses benefícios ele indica, no cadastramento, quais os subprogramas de seu interesse.

Outro benefício do Mais Ambiente é a possibilidade de suspensão da cobrança de multas aplicadas pelo Ibama, com base no Decreto 7.029/2009. Elas poderão ser convertidas em recuperação do dano ambiental.

Com base nas informações prestadas no Cadastro Ambiental Rural, os órgãos ambientais vão orientar os agricultores sobre as medidas necessárias para recuperar Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal (RL), quando for o caso.

O prazo de adesão ao Programa termina em 11 de dezembro de 2012. O produtor rural que não averbou sua reserva legal ainda e não aderir ao Mais Ambiente está sujeito a ser notificado pelo Ibama. Nesse caso, terá 180 dias para procurar o órgão ambiental e abrir o seu processo de regularização.

Os produtores que não tiverem acesso à rede de computadores terão, em breve, apoio do Governo Federal. Será criada, em parceria com estados, municípios, sindicatos rurais, cooperativas, associações de produtores e representações dos movimentos sociais uma rede para ajudá-los a se cadastrarem. O Ministério do Meio Ambiente vai capacitar facilitadores para ajudarem os produtores na hora de se cadastrar.

Em sua primeira fase o cadastro é declaratório. Depois da análise e aprovação dos dados fornecidos pelos produtores, será assinado um termo de compromisso. Nele, o produtor se compromete a manter, conservar e recuperar suas áreas de preservação permanente e de reserva legal.

A expectativa é de que o Mais Ambiente promova a recomposição de 23 milhões de hectares de matas ciliares, topos e encostas de morros, além de reservas legais.

Código Florestal - Quem aderir ao Programa Mais Ambiente agora não terá prejuízo com possíveis alterações no Código Florestal, em votação no Congresso Nacional. Alterações aprovadas serão processadas pelo órgão ambiental, que efetuará os ajustes. Passam a valer as regras que vierem a ser estabelecidas.

Fonte: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=ascom.noticiaMMA&idEstrutura=8&codigo=7127

segunda-feira, setembro 26, 2011

Selo da Agricultura Familiar

Selo da Agricultura Familiar beneficia mais de 65 mil agricultores

Ministério do Desenvolvimento Agrário - Da Redação

Mais de 2 mil produtos consumidos pelos brasileiros no dia a dia já têm o Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (SIPAF). Esta semana, chegou a 200 o número de permissões para uso do selo em todo o Brasil. O SIPAF foi concedido a 97 associações e cooperativas e também a 15 empresas, que juntas representam mais de 65 mil agricultores beneficiados.

O SIPAF identifica os produtos de origem majoritária da agricultura familiar, o que amplia a visibilidade de empresas e empreendimentos que promovem a inclusão econômica e social dos agricultores familiares, gerando mais empregos e renda no campo.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) criou o selo em 2009, com o objetivo de identificar a produção da agricultura familiar para a população brasileira, que tem em sua alimentação diária 70% de produtos deste segmento.

Os interessados em obter o selo devem estar com a documentação regular: CNPJ, em caso de empreendimento, e CPF, em caso de pessoas físicas. Os que possuem Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) devem estar com a declaração dentro do prazo de validade.

Para obter a permissão de uso do selo em seus produtos é preciso encaminhar à Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrários (SAF/MDA) os seguintes documentos: carta de solicitação e proposta de obtenção do SIPAF, seguindo os modelos encontrados no portal da SAF na internet. Pessoas jurídicas também devem enviar cópia do documento de inscrição no CNPJ do Ministério da Fazenda.

A documentação deve ser enviada à secretaria no seguinte endereço: Setor Bancário Norte - SBN, Quadra 01, Bloco "D", Ed. Palácio do Desenvolvimento, 6º andar, CEP: 70.057-900, Brasília – DF.

De: Informações da hora (informacoesdahora.ead@senar.org.br) Ensino à DistÂncia SENAR - Serviço de Nacional de Aprendizagem Rural

Enviada: sábado, 24 de setembro de 2011 16:50:32

terça-feira, agosto 09, 2011

Dissertando sobre agricultura familiar, territórios e mercados

Compartilho o link da minha dissertação de mestrado, intitulada:
CERTIFICAÇÃO PARTICIPATIVA E COMPRA COLETIVA DE ALIMENTOS ECOLÓGICOS: REDES LOCAIS CONSTRUINDO MERCADOS COOPERATIVOS, UM ESTUDO NA REGIÃO DE CAMPINAS - SÃO PAULO


Visita do grupo da certificação participativa (OPAC- ANC), na produção de frutas dos irmãos Roncaglia, em Jarinú

E compartilho o link pra o livro organizado pelo Renato Maluf, Cazela e Bonnal:

Agricultura familiar, multifuncionalidade e desenvolvimento territorial no Brasil


terça-feira, julho 19, 2011

Sexta na estação, mais uma feira da agricultura familiar

Unicamp convida população a viver saberes e sabores de uma sexta na estação

Sílvio Anunciação
Fotos: Everaldo Silva

[8/7/2011] Viver os saberes e sabores de uma sexta na estação é o convite feito pela Unicamp à população de Campinas e região para participar, gratuitamente, das atividades do projeto de extensão promovido pelo Centro Cultural de Inclusão e Integração Social (CIS-Guanabara). O "Sexta na Estação", um evento que conta com uma série de iniciativas voltadas à agroecologia e cultura, foi aberto, oficialmente, na noite desta sexta-feira (8), pelo reitor da Unicamp, Fernando Ferreira Costa.

Ressaltando o alcance da extensão universitária, o reitor afirmou que o programa representa importante papel da Universidade que “é interagir com a sociedade e colaborar com aquilo que de melhor tem para o benefício da população”.

“Esse é um trabalho que representa bem uma atividade de extensão fundamental para o nosso país”, disse, referindo-se à agroecologia, campo que propõe mudanças nos sistemas e formas de produção, respeitando as leis e as dinâmicas que regem os ecossistemas.

O projeto, que se repetirá todas as sextas-feiras, é realizado pelo CIS-Guanabara - vinculado à Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac) - em parceria com a Rede de Agroecologia da Unicamp (RAU) e com o Espaço Cultural Casa do Lago. Entre as atividades previstas estão: debates e oficinas; feiras de produtos orgânicos, da agricultura familiar e de economia solidária; shows musicais; cinema e brincadeiras lúdicas e educativas para crianças.
“A satisfação da Unicamp em promover este evento enquanto universidade pública está muito clara nesta noite. Este programa é muito importante para Campinas e região e eu espero que ele se torne um ponto de encontro para nossa comunidade”, prevê Mohamed Habib, pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários.

Além do reitor Fernando Costa e do pró-reitor Mohamed Habib, a solenidade de abertura contou com as participações da secretária municipal de Cidadania, Assistência e Inclusão Social de Campinas, Darci da Silva; com o diretor do CIS-Guanabara, professor Marcos Tognon; com a coordenadora da Rau, a bióloga Giovanna Garcia Fagundes, do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp; e com o coordenador do Espaço Cultural Casa do Lago, Juliano Henrique Davoli Finelli.

Após a abertura do evento, o Coral Zíper na Boca fez uma apresentação ao público, sob a regência da maestrina Vivian Nogueira. O CIS-Guanabara fica na rua Mário Siqueira, 829, bairro Botafogo, em Campinas. Informações: 19-3233-7801.
fonte:http://www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/2011/07/09/unicamp-convida-populacao-a-viver-saberes-e-sabores-de-uma-sexta-na-estacao


Caros amigos, nesta semana teremos concentradas na sexta-feira (22/7),
no Projeto "Sexta na Estação", as seguintes atividades:


* 16h às 19h: Feira da agricultura familiar, de economia solidária e de produtos orgânicos - Lembrando que esta é uma feira que acontece toda sexta-feira!
* 14h às 17h: “Matutando” (debate) - “As mudanças no Código Florestal são necessárias para quem trabalha com agricultura ecológica?” Coordenação: Marlene Schiavinatto (IB/ Unicamp) Curadoria: Maria Lúcia Zucchari (Embrapa Meio Ambiente)
* 18h às 19h: Trem Bão” – show musical - Fabio Hironaka
* 19h às 21h: “Cine Casa do Lago na Estação” – “ O Auto da Compadecida” (Direção:

terça-feira, junho 28, 2011

Semana da Agricultura Familiar e o seu dia!

Algumas controvérsias comemorativas:
Neste cartaz afirma-se que dia 28 de JUNHO (hoje) é dia do agricultor familiar. Mas tenho informação de que o dia da Agricultura familiar é dia 25 de JULHO e outros locais de que a data é 27 de MAIO. Enfim... independente dessas datas, seria importante que TODOS OS DIAS os agricultores fossem lembrados, pois sem eles, não comeríamos (COMIDA DE VERDADE).

e fica a dica do 2. (?)  Festival Gastronomico do Morango em Monte Alegre do Sul: http://www.morangogastronomico.com.br/

Ou seria TERCEIRO festival? Estranho, pois encontrei na net o logo do segundo e do terceiro festival. Bom também pouco importa... o que vale são os morangos serem saborosos!!! 
Fonte: http://www.aviacaoturismo.com/2011/06/3-festival-gastronomico-do-morango.html

quarta-feira, junho 15, 2011

TV-Lesão bloqueia o desenvolvimento

Em um artigo sobre "O dilema da educação na América Latina", Polan Lacki e Juan Manuel Zepeda del Valle fazem uma reflexão, ao final do artigo, sobre os efeitos des-educativos da TELEVISÃO, que copiei abaixo.

O termo TV-lesão, do título eu emprestei do livretinho "O Planeta Engraçado- uma ficção tragicômica" de Marcos Aurélio Fontoura, M. M.S.(1995).  {'Ele fala do CGM (ou Controle Geral das Massas) e como até hoje ele controla os habitantes de Targô, através dos aparelhos de tevê-lesão, sendo seduzidos a engolir verdadeiros venenos em forma de drogas legais e alimentos industrializados!'} Quem quiser uma cópia eu posso scanear!

Em seu site (http://www.polanlacki.com.br/) Polan, (engo. agronomo e por muitos anos extensionista rural), faz profundas críticas ao sistema vigente, apoiando-se sempre no CONHECIMENTO, como fator condicionante para uma transformação social. Apresenta propostas de desenvolvimento agropecuário que conduzem o agricultor à sua autonomia diante do contexto estatal reinante, de projetos paternalistas e que criam dependência e acomodação ao povo. A imagem ilustra que com ações, técnicas e abordagens adequadas, a transformação torna-se real.

"Uma reflexão final: O efeito deletério da televisão

Polan Lacki e Juan Manuel Zepeda del Valle
(...)A adoção destas 10 medidas, de fácil introdução e baixo custo, permitiria um significativo melhoramento na qualidade de nossa educação. No entanto, para que isto ocorra os governos deveriam estabelecer severas normas e restrições aos meios de comunicação, especialmente radio e televisão. Normas que os obriguem a melhorar dramaticamente os conteúdos dos seus programas e das suas enganosas mensagens publicitárias, que estão anulando/destruindo o pouco que as escolas e os pais estão ensinando aos seus filhos. É simplesmente inaceitável que os poderosíssimos meios de comunicação (cujo funcionamento depende de prévia concessão/autorização governamental) não sejam aproveitados/utilizados para difundir e estimular a adoção de atitudes, comportamentos, princípios e valores (de honestidade, integridade, honradez, amor ao trabalho, cooperação e solidariedade, cumprimento de deveres como cidadãos, respeito ao próximo e aos seus direitos, etc.), além de recomendações sobre higiene, alimentação, prevenção de doenças, primeiros socorros, etc. Também é inaceitável que continuemos tolerando que estes meios de comunicação, com a angelical desculpa do “sagrado direito à liberdade de expressão”, continuem "deseducando" e idiotizando os ouvintes e telespectadores com mensagens de consumismo, individualismo e egoísmo, violência, banalidades, mediocridades e trivialidades, ostentação e vaidade, incitação aos vícios e idolatria a pseudo ídolos. Especialmente se considerarmos que poderiam e deveriam difundir, com baixos custos e alta eficácia/eficiência, o mais imprescindível insumo do mundo moderno que é o conhecimento útil, cuja insuficiência é a principal responsável pelos problemas, sofrimentos e angústias da maioria dos latino-americanos. No Brasil, por exemplo, as crianças assistem péssimos programas de TV, em média, durante 5 horas por dia; isto significa que dedicam mais tempo a “deseducar-se” na televisão do que a educar-se nas 4 horas que permanecem nas escolas; muito provavelmente algo similar ocorre em quase todos os demais países latino-americanos. Com tal inversão e destruição de valores é triste e tenebroso o futuro do nosso Brasil e da nossa América Latina."
Através dos e-mails Polan.Lacki@onda.com.br telefones (41) 3243-2366 celular 9602-1239 e manuelzepedaster@gmail.com telefones (52-492) 9246147 (CRUCEN da Universidad Autónoma Chapingo - México) celular (52-492) 544-4852, os autores do artigo receberão com especial beneplácito críticas ao seu conteúdo.

segunda-feira, junho 06, 2011

Curso de Agricultura Orgânica- Joaquim Egídio

Curso de Agricultura Orgânica- Joaquim Egídio
18 de junho - oferecido pela Família Orgânica
www.familiaorganica.com.br
clique:


segunda-feira, maio 16, 2011

CIDADE X CAMPO


Enquanto no cenário nacional (ambiental) a novela do momento é o Código Florestal, no âmbito local, a questão é a expansão de uma área de logística (empreendimentos industriais e empresariais) e condomínios residenciais para as áreas de reconhecido valor cênico, ambiental e social (bairros rurais e áreas de preservação ambiental).

A câmara municipal de Valinhos vem sendo palco de manifestações de (poucas, porém expressivas) pessoas  indignadas.
Veja + no blog: http://serradoscocais.blogspot.com/  - 
Matéria publicada no jornal Campineiro dia 12 de maio
 

Que os tempos em que vivemos estão cada vez mais caóticos (Kali Yuga), isso já é fato, porém não ouvir (pensar e responder sobre) os argumentos da população local e científica (agricultores familiares, técnicos e cidadãos), vai além de negligencia política, beirando a uma irracionalidade animal.

O que dificulta é que estamos sendo constantemente confundidos pelos porcos que estão no poder (alusão à Animal Farm/ Revolução dos bichos- 1945, de George Orwell),  pelos mercados de massas, pelos meio de comunicação (Mass media) e pelo cientificismo essencialmente materialista (A vida vem da vida- Bhaktivedanta, Swami Prabhupada - 1977), fruto do rompimento entre as relações Humanas e a Natureza (Deus), entre a Cidade e o Campo.

"Agora, com a escassez de alimentos, você não pode comer os pneus Goodyear. Mas a atenção das pessoas tem sido desviada para as atividades industriais. 
Estão todos fascinados, produzindo coisas desnecessárias (...) e assim, todos estão sofrendo." 
Swami Prabhupada
(Everything belongs to God)

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