Cadastro na Rede Brasil Rural já pode ser feito por produtores, fornecedores e gestores do PNAE
Canal Rural - Da Redação
Lançada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, ferramenta vai oferecer serviços como mapa de ofertas, catálogo de insumos e armazém virtual
A Rede Brasil Rural, lançada no dia 13/12/2011, pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em Porto Alegre (RS), é uma ferramenta virtual que pretende aproximar as cooperativas de produtores rurais dos fornecedores de insumos, da logística de transporte e dos consumidores.
De 13 de dezembro a 18 de fevereiro de 2012, a plataforma estará aberta para cadastro dos produtores, fornecedores, gestores do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e outros agentes envolvidos na cadeia produtiva da agricultura familiar. A partir do dia 19 de fevereiro, estará disponível para todos os usuários.
Por meio do portal, agricultores familiares de todo o Brasil, através de suas associações e cooperativas, poderão negociar diretamente com fornecedores e empresas de transporte a compra e a entrega de insumos necessários para qualificar sua produção.
Inicialmente, 1,6 mil cooperativas irão usar integralmente a ferramenta, que beneficiará 200 mil agricultores familiares que farão compras e vendas pela plataforma com o cartão BNDES.
A Rede Brasil Rural contará com dois ambientes. O primeiro será direcionado a produtores familiares, associações e cooperativas da agricultura familiar, transportadores e fornecedores de insumos, máquinas, equipamentos e implementos agrícolas. O acesso a este ambiente de pesquisa e negócios exige cadastro no portal.
Entre os serviços estará o mapa de ofertas da agricultura familiar. Neste mapa, varejo e compradores institucionais poderão encontrar uma ampla oferta de produtos da agricultura familiar.
Outra funcionalidade da Rede Brasil Rural será o catálogo de insumos. Lá o agricultor poderá encontrar uma grande oferta de insumos para a produção primária e da agroindústria familiar. Os agricultores familiares poderão, também, acessar os editais do PNAE publicados em todo o país. Esses serviços fazem parte do segundo ambiente da Rede Brasil Rural, que será publico.
Neste ambiente público também terá a opção do armazém virtual, onde os consumidores poderão comprar diretamente do agricultor produtos com os sabores e a diversidade da agricultura familiar brasileira.
Rede Brasil Rural: http://www.redebrasilrural.mda.gov.br/
e
Cadastro ambiental pela Internet começa segunda
Agricultores familiares e pequenos produtores serão beneficiados. Multas do Ibama podem ser suspensas para quem recuperar área de preservação e recompor reserva legal.
Os proprietários de cerca de 5 milhões de imóveis rurais de todo o País podem fazer o seu Cadastro Ambiental Rural e aderir ao Programa Mais Ambiente pela internet a partir desta segunda-feira (12/12). Basta preencher o formulário eletrônico no site http://www.maisambiente.gov.br.
O Cadastro Ambiental Rural - CAR é a porta de entrada para o Programa Mais Ambiente, que apoiará a regularização ambiental com vários benefícios para os produtores rurais. O Cadastro garante ao agricultor que estiver em situação irregular com a legislação ambiental novos prazos e meios para resolver suas pendências. Ele estará livre de restrições de acesso ao crédito rural e à comercialização de sua produção.
Para os agricultores familiares, assentados da Reforma Agrária, Quilombolas e Comunidades Tradicionais, o cadastro não terá custos. O pequeno produtor terá, ainda, assistência técnica, educação ambiental, capacitação e apoio para implantar viveiros, criando as condições para recuperar áreas degradadas. Para receber esses benefícios ele indica, no cadastramento, quais os subprogramas de seu interesse.
Outro benefício do Mais Ambiente é a possibilidade de suspensão da cobrança de multas aplicadas pelo Ibama, com base no Decreto 7.029/2009. Elas poderão ser convertidas em recuperação do dano ambiental.
Com base nas informações prestadas no Cadastro Ambiental Rural, os órgãos ambientais vão orientar os agricultores sobre as medidas necessárias para recuperar Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal (RL), quando for o caso.
O prazo de adesão ao Programa termina em 11 de dezembro de 2012. O produtor rural que não averbou sua reserva legal ainda e não aderir ao Mais Ambiente está sujeito a ser notificado pelo Ibama. Nesse caso, terá 180 dias para procurar o órgão ambiental e abrir o seu processo de regularização.
Os produtores que não tiverem acesso à rede de computadores terão, em breve, apoio do Governo Federal. Será criada, em parceria com estados, municípios, sindicatos rurais, cooperativas, associações de produtores e representações dos movimentos sociais uma rede para ajudá-los a se cadastrarem. O Ministério do Meio Ambiente vai capacitar facilitadores para ajudarem os produtores na hora de se cadastrar.
Em sua primeira fase o cadastro é declaratório. Depois da análise e aprovação dos dados fornecidos pelos produtores, será assinado um termo de compromisso. Nele, o produtor se compromete a manter, conservar e recuperar suas áreas de preservação permanente e de reserva legal.
A expectativa é de que o Mais Ambiente promova a recomposição de 23 milhões de hectares de matas ciliares, topos e encostas de morros, além de reservas legais.
Código Florestal - Quem aderir ao Programa Mais Ambiente agora não terá prejuízo com possíveis alterações no Código Florestal, em votação no Congresso Nacional. Alterações aprovadas serão processadas pelo órgão ambiental, que efetuará os ajustes. Passam a valer as regras que vierem a ser estabelecidas.
Fonte: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=ascom.noticiaMMA&idEstrutura=8&codigo=7127
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quarta-feira, dezembro 21, 2011
sábado, outubro 15, 2011
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
CEDAF- Agricultura Familiar
O Conselho Estadual da Agricultura Familiar - CEDAF faz parte da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tem como presidente o titular da pasta e é constituído por 42 membros (21 representantes da sociedade civil e 21 representantes de governo). O CEDAF contribui para a formulação, implementação e acompanhamento das políticas públicas voltadas à agricultura familiar, que representa mais de 50% do total das unidades de produção agropecuária paulista evidenciando a sua importância estratégica para o desenvolvimento socioeconômico nacional e paulista.
Endereço: SAA - Gabinete do Secretário
Av. Miguel Stéfano, 3.900 - SP - Cep: 04301-903
Tels: (011) 5067-0151/5067-0150 - Fax: (011) 5067-0249
http://www.agricultura.sp.gov.br/quem-somos/cedaf
http://www.agricultura.sp.gov.br/quem-somos/cedaf
Segue abaixo.. o debate, iniciado pelo colega Edgar (clique mais informações), com o repasse da última reunião, e amadurecido por Rolando Salomão, acontecendo na lista da Articulação Paulista de Agroecologia, sobre Programa Nacional de Alimentação Escolar -PNAE e Programa de Aquisição de Alimentos- PAA:
"Caro Edgar;
Muito bom saber das discussões do CEDAF, obrigado por trazer estas informações tão importantes ao grupo.
Quero aproveitar para perguntar se está na pauta da discussão do CEDAF a venda de gêneros alimentícios através do PNAE ? Este assunto será discutido dentro de um dos 4 comitês criados ?
Esta lei traz enormes oportunidades ao fortalecimento da agricultura familiar, ao associativismo e a produção agroecológica, mas também grandes desafios a serem superados em cada um destes temas. Mas não basta apenas a existência da lei, temos que se fazê-la cumprir. Na prática muitos municípios fizeram corpo mole no ano passado e agora estão fazendo de tudo para comprovar que eles fizeram a "parte" deles, apenas soltando a chamada pública, e que não foram atendidos por que não há agricultores familiares ou não há organização de produtores (um absurdo, certo!). Além disso, como também já foi compartilhado nesta rede, ainda há as indefinições de preço, o atrelamento entre os preços do PAA e do PNAE (o que é péssimo no nível local), a necessidade de uma articulação entre a demanda das prefeituras e a oferta das organizações de produtores, entre tantos outros pontos que vão surgindo no dia-a-dia.
Vejo a necessidade de inserirmos esta discussão nos mais variados espaços para que se cumpra a lei, para uma troca de experiências, aprendizado e para que brotem as propostas da base e se consolidem em nível estadual e federal.
Aproveito para deixar este assunto como sugestão para os eventos/momentos que planejarmos para este ano.
Saudações agroecológicas!!
Abraços;
Rolando Salomão"
terça-feira, maio 04, 2010
Terra Ecológica
Em aula de campo na propriedade Terra Ecológica no municipio de Cordeirópolis, os alunos da segunda turma do curso de Agroecologia- Ufscar puderam aprender parte do trabalho na terra, que é coordenado pela Enga. Agrônoma Maíra Maronese e seus pais Rita e João Antonio Maronese.
Lindo trabalho com mais de 50 espécies cultivadas e vendas na região e em São Paulo.
Funcionários fazendo a capina manual de plantas espontâneas (Amaranthus) no canteiro de cenouras!
quarta-feira, março 25, 2009
Fomento a rede de Pesquisa Participativa, Agrofloresta e a Articulação Paulista de Agroecologia
E os projetos continuam... olha mais um que foi aprovado pelo CNPq:
"Fomento à rede de pesquisa participativa e ATER agroecológica através da formação de agentes agroflorestais no âmbito da Articulação Paulista de Agroecologia".
Segundo a Beatriz Stamato, coordenadora da Ong Instituto Giramundo Mutuando , o Projeto permitirá multiplicar os princípios da Agrofloresta no estado de SP, selecionará Sistemas de refêrencia, formará 40 jovens da zonas rurais e adaptará para Bioma M.A. a "Mochila do Educador Agroflorestal" (desenvolvida pela ONG Arboreto para Bioma Amazônia ), além de reproduzir 50 unidades, pretende, ainda, envolver os institutos de pesquisa do Estado neste processo. Para quem quiser saber mais do Projeto, vejam o anexo.
Vale lembrar que no Projeto está prevista uma atividade massiva no Estado, provavelmente uma Feira Estadual de Sementes.
Agricultora de Horta comunitária (Botucatu) colhendo Feijão Guandú (verdes) para venda no local!
Dia 29 agora, domingão haverá um encontro no Parque da Água Branca do grupo da Região Metropolitana de São Paulo onde esse projeto será discutido.
O grupo de e-mail da Articulação Paulista de Agroeoclogia -APA é: rede_apa@yahoogrupos.com.br é só pdeir pra se cadastrar!
WWF Hora do Planeta 2009 - Cadastre-se na Hora do Planeta!
terça-feira, novembro 25, 2008
Extensão Rural Agroecológica


Equipe Giramundo/ 2005
Da direita p/ esquerda em cima: Guilherme (Jeca), Jorge, Gláucia (Quiabo), André (Bista), Mariana (kumeta), Silvia (Sarnenta), Fernando Silveira Franco (Fernandinho SAF!), Bia (Stamato/ Giramundo) e Valter Bianchini (Secretário da Agricultura Familiar - Brasilia)
Em baixo: Tiago Janela (Pitu), Cauê (Albedo), Lisa (eu/ Valeta), Rodrigo Moreira (Giramundo), Ana Maria Campos (Turismóloga).
Os tres abraçados no canto esquerdo não sei o nome (são de Botucatu) e sentada no chão: Maria Rosa da Secret de Assistência social de Botucatu, que ajudaram na organização do I fórum de desenvolvimento local www.mutuando.org.br
Na universidade (nas públicas principalmente) nos deparamos com “tripé” Ensino-Pesquisa-Extensão. Inicio o texto falando de pesquisa, desenrrolo na extensão e deixo o Ensino para outro artigo.
Minha vivência com pesquisa esteve camuflada na busca pela compreensão de meus questionamentos, natural em cada um. Após uma rápida pesquisa no wikipédia temos: “Uma pesquisa é um processo de construção do conhecimento que tem como metas principais gerar novos conhecimentos e/ou corroborar ou refutar algum conhecimento pré-existente. É basicamente um processo de aprendizagem tanto do indivíduo que a realiza quanto da sociedade na qual esta se desenvolve.” Estou iniciando meu olhar como pesquisadora, porém com a extensão enraizada em mim. Com os principios da investigação-ação-participativa, como um dos princípios da Agroecologia, que agrega à pesquisa, a extensão.
Minha vivência com pesquisa esteve camuflada na busca pela compreensão de meus questionamentos, natural em cada um. Após uma rápida pesquisa no wikipédia temos: “Uma pesquisa é um processo de construção do conhecimento que tem como metas principais gerar novos conhecimentos e/ou corroborar ou refutar algum conhecimento pré-existente. É basicamente um processo de aprendizagem tanto do indivíduo que a realiza quanto da sociedade na qual esta se desenvolve.” Estou iniciando meu olhar como pesquisadora, porém com a extensão enraizada em mim. Com os principios da investigação-ação-participativa, como um dos princípios da Agroecologia, que agrega à pesquisa, a extensão.
Já com a extensão é outra história. A extensão universitária ou acadêmica, segundo a wikipédia também, pressupõe uma ação junto à comunidade, disponibilizando ao público externo à Instituição o conhecimento adquirido com o ensino e a pesquisa desenvolvidos pelas Universidades. Essa ação produz um novo conhecimento a ser trabalhado e articulado.
Acredito que pelo caráter prático e útil a que se propõe, a extensão me conduziu durante a universidade e anos seguintes no projeto de formação de Quadros de ATER – Assistência técnica e extensão rural que participei.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário, após o início do governo Lula, modificou e intensificou suas ações voltadas para a extensão rural Agroecológica, com uma nova política de Ater. Capacitando técnicos e tentando difundir uma nova maneira de se propor (e encaminhar) a extensão. Onde o técnico e o agricultor tem voz. Onde ambos são protagonistas na troca de saberes. O técnico com seu conhecimento específico, e o agricultor com o conhecimento de sua propriedade e de seu trabalho anos a fio com a terra. A construção do conhecimento com métodos participativos e ecológicos, com respeito ao produtor e à propriedade rural.
Infelizmente o órgão oficiais de extensão rural de nosso estado de São Paulo (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral - Cati) deixa muito a desejar. Quando a assistência deveria ser gratuita (e de qualidade) vemos descaso e desarticulação entre eles. Os que podem pagam consultoria com técnicos especializados, mas e os marginalizados? Que não possuem recursos nem para a compra de insumos basicos para a produção, como é o caso dos assentamentos da reforma Agrária e demais agricultores.??Acredito que pelo caráter prático e útil a que se propõe, a extensão me conduziu durante a universidade e anos seguintes no projeto de formação de Quadros de ATER – Assistência técnica e extensão rural que participei.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário, após o início do governo Lula, modificou e intensificou suas ações voltadas para a extensão rural Agroecológica, com uma nova política de Ater. Capacitando técnicos e tentando difundir uma nova maneira de se propor (e encaminhar) a extensão. Onde o técnico e o agricultor tem voz. Onde ambos são protagonistas na troca de saberes. O técnico com seu conhecimento específico, e o agricultor com o conhecimento de sua propriedade e de seu trabalho anos a fio com a terra. A construção do conhecimento com métodos participativos e ecológicos, com respeito ao produtor e à propriedade rural.

Tivemos o privilégio de conhecer um pouco da Agricultura familiar e assentamentos rurais (MST) de perto através do projeto com o Instituto Giramundo, ong de Botucatu-SP embasada nos princípios da Agroecologia. A Agricultura familiar é pobre e contraditoriamente é também a que nos sustenta, que produz a maioria do alimento do homem da cidade e mantém o meio ambiente produtivo, vegetado, preservado.
Tais agricultores, em sua maioria são excluídos, esquecidos e muitas vezes acabam se tornando vítimas do sistema, com exigência de multas dos órgãos ambientais e outros. Vítimas da especulação imobiliária, vítimas do avanço da Cana de Açúcar, vítimas do capital. O agricultor Familiar deseja somente produzir seu alimento da melhor forma possível, e da terra obter o seu sustento, vendendo sua produção e saber que dessa forma nutre a população.
Já os médios e grandes produtores utilizam a terra como um grande negócio, desejando somente o lucro e assim não compreendem os ciclos que regem a natureza. Extensão rural para esses produtores, cabe somente às grandes multinacionais, que vendem seus produtos envenenados e continuam mantendo eles nessa roda sem fim, na dependência de sementes que possuem meia vida.
O trabalho do extensionista rural Agroecológico é sentir o agricultor, suas necessidades e carências. É construir conhecimentos a fim de gerar novos saberes, levando uma visão sistêmica do ambiente natural. É fazê-lo compreender a grande complexidade do sistema em que ele vive e trabalha e portanto, dele depende. É fazê-lo autônomo perante as adversidades da natureza, seja através dos processos (técnicas como adubação verde, compostagem, manejo da biomassa, cobertura do solo, diversidade de plantas etc), seja atarvés da compreensão que somos regidos por uma Força Maior, traduzida na simples interação dos 5 elementos: ar (e eter), fogo, terra e água!

Atividade após mutirão de plantio em Itapeva-SP
Oficina de Biofertilizante em
Encontro Regional de Agroecologia- Itapeva-SP
Encontro Regional de Agroecologia- Itapeva-SP
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