Mostrando postagens com marcador desenvolvimento rural. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desenvolvimento rural. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, junho 03, 2013
quarta-feira, dezembro 21, 2011
Cadastros Rurais...Rede Brasil Rural e Cadastro Ambiental Rural-CAR
Cadastro na Rede Brasil Rural já pode ser feito por produtores, fornecedores e gestores do PNAE
Canal Rural - Da Redação
Lançada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, ferramenta vai oferecer serviços como mapa de ofertas, catálogo de insumos e armazém virtual
A Rede Brasil Rural, lançada no dia 13/12/2011, pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em Porto Alegre (RS), é uma ferramenta virtual que pretende aproximar as cooperativas de produtores rurais dos fornecedores de insumos, da logística de transporte e dos consumidores.
De 13 de dezembro a 18 de fevereiro de 2012, a plataforma estará aberta para cadastro dos produtores, fornecedores, gestores do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e outros agentes envolvidos na cadeia produtiva da agricultura familiar. A partir do dia 19 de fevereiro, estará disponível para todos os usuários.
Por meio do portal, agricultores familiares de todo o Brasil, através de suas associações e cooperativas, poderão negociar diretamente com fornecedores e empresas de transporte a compra e a entrega de insumos necessários para qualificar sua produção.
Inicialmente, 1,6 mil cooperativas irão usar integralmente a ferramenta, que beneficiará 200 mil agricultores familiares que farão compras e vendas pela plataforma com o cartão BNDES.
A Rede Brasil Rural contará com dois ambientes. O primeiro será direcionado a produtores familiares, associações e cooperativas da agricultura familiar, transportadores e fornecedores de insumos, máquinas, equipamentos e implementos agrícolas. O acesso a este ambiente de pesquisa e negócios exige cadastro no portal.
Entre os serviços estará o mapa de ofertas da agricultura familiar. Neste mapa, varejo e compradores institucionais poderão encontrar uma ampla oferta de produtos da agricultura familiar.
Outra funcionalidade da Rede Brasil Rural será o catálogo de insumos. Lá o agricultor poderá encontrar uma grande oferta de insumos para a produção primária e da agroindústria familiar. Os agricultores familiares poderão, também, acessar os editais do PNAE publicados em todo o país. Esses serviços fazem parte do segundo ambiente da Rede Brasil Rural, que será publico.
Neste ambiente público também terá a opção do armazém virtual, onde os consumidores poderão comprar diretamente do agricultor produtos com os sabores e a diversidade da agricultura familiar brasileira.
Rede Brasil Rural: http://www.redebrasilrural.mda.gov.br/
e
Cadastro ambiental pela Internet começa segunda
Agricultores familiares e pequenos produtores serão beneficiados. Multas do Ibama podem ser suspensas para quem recuperar área de preservação e recompor reserva legal.
Os proprietários de cerca de 5 milhões de imóveis rurais de todo o País podem fazer o seu Cadastro Ambiental Rural e aderir ao Programa Mais Ambiente pela internet a partir desta segunda-feira (12/12). Basta preencher o formulário eletrônico no site http://www.maisambiente.gov.br.
O Cadastro Ambiental Rural - CAR é a porta de entrada para o Programa Mais Ambiente, que apoiará a regularização ambiental com vários benefícios para os produtores rurais. O Cadastro garante ao agricultor que estiver em situação irregular com a legislação ambiental novos prazos e meios para resolver suas pendências. Ele estará livre de restrições de acesso ao crédito rural e à comercialização de sua produção.
Para os agricultores familiares, assentados da Reforma Agrária, Quilombolas e Comunidades Tradicionais, o cadastro não terá custos. O pequeno produtor terá, ainda, assistência técnica, educação ambiental, capacitação e apoio para implantar viveiros, criando as condições para recuperar áreas degradadas. Para receber esses benefícios ele indica, no cadastramento, quais os subprogramas de seu interesse.
Outro benefício do Mais Ambiente é a possibilidade de suspensão da cobrança de multas aplicadas pelo Ibama, com base no Decreto 7.029/2009. Elas poderão ser convertidas em recuperação do dano ambiental.
Com base nas informações prestadas no Cadastro Ambiental Rural, os órgãos ambientais vão orientar os agricultores sobre as medidas necessárias para recuperar Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal (RL), quando for o caso.
O prazo de adesão ao Programa termina em 11 de dezembro de 2012. O produtor rural que não averbou sua reserva legal ainda e não aderir ao Mais Ambiente está sujeito a ser notificado pelo Ibama. Nesse caso, terá 180 dias para procurar o órgão ambiental e abrir o seu processo de regularização.
Os produtores que não tiverem acesso à rede de computadores terão, em breve, apoio do Governo Federal. Será criada, em parceria com estados, municípios, sindicatos rurais, cooperativas, associações de produtores e representações dos movimentos sociais uma rede para ajudá-los a se cadastrarem. O Ministério do Meio Ambiente vai capacitar facilitadores para ajudarem os produtores na hora de se cadastrar.
Em sua primeira fase o cadastro é declaratório. Depois da análise e aprovação dos dados fornecidos pelos produtores, será assinado um termo de compromisso. Nele, o produtor se compromete a manter, conservar e recuperar suas áreas de preservação permanente e de reserva legal.
A expectativa é de que o Mais Ambiente promova a recomposição de 23 milhões de hectares de matas ciliares, topos e encostas de morros, além de reservas legais.
Código Florestal - Quem aderir ao Programa Mais Ambiente agora não terá prejuízo com possíveis alterações no Código Florestal, em votação no Congresso Nacional. Alterações aprovadas serão processadas pelo órgão ambiental, que efetuará os ajustes. Passam a valer as regras que vierem a ser estabelecidas.
Fonte: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=ascom.noticiaMMA&idEstrutura=8&codigo=7127
Canal Rural - Da Redação
Lançada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, ferramenta vai oferecer serviços como mapa de ofertas, catálogo de insumos e armazém virtual
A Rede Brasil Rural, lançada no dia 13/12/2011, pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em Porto Alegre (RS), é uma ferramenta virtual que pretende aproximar as cooperativas de produtores rurais dos fornecedores de insumos, da logística de transporte e dos consumidores.
De 13 de dezembro a 18 de fevereiro de 2012, a plataforma estará aberta para cadastro dos produtores, fornecedores, gestores do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e outros agentes envolvidos na cadeia produtiva da agricultura familiar. A partir do dia 19 de fevereiro, estará disponível para todos os usuários.
Por meio do portal, agricultores familiares de todo o Brasil, através de suas associações e cooperativas, poderão negociar diretamente com fornecedores e empresas de transporte a compra e a entrega de insumos necessários para qualificar sua produção.
Inicialmente, 1,6 mil cooperativas irão usar integralmente a ferramenta, que beneficiará 200 mil agricultores familiares que farão compras e vendas pela plataforma com o cartão BNDES.
A Rede Brasil Rural contará com dois ambientes. O primeiro será direcionado a produtores familiares, associações e cooperativas da agricultura familiar, transportadores e fornecedores de insumos, máquinas, equipamentos e implementos agrícolas. O acesso a este ambiente de pesquisa e negócios exige cadastro no portal.
Entre os serviços estará o mapa de ofertas da agricultura familiar. Neste mapa, varejo e compradores institucionais poderão encontrar uma ampla oferta de produtos da agricultura familiar.
Outra funcionalidade da Rede Brasil Rural será o catálogo de insumos. Lá o agricultor poderá encontrar uma grande oferta de insumos para a produção primária e da agroindústria familiar. Os agricultores familiares poderão, também, acessar os editais do PNAE publicados em todo o país. Esses serviços fazem parte do segundo ambiente da Rede Brasil Rural, que será publico.
Neste ambiente público também terá a opção do armazém virtual, onde os consumidores poderão comprar diretamente do agricultor produtos com os sabores e a diversidade da agricultura familiar brasileira.
Rede Brasil Rural: http://www.redebrasilrural.mda.gov.br/
e
Cadastro ambiental pela Internet começa segunda
Agricultores familiares e pequenos produtores serão beneficiados. Multas do Ibama podem ser suspensas para quem recuperar área de preservação e recompor reserva legal.
Os proprietários de cerca de 5 milhões de imóveis rurais de todo o País podem fazer o seu Cadastro Ambiental Rural e aderir ao Programa Mais Ambiente pela internet a partir desta segunda-feira (12/12). Basta preencher o formulário eletrônico no site http://www.maisambiente.gov.br.
O Cadastro Ambiental Rural - CAR é a porta de entrada para o Programa Mais Ambiente, que apoiará a regularização ambiental com vários benefícios para os produtores rurais. O Cadastro garante ao agricultor que estiver em situação irregular com a legislação ambiental novos prazos e meios para resolver suas pendências. Ele estará livre de restrições de acesso ao crédito rural e à comercialização de sua produção.
Para os agricultores familiares, assentados da Reforma Agrária, Quilombolas e Comunidades Tradicionais, o cadastro não terá custos. O pequeno produtor terá, ainda, assistência técnica, educação ambiental, capacitação e apoio para implantar viveiros, criando as condições para recuperar áreas degradadas. Para receber esses benefícios ele indica, no cadastramento, quais os subprogramas de seu interesse.
Outro benefício do Mais Ambiente é a possibilidade de suspensão da cobrança de multas aplicadas pelo Ibama, com base no Decreto 7.029/2009. Elas poderão ser convertidas em recuperação do dano ambiental.
Com base nas informações prestadas no Cadastro Ambiental Rural, os órgãos ambientais vão orientar os agricultores sobre as medidas necessárias para recuperar Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal (RL), quando for o caso.
O prazo de adesão ao Programa termina em 11 de dezembro de 2012. O produtor rural que não averbou sua reserva legal ainda e não aderir ao Mais Ambiente está sujeito a ser notificado pelo Ibama. Nesse caso, terá 180 dias para procurar o órgão ambiental e abrir o seu processo de regularização.
Os produtores que não tiverem acesso à rede de computadores terão, em breve, apoio do Governo Federal. Será criada, em parceria com estados, municípios, sindicatos rurais, cooperativas, associações de produtores e representações dos movimentos sociais uma rede para ajudá-los a se cadastrarem. O Ministério do Meio Ambiente vai capacitar facilitadores para ajudarem os produtores na hora de se cadastrar.
Em sua primeira fase o cadastro é declaratório. Depois da análise e aprovação dos dados fornecidos pelos produtores, será assinado um termo de compromisso. Nele, o produtor se compromete a manter, conservar e recuperar suas áreas de preservação permanente e de reserva legal.
A expectativa é de que o Mais Ambiente promova a recomposição de 23 milhões de hectares de matas ciliares, topos e encostas de morros, além de reservas legais.
Código Florestal - Quem aderir ao Programa Mais Ambiente agora não terá prejuízo com possíveis alterações no Código Florestal, em votação no Congresso Nacional. Alterações aprovadas serão processadas pelo órgão ambiental, que efetuará os ajustes. Passam a valer as regras que vierem a ser estabelecidas.
Fonte: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=ascom.noticiaMMA&idEstrutura=8&codigo=7127
segunda-feira, maio 16, 2011
CIDADE X CAMPO
Enquanto no cenário nacional (ambiental) a novela do momento é o Código Florestal, no âmbito local, a questão é a expansão de uma área de logística (empreendimentos industriais e empresariais) e condomínios residenciais para as áreas de reconhecido valor cênico, ambiental e social (bairros rurais e áreas de preservação ambiental).
A câmara municipal de Valinhos vem sendo palco de manifestações de (poucas, porém expressivas) pessoas indignadas.
Veja + no blog: http://serradoscocais.blogspot.com/ -
Matéria publicada no jornal Campineiro dia 12 de maio
Que os tempos em que vivemos estão cada vez mais caóticos (Kali Yuga), isso já é fato, porém não ouvir (pensar e responder sobre) os argumentos da população local e científica (agricultores familiares, técnicos e cidadãos), vai além de negligencia política, beirando a uma irracionalidade animal.
O que dificulta é que estamos sendo constantemente confundidos pelos porcos que estão no poder (alusão à Animal Farm/ Revolução dos bichos- 1945, de George Orwell), pelos mercados de massas, pelos meio de comunicação (Mass media) e pelo cientificismo essencialmente materialista (A vida vem da vida- Bhaktivedanta, Swami Prabhupada - 1977), fruto do rompimento entre as relações Humanas e a Natureza (Deus), entre a Cidade e o Campo.
"Agora, com a escassez de alimentos, você não pode comer os pneus Goodyear. Mas a atenção das pessoas tem sido desviada para as atividades industriais.
Estão todos fascinados, produzindo coisas desnecessárias (...) e assim, todos estão sofrendo."
Swami Prabhupada
(Everything belongs to God)
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Belo Monte de ignorancia
FSP 'Opinião' - 06.02.2011 - TENDÊNCIAS/DEBATES
O Xingu do século 21 ameaçado
CAO HAMBURGER
Se nossos dirigentes tivessem interesse em entender a cultura dos indígenas, abortariam qualquer projeto que os ameaçasse, como Belo Monte
Em 2011, o Parque Indígena do Xingu está fazendo 50 anos. Algo profundo mudou na minha percepção de mundo enquanto conhecia o parque e sua história durante a produção do filme "Xingu".
Sem dúvida, é um dos maiores patrimônios do Brasil -e nós, brasileiros, não temos a menor ideia do que ele representa e do que está protegido ali. Criado em 1961, é a primeira reserva de grandes proporções no Brasil.
Abriga povos de cultura riquíssima e filosofia milenar, que vivem em equilíbrio, preservando seu modo de vida, sua dignidade, sua cultura e vasta sabedoria, assimilando só o que vale a pena do "mundo de fora", sempre em sintonia com a natureza exuberante. Um verdadeiro santuário social, ambiental e histórico no coração do Brasil.
Mas não estamos falando só de preservação do passado e da natureza. O que está sendo protegido ali é o futuro. Não o futuro visto com os óculos velhos, sujos e antiquados que enxergam o progresso da mesma maneira como enxergavam nossos bisavós na Revolução Industrial, mas o futuro do século 21.
Esse talvez seja o maior patrimônio do Brasil hoje. Mais valioso que todo o petróleo, soja, carne, ferro que tiramos do nosso solo, ou todo automóvel, motocicleta, geladeira que fabricamos.
O que está protegido ali é um novo paradigma de como o ser humano pode e deve viver. Não estou dizendo que precisamos morar em ocas, dormir em redes, tomar banho no rio e andar nus. Falo de algo mais profundo.
Algo novo para nós, ditos civilizados, que nascemos e fomos criados como os donos do planeta. Arrogantes e prepotentes, nos transformamos no maior agente destruidor do nosso próprio habitat.
Um exército furioso de destruição. Um vírus que se multiplica e ataca, transformando e destruindo tudo o que encontra em seu caminho na presunção de que estamos construindo um mundo melhor, mais seguro, mais confortável, mais rentável. No Xingu, progresso tem outro significado.
No Xingu, homens e mulheres não vivem como donos do mundo, não foram criados com essa arrogância. Vivem como parte da cadeia de vida do planeta, e essa cadeia é interligada e interdependente. O "progresso" e o bem-estar dos homens está ligado ao equilíbrio dessa cadeia. Para os índios, homem e natureza evoluem juntos.
Golpe baixo.
Mas a megausina de Belo Monte quer represar o rio Xingu. O rio que é a alma e a base da vida das comunidades indígenas da região.
Um golpe baixo, em nome do progresso. Progresso com os velhos parâmetros dos séculos 19 e 20, que tem levado o mundo ao colapso social e ambiental.
É isso que queremos?
Se nossos dirigentes e a sociedade como um todo se interessassem em entender a filosofia, a cultura e a inteligência dos povos indígenas, abortariam qualquer projeto que os ameaçasse. E poderíamos inaugurar novo paradigma de progresso.
O progresso do equilíbrio. Seríamos a vanguarda mundial do século 21. Essa é a demanda. Essa é nossa chance. Sejamos corajosos, ousados, visionários. Como foram os que lutaram pela criação do Parque do Xingu há 50 anos.
CARLOS IMPÉRIO HAMBURGER, 48, é diretor de cinema e televisão. Atualmente finaliza o filme "Xingu", sobre a criação do Parque Indígena do Xingu.
O Xingu do século 21 ameaçado
CAO HAMBURGER
Se nossos dirigentes tivessem interesse em entender a cultura dos indígenas, abortariam qualquer projeto que os ameaçasse, como Belo Monte
Em 2011, o Parque Indígena do Xingu está fazendo 50 anos. Algo profundo mudou na minha percepção de mundo enquanto conhecia o parque e sua história durante a produção do filme "Xingu".
Sem dúvida, é um dos maiores patrimônios do Brasil -e nós, brasileiros, não temos a menor ideia do que ele representa e do que está protegido ali. Criado em 1961, é a primeira reserva de grandes proporções no Brasil.
Abriga povos de cultura riquíssima e filosofia milenar, que vivem em equilíbrio, preservando seu modo de vida, sua dignidade, sua cultura e vasta sabedoria, assimilando só o que vale a pena do "mundo de fora", sempre em sintonia com a natureza exuberante. Um verdadeiro santuário social, ambiental e histórico no coração do Brasil.
Mas não estamos falando só de preservação do passado e da natureza. O que está sendo protegido ali é o futuro. Não o futuro visto com os óculos velhos, sujos e antiquados que enxergam o progresso da mesma maneira como enxergavam nossos bisavós na Revolução Industrial, mas o futuro do século 21.
Esse talvez seja o maior patrimônio do Brasil hoje. Mais valioso que todo o petróleo, soja, carne, ferro que tiramos do nosso solo, ou todo automóvel, motocicleta, geladeira que fabricamos.
O que está protegido ali é um novo paradigma de como o ser humano pode e deve viver. Não estou dizendo que precisamos morar em ocas, dormir em redes, tomar banho no rio e andar nus. Falo de algo mais profundo.
Algo novo para nós, ditos civilizados, que nascemos e fomos criados como os donos do planeta. Arrogantes e prepotentes, nos transformamos no maior agente destruidor do nosso próprio habitat.
Um exército furioso de destruição. Um vírus que se multiplica e ataca, transformando e destruindo tudo o que encontra em seu caminho na presunção de que estamos construindo um mundo melhor, mais seguro, mais confortável, mais rentável. No Xingu, progresso tem outro significado.
No Xingu, homens e mulheres não vivem como donos do mundo, não foram criados com essa arrogância. Vivem como parte da cadeia de vida do planeta, e essa cadeia é interligada e interdependente. O "progresso" e o bem-estar dos homens está ligado ao equilíbrio dessa cadeia. Para os índios, homem e natureza evoluem juntos.
Golpe baixo.
Mas a megausina de Belo Monte quer represar o rio Xingu. O rio que é a alma e a base da vida das comunidades indígenas da região.
Um golpe baixo, em nome do progresso. Progresso com os velhos parâmetros dos séculos 19 e 20, que tem levado o mundo ao colapso social e ambiental.
É isso que queremos?
Se nossos dirigentes e a sociedade como um todo se interessassem em entender a filosofia, a cultura e a inteligência dos povos indígenas, abortariam qualquer projeto que os ameaçasse. E poderíamos inaugurar novo paradigma de progresso.
O progresso do equilíbrio. Seríamos a vanguarda mundial do século 21. Essa é a demanda. Essa é nossa chance. Sejamos corajosos, ousados, visionários. Como foram os que lutaram pela criação do Parque do Xingu há 50 anos.
CARLOS IMPÉRIO HAMBURGER, 48, é diretor de cinema e televisão. Atualmente finaliza o filme "Xingu", sobre a criação do Parque Indígena do Xingu.
quinta-feira, abril 08, 2010
Abismo Campo X Cidade
Especulação com patrimônio natural
gera segregação em ocupações urbanas
Imobiliárias transformam a natureza em objeto de consumo, gerando distorções
RAQUEL DO CARMO SANTOS
A forma como a ocupação urbana tem se configurado, em Campinas, torna visível o aumento da distância entre ricos e pobres. De um lado, os especuladores imobiliários buscam cada vez mais áreas próximas aos fragmentos florestais para a incorporação de loteamentos e construção de condomínios de alto e médio padrões. Por outro lado, os estratos sociais de baixa renda estão distribuídos em locais da cidade onde não há acesso à natureza – áreas verdes preservadas ou bosques municipais. Para o professor do Instituto de Geociências (IG) Antonio Carlos Vitte e sua aluna de doutorado em Geografia Mariana Cisotto, essa segregação está expressa na morfologia urbana e no acesso ao patrimônio natural.
Esse modelo, explica o professor, reflete o processo de re-estruturação urbana de Campinas, no qual coexistem um padrão de cidade dispersa e difusa – com novas centralidades, condomínios e acesso ao patrimônio natural – com uma cidade onde predomina a verticalização de favelas ou de bairros onde residem estratos sociais de baixa renda econômica, vivendo em situação ambiental precária. Em outras palavras, a morfologia urbana mostra claramente o acirramento das diferenças socioambientais. Esta constatação está registrada na dissertação de mestrado de Mariana Cisotto, apresentada no IG e financiada pela Fapesp.
Em nome da qualidade de vida e ambiental e com a escassez de áreas verdes, o discurso da proximidade da natureza tem sido a tônica para justificar o aumento vertiginoso de áreas antes tidas como rurais para a construção de empreendimentos imobiliários de luxo. Em outros casos, regiões da cidade de Campinas onde predominava uma urbanização tradicional estão começando a conviver com um novo padrão urbano, agora em encostas com declives acentuados e vales fluviais, onde a vegetação está em regeneração. Processo como esse ocorre, por exemplo, na região dos jardins Ipê e São Gabriel, na saída de Valinhos, que atualmente tem sido alvo de especulação imobiliária com a construção de um condomínio de altíssimo nível e a consequente valorização do local.
quarta-feira, julho 29, 2009
CAEB, Nosso planeta, nossa casa...
Está acontecendo essa semana o Congresso Aberto de Estudantes de Biologia - Unicamp.E ontem, junto de Tomás Lotufo e Claudio Roberto Porta, debatemos em uma mesa-redonda (bem arredondada!) o denso tema do Desenvolvimento Sustentável! Foi muito bom! Sala lotada de futuros biólogos buscando alternativas no horizonte.

O diretor do filme, o fotógrafo Yann Arthus-Bertrand, disse que seu objetivo era "convencer" os cidadãos da necessidade e da possibilidade de atuar, para evitar que o homem termine destruindo a vida no planeta.
Inspirado no documentário Uma Verdade Incoveniente, do ex-candidato presidencial dos EUA, Al Gore, os últimos quinze minutos de filme sugerem algumas pistas, nunca soluções pré-fabricadas, porque cada pessoa deve encontrar sua forma de atuar e terá "6 bilhões de maneiras" para fazê-lo, explicou o diretor.
Home foi filmado inteiramente do ar, do alto de helicópteros, de aviões, torres, como A Terra Vista do Céu (1994) o filme anterior do fotógrago, em que, com o patrocínio da Unesco, realizou um "inventário" das mais belas paisagens do planeta.
Bom.. agora vou lá assistir a minha cópia... Obrigada Edgar, e a toda a Comissão Organizadora do Evento! Parabéns!
segunda-feira, junho 01, 2009
Mais Alimentos pra São Paulo
*São Paulo se prepara para atender o Programa Mais Alimentos* **
A Embrapa Transferência de Tecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da AgriculturaPecuária e Abastecimento, por meio de seu Escritório de Negócios de Campinas(SP) e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – CATI, da Secretariade Agricultura do Estado de São Paulo, promovem em maio e junho, oficinas com agricultores familiares do estado de São Paulo, para levantar as dificuldades enfrentadas por eles na produção agropecuária, no que diz respeito a conhecimentos e tecnologias.
Levantadas estas dificuldades, elas serão encaminhadas em formato de propostas de ações ao Plano Safra Mais Alimentos do Ministério doDesenvolvimento Agrário - MDA. O Plano Mais Alimentos da Agricultura Familiar 2008/09 tem o objetivo de reforçar a atividade de 4,1 milhões de propriedades de agricultores familiares que respondem por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros e 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Para alcançar este objetivo serão realizadas ações em todos os estados com aintenção de conhecer as dificuldades dos agricultores familiares para a estruturação produtiva deste segmento, que vão: desde a assistência técnica, comercialização e financiamentos até o acesso ao conhecimento e tecnologias.
A primeira oficina será realizada nos dias 28 e 29/05, em Ribeirão Branco(Território da Cidadania Sudoeste Paulista), e a seguir, em junho, serárealizada a oficina no Território Rural de Andradina.A participação das organizações dos agricultores“Quando recebemos o convite para participar das reuniões preparatórias paraorganizar as oficinas e opinar sobre a melhor localização para iniciar estetrabalho, ficamos entusiasmados”, disse Lucinei Paes de Lima, agricultora erepresentante da Federação de Agricultura Familiar – FAF, durante uma dasreuniões preparatórias.Afinal, disse ela, participar de uma comissão da qual fazem parte técnicosde institutos de pesquisa e outras organizações do governo, é um sinal demudança na forma de interação com os agricultores familiares.Segundo Ivamney Lima, da Divisão de Extensão Rural (Dextru) da CATI, esta éuma boa oportunidade para sistematizarmos as ações de pesquisa e extensão. A Programação das Oficinas constará de um momento de exposição dos“gargalos” tecnológicos por parte dos agricultores e suas lideranças, uma apresentação de soluções tecnológicas pelas Instituições de Pesquisa e Extensão e a elaboração das propostas de ações integradas para disponibilização de conhecimentos e tecnologias aos agricultores familiares.
Este trabalho está sendo realizado de forma integrada entre a Embrapa, a CATI, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios – APTA, o Ministériodo Desenvolvimento Agrário – MDA, e as Federações dos Agricultores (FAF eFetaesp).
Fernando Matsuura, da Embrapa Transferência de Tecnologia, enfatiza que essaintegração entre as diversas organizações e a forma participativa dessetrabalho são fundamentais para que os conhecimentos e tecnologias cheguemaos agricultores familiares da melhor maneira possível.
POR: VERA SCHOLZE BORGES (EMBRAPA TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA) <ripa@usp.br>-- Claudia Moreira Dardaque Mucinhato>< )))*>
A Embrapa Transferência de Tecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da AgriculturaPecuária e Abastecimento, por meio de seu Escritório de Negócios de Campinas(SP) e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – CATI, da Secretariade Agricultura do Estado de São Paulo, promovem em maio e junho, oficinas com agricultores familiares do estado de São Paulo, para levantar as dificuldades enfrentadas por eles na produção agropecuária, no que diz respeito a conhecimentos e tecnologias.
Levantadas estas dificuldades, elas serão encaminhadas em formato de propostas de ações ao Plano Safra Mais Alimentos do Ministério doDesenvolvimento Agrário - MDA. O Plano Mais Alimentos da Agricultura Familiar 2008/09 tem o objetivo de reforçar a atividade de 4,1 milhões de propriedades de agricultores familiares que respondem por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros e 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Para alcançar este objetivo serão realizadas ações em todos os estados com aintenção de conhecer as dificuldades dos agricultores familiares para a estruturação produtiva deste segmento, que vão: desde a assistência técnica, comercialização e financiamentos até o acesso ao conhecimento e tecnologias.
A primeira oficina será realizada nos dias 28 e 29/05, em Ribeirão Branco(Território da Cidadania Sudoeste Paulista), e a seguir, em junho, serárealizada a oficina no Território Rural de Andradina.A participação das organizações dos agricultores“Quando recebemos o convite para participar das reuniões preparatórias paraorganizar as oficinas e opinar sobre a melhor localização para iniciar estetrabalho, ficamos entusiasmados”, disse Lucinei Paes de Lima, agricultora erepresentante da Federação de Agricultura Familiar – FAF, durante uma dasreuniões preparatórias.Afinal, disse ela, participar de uma comissão da qual fazem parte técnicosde institutos de pesquisa e outras organizações do governo, é um sinal demudança na forma de interação com os agricultores familiares.Segundo Ivamney Lima, da Divisão de Extensão Rural (Dextru) da CATI, esta éuma boa oportunidade para sistematizarmos as ações de pesquisa e extensão. A Programação das Oficinas constará de um momento de exposição dos“gargalos” tecnológicos por parte dos agricultores e suas lideranças, uma apresentação de soluções tecnológicas pelas Instituições de Pesquisa e Extensão e a elaboração das propostas de ações integradas para disponibilização de conhecimentos e tecnologias aos agricultores familiares.
Este trabalho está sendo realizado de forma integrada entre a Embrapa, a CATI, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios – APTA, o Ministériodo Desenvolvimento Agrário – MDA, e as Federações dos Agricultores (FAF eFetaesp).
Fernando Matsuura, da Embrapa Transferência de Tecnologia, enfatiza que essaintegração entre as diversas organizações e a forma participativa dessetrabalho são fundamentais para que os conhecimentos e tecnologias cheguemaos agricultores familiares da melhor maneira possível.
POR: VERA SCHOLZE BORGES (EMBRAPA TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA) <ripa@usp.br>-- Claudia Moreira Dardaque Mucinhato>< )))*>
segunda-feira, março 30, 2009
Retirada sustentável

Não há mais tempo para desenvolvimento sustentável, afirmam pesquisadores
Pesquisador em meteorologia pelo Insituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Meteorologia, Prakki Satyamurty defende que o mundo adote outro caminho para reverter o quadro de destruição do meio ambiente que tem como conseqüência as mudanças climáticas.
Para ele,
Pesquisador em meteorologia pelo Insituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Meteorologia, Prakki Satyamurty defende que o mundo adote outro caminho para reverter o quadro de destruição do meio ambiente que tem como conseqüência as mudanças climáticas.
Para ele,
o desenvolvimento sustentável já não é o caminho mais aconselhável
para a reversão desse quadro. A saída agora, segundo Satyamurty, seria a
retirada sustentável,
ou seja, a diminuição drástica do consumo de recursos naturais, aliada a um controle de natalidade que levasse a um crescimento menos acelerado do número da população mundial.
(...)Temos que trabalhar para minimizar esse custo que é um ônus imposto à natureza. Na minha opinião, é preciso haver uma conscientização de que é preciso distribuir melhor os recursos e as riquezas. Acho que isso seria mais efetivo do ponto de vista de preservar mais o ambiente que a gente vive”, concluiu.
(Fonte: SITE AMBIENTE BRASIL - Amanda Mota/ Agência Brasil)
(...)Temos que trabalhar para minimizar esse custo que é um ônus imposto à natureza. Na minha opinião, é preciso haver uma conscientização de que é preciso distribuir melhor os recursos e as riquezas. Acho que isso seria mais efetivo do ponto de vista de preservar mais o ambiente que a gente vive”, concluiu.
(Fonte: SITE AMBIENTE BRASIL - Amanda Mota/ Agência Brasil)
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Desenvolvimento das Regiões Metropolitanas
Falando das Regiões metropolitanas, a pesquisa Cenários 2020 ressalta algo que salta aos olhos aqui em minha região."O Estado de São Paulo é composto de 645 municípios dos quais 399 são de pequeno porte, 175 de médio porte e 71 de grande porte. Aos pequenos municípios, cabem 4,54% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e neles vivem 7,46% da população; aos de porte médio, 14,58% do PIB e 18,91% da população; e aos grandes, 80,88% do PIB e 73,63% da população. Nota-se que os municípios de pequeno e médio porte respondem por pouco menos de 20% do PIB estadual.
Segundo pesquisas da Fundação Seade, a tendência da evolução da dinâmica ocupacional do Estado é de concentração ainda maior nas regiões metropolitanas, as quais constituem a Macrometrópole formada pelo quadrilátero Sorocaba, Campinas, Santos e São José dos Campos.
Este movimento, porém, pode ser freado pelas recentes crises que a concentração gerou como piora na qualidade de vida, trânsito congestionado, maior tempo de transporte, incremento do custo de vida, entre outros problemas socioambientais. Esses fatores podem levar a um movimento migratório para as pequenas cidades, impulsionado pela busca de melhor qualidade de vida.
Para potencializar a descentralização, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento promove hoje a atração de investimentos pautada na regionalização da economia, direcionando-os para o oeste paulista."

Valinhos (cidade vizinha a Campinas) cresceu absurdamente nos últimos anos, principalmente em número de condomínios residencias... Valinhos é o oitavo município mais populoso da Região Metropolitana de Campinas, tendo idêntica posição da Densidade Demográfica (Habitantes/km2). Segundo dados do IBGE (2007), Valinhos tem 99.040 habitantes, e estima-se que estejam distribuidos assim: 95% urbano e 5% rural (sendo o território urbano de 65 Km2 e o rural 83Km2)
Eu que fiquei oito anos como visitante de Valinhos e agora que retornei aqui fiquei chocada com as mudanças ocorridas ao longo desse ultimos anos.
As ruas que mudaram seu fluxo, com bolsões de segurança, muros e cancelas. Morros que ganharam casas amontoadas, como favelas de luxo. Uma paisagem árida, fria (ou quente pelo asfalto), solitária, triste. Pessoas que não se relacionam diretamente com o municipio, apenas dormem nele, além de frequentarem colégios caros e a infraestrutura de Campinas.
Uma nova relação entre as pessoas se consolida, além da nova dinâmica do meio ambiente.
Vejas teses de mestrado a esse respeito:
Condominios fechados : localizações de pendularidade : um estudo de caso no municipio de Valinhos, SP de Elaine Migloranza
e Mudanças na forma de ocupação do espaço urbano em Valinhos, SP : a expansão dos condominios fechados de Veridiana Lima da Silva
Segundo pesquisas da Fundação Seade, a tendência da evolução da dinâmica ocupacional do Estado é de concentração ainda maior nas regiões metropolitanas, as quais constituem a Macrometrópole formada pelo quadrilátero Sorocaba, Campinas, Santos e São José dos Campos.
Este movimento, porém, pode ser freado pelas recentes crises que a concentração gerou como piora na qualidade de vida, trânsito congestionado, maior tempo de transporte, incremento do custo de vida, entre outros problemas socioambientais. Esses fatores podem levar a um movimento migratório para as pequenas cidades, impulsionado pela busca de melhor qualidade de vida.
Para potencializar a descentralização, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento promove hoje a atração de investimentos pautada na regionalização da economia, direcionando-os para o oeste paulista."

Valinhos (cidade vizinha a Campinas) cresceu absurdamente nos últimos anos, principalmente em número de condomínios residencias... Valinhos é o oitavo município mais populoso da Região Metropolitana de Campinas, tendo idêntica posição da Densidade Demográfica (Habitantes/km2). Segundo dados do IBGE (2007), Valinhos tem 99.040 habitantes, e estima-se que estejam distribuidos assim: 95% urbano e 5% rural (sendo o território urbano de 65 Km2 e o rural 83Km2)
Eu que fiquei oito anos como visitante de Valinhos e agora que retornei aqui fiquei chocada com as mudanças ocorridas ao longo desse ultimos anos.
As ruas que mudaram seu fluxo, com bolsões de segurança, muros e cancelas. Morros que ganharam casas amontoadas, como favelas de luxo. Uma paisagem árida, fria (ou quente pelo asfalto), solitária, triste. Pessoas que não se relacionam diretamente com o municipio, apenas dormem nele, além de frequentarem colégios caros e a infraestrutura de Campinas.
Uma nova relação entre as pessoas se consolida, além da nova dinâmica do meio ambiente.
Vejas teses de mestrado a esse respeito:
Condominios fechados : localizações de pendularidade : um estudo de caso no municipio de Valinhos, SP de Elaine Migloranza
e Mudanças na forma de ocupação do espaço urbano em Valinhos, SP : a expansão dos condominios fechados de Veridiana Lima da Silva
quarta-feira, janeiro 21, 2009
MST, 25 anos de Luta pela Terra
Meu primeiro contato real como MST se deu através do X Estágio Interdisciplinar de vivência em Assentamentos Rurais, organizado pelo Grupo Chico Mendes, da Unesp - Botucatu, no ano de 2004. De lá pra cá o relacionamento foi se fortalecendo, já que durante o PROGERA (Programa de extensão Rural Agroeclógica de Botucatu e Região, pelo Instituto Giramundo Mutuando) realizamos diversas atividades tanto em Itapeva com em Iaras-SP e também Andradina.
Durante meu estágio, fiquei na Agrovila 6 (como é chamado os bairros rurais), que até então não possuia energia elétria. Ou seja, condições de higiêne e conforto bem limitadas para o contexto urbanóide atual. Entretanto a "minha" família era produtora de leite, feijão, arroz, possuiam galinha, e horta. Não participam de grupos, (cooperativas ou associação) já que em todo o assentamento existem vários "coletivos", porém são sim um exemplo de família assentada que luta e trabalha com muita dignidade pelo pedaço de chão que conquistou! Hoje já possuem energia (portanto geladeira, que antes não tinha!) e o insentivo do governo para as construções melhoraram bastante as condições de moradia deles.
A importância do RESPEITO fez-se necessária, afinal, sentimos na pele as dificuldades enfrentadas num setor que basicamente é excluido (como a agricultura familiar), sempre em confronto direto com a MÍDIA, e por que não, com as classes de interesses opostos. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra é o contraponto fundamental frente ao sistema em que vivemos. Ele auxilia na manutenção de um equilíbrio muitas vezes ignorado, exigindo a dignidade do acesso à condições básicas de VIDA, nesse mundo tão desigual em que vivemos.
"Depois de 500 anos de lutas do povo brasileiro e 25 anos de existência do MST, a Reforma Agrária não foi realizada no Brasil. Os latifundiários, agora em parceria com as empresas transnacionais e com o mercado financeiro – formando a classe dominante no campo - usam o controle do Estado para impedir o cumprimento da lei e manter a concentração da terra. O MST defende um programa de desenvolvimento para o Brasil, que priorize a solução dos problemas do povo, por meio da distribuição da terra, criação de empregos, geração de renda, acesso a educação e saúde e produção e fornecimento de alimentos".
Voltando a falar dos nosso escassos veículos de comunicação, segundo o Jornal "Folha de São Paulo" de ontem, o MST foi processado mais de 600 vezes. Assim foi um dos títulos de uma reportagem que só se esforçou para contabilizar o saldo negativo. Ótimo! O jornal, ao invés de exercitar os muitos motivos a se comemorar 25 anos de existência, obviamente opta por reforçar toda a problemática. O ponto franco é sempre o preferido..os defeitos! É a grande váuvula de escape para os que pouco auxiliam na luta deste movimento, que a meu ver é muito belo! Infelizmente nosso veículos de comunicação são xulos e não traduzem a beleza da LUTA! a beleza da esperança que existe em cada assentado que espera, na batalha de cada dia um pedaço de chão para morar.

O Encontro Nacional está acontecendo esse ano em Sarandi, Porto Alegre, com aproximadamente 1300 delegados de 24 estados. Pude participar da festa de 20 anos, que ocorreu em Itapeva. Alegria e união, sempre!!! O MST é muito valorizado pelo Brasil a fora, tanto é que recebe apoio de diversas instituições estrangeiras. Infelizmente os olhos do nosso povo ainda está distante para poder compreender a beleza desse movimento. Culpa da tal caixinha mágica chamada televisão e dos demais meios de comunicação de massa!

Assinar:
Postagens (Atom)




