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sexta-feira, abril 01, 2011

Em TESE

Encaminhada pelo doutor e  amigo Francisco Câmara.
Uma tese é uma tese (Mário Prata)

Sabe tese, de faculdade? Aquela, que defendem? Com unhas e dentes? É dessa tese que eu estou falando. Você deve conhecer pelo menos uma pessoa que já defendeu uma tese. Ou esteja defendendo.
 
Sim, uma tese é defendida. Ela é feita para ser atacada pela banca, que são aquelas pessoas que gostam de botar banca.

As teses são todas maravilhosas. Em tese. Você acompanha uma pessoa meses, anos, séculos, defendendo uma tese.
Palpitantes assuntos. Tem tese que não acaba nunca, que acompanha o elemento para a velhice. Tem até teses pós-morte.

O mais interessante na tese é que, quando nos contam,são maravilhosas, intrigantes. A gente fica curiosa, acompanha o sofrimento do autor, anos a fio. Aí ele publica, te dá uma cópia e é sempre - sempre - uma decepção. Em tese. Impossível ler uma tese de cabo a rabo.

São chatíssimas. É uma pena que as teses sejam escritas apenas para o julgamento da banca circunspeta, sisuda e compenetrada em si mesma. E nós? Sim, porque os assuntos, já disse, são maravilhosos, cativantes, as pessoas são inteligentíssimas. Temas do arco-da-velha. Mas toda tese fica no rodapé da história. Pra que tanto sic e tanto apud? Sic me lembra o Pasquim e apud não parece candidato do PFL para vereador? Apud Neto.

Escrever uma tese é quase um voto de pobreza que a pessoa se auto-decreta. O mundo pára, o dinheiro entra apertado, os filhos são abandonados, o marido que se vire. Estou acabando a tese. Essa frase significa que a pessoa vai sair do mundo. Não por alguns dias, mas anos. Tem gente que nunca mais volta.

E, depois de terminada a tese, tem a revisão da tese, depois tem a defesa da tese. E, depois da defesa, tem a publicação.

E, é claro, intelectual que se preze, logo em seguida embarca noutra tese. São os profissionais, em tese. O pior é quando convidam a gente para assistir à defesa. Meu Deus, que sono. Não em tese, na prática mesmo.

Orientados e orientandos (que nomes atuais!) são unânimes em afirmar que toda tese tem de ser - tem de ser! - daquele jeito. É pra não entender, mesmo. Tem de ser formatada assim. Que na Sorbonne é assim, que em Coimbra também. Na Sorbonne, desde 1257. Em Coimbra, mais moderna, desde 1290. Em tese (e na prática) são 700 anos de muita tese e pouca prática.

Acho que, nas teses, tinha de ter uma norma em que, além da tese, o elemento teria de fazer também uma tesão (tese grande). Ou seja, uma versão para nós, pobres teóricos ignorantes que não votamos no Apud Neto.

Ou seja, o elemento (ou a elementa) passa a vida a estudar um assunto que nos interessa e nada. Pra quê? Pra virar mestre, doutor? E daí? Se ele estudou tanto aquilo, acho impossível que ele não queira que a gente saiba a que conclusões chegou. Mas jamais saberemos onde fica o bicho da goiaba quando não é tempo de goiaba. No bolso do Apud Neto? Tem gente que vai para os Estados Unidos, para a Europa, para terminar a tese.

Vão lá, nas fontes. Descobrem maravilhas. E a gente não fica sabendo de nada. Só aqueles sisudos da banca. E o cara dá logo um dez com louvor. Louvor para quem? Que exaltação, que encômio é isso? 
(CONTINUA>>)

segunda-feira, agosto 09, 2010

Pesquisa e ofensiva ao consumidor

"As empresas Organic Services e Vitalfood se uniram para realizar no Brasil uma grande pesquisa do mercado de alimentos orgânicos. O propósito desta pesquisa é fornecer dados consistentes aos empresários (!!) dando segurança para suas tomadas de decisões e possibilitando o aumento do investimento no setor, além de proporcionar um melhor conhecimento sobre os fatores que determinam a compra de alimentos orgânicos pelo consumidor. A pesquisa será aplicada nos municípios de São Paulo, Curitiba, Rio deJaneiro, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte e Belém nos meses de agosto esetembro de 2010. Durante este período, disponibilizaremos o mesmo formulário na internet esolicitamos sua ajuda na divulgação enviando as informações que seguem noarquivo anexo e o link do site (www.pesquisaorganicos.com.br) para seu mailing, para que mais consumidores possam participar e contribuir com odesenvolvimento dos orgânicos no país.
Certos de que podemos contar com seu apoio, agradecemos muito!
Cordialmente, Equipe Organizadora"


A divulgação está feita...veremos os resultados destas pesquisas... Que realmente beneficie o MERCADO NACIONAL, abrangendo não só os empresários e empreendedores do setor...
Que sejam positivas também para o Agricultor familiar,  para o camponês que vem sendo massacrado pelo sistema mercantil; para o consumidor interessado no alimento limpo, para o distribuidor preocupado com um "comércio justo".
*******

E.. diretamente do Grupo NovAter Brasil...: Enviado por: "Deise" caporalfr@gmail.com novaterbrasil
"Preparem-se
Seg, 9 de Ago de 2010 9:50 am

AGRONEGÓCIO PREPARA OFENSIVA PUBLICITÁRIA PARA REVERTER IMAGEM NEGATIVA

Grandes empresas e entidades ligadas aos produtores rurais, às agroindústrias e à cadeia de insumos da agropecuária preparam uma milionária ofensiva de marketing institucional, incluindo campanhas, em horário nobre na TV, estreladas por atores da Rede Globo. Os objetivos são reverter a imagem negativa diante da população e transmitir a ideia de um setor moderno, sustentável e essencial para o desenvolvimento socioeconômico do País. Bunge, Monsanto, Syngenta e associações como Abag (do agronegócio), Bracelpa (papel e celulose), Abef (frango), Unica (cana-de-açúcar), Fiesp (indústrias paulistas), CitrusBR (suco de laranja), Abrasem (sementes) e Sindirações (nutrição animal) integram o projeto. A ação incluirá ainda investidas em redes sociais e relações públicas. (BE)"

Veremos....

sábado, maio 15, 2010

Árvores nativas e fitorremediação

"Deixa o mato crescer...."
Outro dia, passava numa avenida e via as mulheres varrendo a palhada que ficou sobre o solo, após uma roçada. Tava tão lindo com o mato lá cobrindo o solo. Formando o tal cobertorzinho que a Terra precisa. Conforme elas iam varrendo, a terra ia expondo o seu vermelhão, como um grande arranhão sangrando. Aí  me lembrei que a uns anos atrás chegou até mim um adesivo com esses dizeres Deixa o mato crescer! -não me lembro se era de alguma Ong, ou outra instituição.
Veja a matéria abaixo... eles, no caso algumas árvores (e tantas outras mais, sem estudo!) ajudam a filtrar a terra. Que mania temos que mexer toda hora neles. Se não é arrancando com a mão é tacando veneno. Tá certo que mato de mais atrai bichos, deixam o lugar feio, com cara de sujo e abandonado. Um tanto de bom senso faz bem também.

As plantas arbóreas foram submetidas a doses crescentes de chumbo e zinco: testando a tolerância
(Fotos: Divulgação)


Duas pesquisas de mestrado desenvolvidas no Departamento de Biologia Vegetal do Instituto de Biologia da Unicamp (IB) comprovaram a potencialidade de espécies nativas para fitorremediação de solos de áreas degradadas ou contaminadas com metais.
Os estudos estão voltados para a recuperação dessas áreas, utilizando plantas nativas em substituição a atividades demoradas e dispendiosas. Sarah Caroline Ribeiro de Souza analisou a tolerância de três espécies arbóreas – eritrina, guapuruvu e sansão do campo (usada em cercas-vivas) – a altos níveis dos metais pesados chumbo e zinco.
Lucas Anjos de Souza optou pela análise da contribuição de fungos micorrízicos arbusculares para o desenvolvimento e a potencialização fitorremediadora de espécies leguminosas herbáceas. Os micorrízicos são fungos que se associam às raízes favorecendo o crescimento.
De acordo com Souza, o processo de descontaminação utilizado atualmente, além de dispendioso, é ineficiente, por não garantir a remoção de todo o metal contaminante. As tecnologias ex-situ removem a parte superior do solo, o que prejudica a fertilidade e a estrutura física do local.

quinta-feira, abril 08, 2010

Abismo Campo X Cidade

Especulação com patrimônio natural
gera segregação em ocupações urbanas

                           Imobiliárias transformam a natureza em objeto de consumo, gerando distorções



RAQUEL DO CARMO SANTOS

A forma como a ocupação urbana tem se configurado, em Campinas, torna visível o aumento da distância entre ricos e pobres. De um lado, os especuladores imobiliários buscam cada vez mais áreas próximas aos fragmentos florestais para a incorporação de loteamentos e construção de condomínios de alto e médio padrões. Por outro lado, os estratos sociais de baixa renda estão distribuídos em locais da cidade onde não há acesso à natureza – áreas verdes preservadas ou bosques municipais. Para o professor do Instituto de Geociências (IG) Antonio Carlos Vitte e sua aluna de doutorado em Geografia Mariana Cisotto, essa segregação está expressa na morfologia urbana e no acesso ao patrimônio natural.

Esse modelo, explica o professor, reflete o processo de re-estruturação urbana de Campinas, no qual coexistem um padrão de cidade dispersa e difusa – com novas centralidades, condomínios e acesso ao patrimônio natural – com uma cidade onde predomina a verticalização de favelas ou de bairros onde residem estratos sociais de baixa renda econômica, vivendo em situação ambiental precária. Em outras palavras, a morfologia urbana mostra claramente o acirramento das diferenças socioambientais. Esta constatação está registrada na dissertação de mestrado de Mariana Cisotto, apresentada no IG e financiada pela Fapesp.

Em nome da qualidade de vida e ambiental e com a escassez de áreas verdes, o discurso da proximidade da natureza tem sido a tônica para justificar o aumento vertiginoso de áreas antes tidas como rurais para a construção de empreendimentos imobiliários de luxo. Em outros casos, regiões da cidade de Campinas onde predominava uma urbanização tradicional estão começando a conviver com um novo padrão urbano, agora em encostas com declives acentuados e vales fluviais, onde a vegetação está em regeneração. Processo como esse ocorre, por exemplo, na região dos jardins Ipê e São Gabriel, na saída de Valinhos, que atualmente tem sido alvo de especulação imobiliária com a construção de um condomínio de altíssimo nível e a consequente valorização do local.

sábado, abril 18, 2009

Macroprograma Transição Agroecológica da Embrapa


Pesquisadores discutem projeto Transição Agroecológica (14/04/2009)

Juliana Freire
O projeto do Macroprograma 1 “Transição Agroecológica: construção participativa do conhecimento para a sustentabilidade foi apresentado, na terça-feira (14), na sede da Embrapa, em Brasília, pelo coordenador Carlos Alberto Medeiros, pesquisador da Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS).Na ocasião, a diretora da Embrapa, Tatiana de Abreu Sá, deu as boas-vindas para a equipe de pesquisadores que fazem parte do projeto e ressaltou a importância para o país de se investir em pesquisas como essa. “É o exemplo de uma iniciativa que vai impactar positivamente na sociedade. É um olhar para o futuro dos mercados brasileiros. Esse tema atende as linhas políticas de agricultura de base ecológica, que é uma demanda internacional”, explicou.Os participantes assistiram também a apresentação do gestor do macroprograma 1, Jefferson Luis da Silva Costa, que explicou o processo de análise e acompanhamento do projeto. O macroprograma 1 é uma carteira de projetos que trata de grandes desafios nacionais na agricultura, com foco na inovação e no trabalho em rede. Segundo Jefferson, a equipe deve se preocupar, ainda, com os resultados que as tecnologias geradas ao longo do projeto, vão causar para a sociedade. “O desenvolvimento de tecnologias é uma construção contínua do conhecimento, não está limitado a pacotes”, afirmou. Nesse primeiro momento, o projeto, que conta com uma equipe de 200 profissionais envolvidos direta e indiretamente, vai receber da Embrapa R$ 2,5 milhões e o Ministério do Desenvolvimento Agrário já sinalizou o aporte de recursos no valor de R$ 4 milhões. Para Medeiros o tema do projeto vai ao encontro do que o Brasil e países que consomem os produtos brasileiros esperam. “A proposta é melhorar a qualidade dos alimentos e diminuir os impactos ambientais, contribuindo para o avanço da agroecologia”, comentou.

Agroecologia

A agroecologia é uma ciência que segue princípios ecológicos básicos e ao mesmo tempo produtivos, economicamente viáveis, que preservem o meio ambiente e que sejam socialmente justos. Entre as principais metas do projeto estão: o avanço da fronteira do conhecimento básico, em áreas científicas estratégicas, com consequências diretas sobre o padrão de produtividade dos sistemas de produção; melhoria da qualidade dos recursos naturais, redução da dependência econômica dos agricultores; fortalecimento das economias locais e regionais; melhorias da qualidade de vida e da segurança alimentar dos agricultores e consumidores; e valorização dos saberes, da responsabilidade social e o reconhecimento público da importância da produção agroecológica.

Juliana Freire (MTb 3053/DF)Contato: (61) 3448-4039juliana.freire@embrapa.br

quarta-feira, março 25, 2009

Fomento a rede de Pesquisa Participativa, Agrofloresta e a Articulação Paulista de Agroecologia




E os projetos continuam... olha mais um que foi aprovado pelo CNPq:




"Fomento à rede de pesquisa participativa e ATER agroecológica através da formação de agentes agroflorestais no âmbito da Articulação Paulista de Agroecologia".

Segundo a Beatriz Stamato, coordenadora da Ong Instituto Giramundo Mutuando , o Projeto permitirá multiplicar os princípios da Agrofloresta no estado de SP, selecionará Sistemas de refêrencia, formará 40 jovens da zonas rurais e adaptará para Bioma M.A. a "Mochila do Educador Agroflorestal" (desenvolvida pela ONG Arboreto para Bioma Amazônia ), além de reproduzir 50 unidades, pretende, ainda, envolver os institutos de pesquisa do Estado neste processo. Para quem quiser saber mais do Projeto, vejam o anexo.


Vale lembrar que no Projeto está prevista uma atividade massiva no Estado, provavelmente uma Feira Estadual de Sementes.

Agricultora de Horta comunitária (Botucatu)
colhendo Feijão Guandú (verdes) para venda no local!



Dia 29 agora, domingão haverá um encontro no Parque da Água Branca do grupo da Região Metropolitana de São Paulo onde esse projeto será discutido.



O grupo de e-mail da Articulação Paulista de Agroeoclogia -APA é: rede_apa@yahoogrupos.com.br é só pdeir pra se cadastrar!



WWF Hora do Planeta 2009 - Cadastre-se na Hora do Planeta!

domingo, março 01, 2009

Movimento do Consumo Consciente de Botucatu e região

Revirando meus documentos, vou achando coisas interessantes para postar, sobre tempos que já passaram. Trabalhinho publicado no IV Congresso de Agroecologia - BH. Um pouco da história de Botucatu e sua movimentação em favor de um Consumo responsável. Hoje em dia acho que as coisas estão bem diferentes por lá, entretanto acredito que o espírito reinante ainda seja dos bons... dos Bons Ares.



MOVIMENTO DO CONSUMO CONSCIENTE DE BOTUCATU E REGIÃO: INTEGRANDO O CONSUMIDOR E O PRODUTOR ORGÂNICO
BOTUCATU AND REGION CONSCIOUS CONSUMERS MOVEMENT: INTEGRATING ORGANIC FARMERS AND CONSUMERS

TASSI, M.E.VZ.[1]; WOLLF, J.; GONSALES, G.; PESTELLI, M.M.; GALDINO, M.C., STAMATO, B.


RESUMO: Durante o I Fórum de Desenvolvimento Local Sustentável, realizado em Botucatu pelo Instituto Giramundo Mutuando, em junho de 2005, nasceu a semente do Movimento de Consumidores de Botucatu, reunindo lideranças populares, organizações da sociedade civil, ONGs e produtores orgânicos. A idéia inicial foi se estruturando e tomando forma a partir de diversas reuniões entre os interessados, onde foi possível definir seus objetivos: 1) Fortalecer o comércio local de produtos orgânicos; 2) Estimular na comunidade o consumo consciente e responsável em todos os âmbitos; 3) Fortalecer a agricultura familiar da região; 4) Divulgar a importância da produção orgânica; 5) Promover e estimular a relação entre consumidor e produtor orgânico. O movimento já promoveu palestras de conscientização para a população, atividades em feiras e elaborou folders explicativos. Está iniciando suas primeiras compras coletivas de alimentos orgânicos e atividades de “consumo responsável” nas escolas públicas municipais de Botucatu.
PALAVRAS-CHAVE
Consumo Consciente, Agroecologia, Alimento Orgânico, Consumo Sustentável

ABSTRACT: The Conscious Consumers Movement began in July, 2005, during the I Local Sustainable Development Forum. It gathered popular leaders, civil society organizations and organic farmers. After some stakeholders meetings the movement was started to grow stronger, defining the following goals: 1) to strengthen the local organic products commerce; 2) to promote and stimulate responsible and conscious consuming at all levels; 3) to strengthen family farming; 4) to market the organic production relevance; 5) to promote and stimulate the organic farmer and consumer relationship. The “Movement” has already made lectures for the population, activities in fairs and folders. They are starting organic food collective purchases and activities in public schools about “responsible consuming”.
KEY WORDS
Conscience Consume, Agroecology, Organic Food, Sustainable Consume

INTRODUÇÃO
A população brasileira está cada vez mais consciente de que a qualidade de vida em nosso planeta sofre sérias ameaças diante do vertiginoso crescimento da produção industrial. Aos poucos, as pessoas começam a perceber que o meio ambiente não é uma fonte inesgotável de recursos, capaz de assegurar permanentemente o processo de crescimento econômico.
O custo ambiental que a natureza paga em conseqüência da modernidade pode ser evitado com simples mudanças de atitude, com hábitos de consumo que diminuam a pressão sobre os recursos naturais (MMA/IDEC, 2002).
Tendo em vista esta problemática e considerando que o município de Botucatu possui um histórico intimamente ligado com a Agroecologia, surgiu a iniciativa do Movimento do Consumo Consciente de Botucatu e região, que busca envolver a comunidade Botucatuense na discussão do consumo sustentável em todos os âmbitos.

MATERIAL E MÉTODOS
O Movimento do Consumo Consciente de Botucatu surgiu durante o I Fórum Local de Desenvolvimento Rural Sustentável, realizado em Botucatu/SP pelo Instituto Giramundo Mutuando, em junho de 2005. O evento reuniu lideranças populares, organizações da sociedade civil, produtores orgânicos, entre outros, com o objetivo de discutir diferentes aspectos relacionados ao meio rural, entre eles: comercialização e consumo de alimentos orgânicos.
Durante o II Encontro Internacional de Agroecologia e Desenvolvimento Rural, realizado em agosto de 2005, também em Botucatu, uma seqüência de atividades, como palestras, mesa-redonda e debates, nortearam os primeiros passos do Movimento, envolvendo temas relacionados com agricultura e saúde.
Por meio de reuniões subseqüentes, o Movimento definiu sua identidade visual através da criação de uma logomarca, definiu seus objetivos e suas estratégias de ação. Neste sentido foi consensuado que sua área de ação inicial seria o fortalecimento da produção e consumo de produtos orgânicos na cidade de Botucatu e região
Atualmente o Grupo é formado pelas seguintes instituições: Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica; Associação Verde Vivo, formada por produtores orgânicos da região; Instituto Elo de Economia Associativa; Instituto Giramundo Mutuando; Casa Somé; Grupo de Agroecologia Timbó; Secretaria da Agricultura do município de Botucatu; Hortas Comunitárias; Instituto Arte e Saúde; Instituto Floravida; Pizzaria da Bel; Restaurante Giramundo, Sítio Bahia - Bio-loja/ Estância Demétria; Sitio Beira Serra, Desígnio Eco Design, entre outros.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
O Grupo vem realizando plantões na Feira de Agricultura Natural. Esta atividade visa não só apresentar o Movimento do Consumo Consciente à população, como também cadastrar os consumidores da Feira no Movimento, a fim de colher sugestões e demandas para a melhoria da venda de produtos orgânicos na cidade, fortalecendo e melhorando o mercado local. O cadastro também possibilita informar notícias e eventos do Movimento à população interessada.
Foi elaborado um panfleto informativo do Movimento do Consumo Consciente que divulga os objetivos do Movimento, os pontos de venda de alimentos orgânicos e produtos ambientalmente corretos. O material também sensibiliza o consumidor a fazer uma reflexão a respeito do ato de consumir.
O Grupo organizou duas palestras sobre alimentação com as pesquisadoras Ana Branco da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e com a pesquisadora Elaine Azevedo da Universidade do Sul de Santa Catarina. Aconteceram também oficinas durante a Feira do Meio Ambiente promovida pela Secretaria do Meio Ambiente do Município.
Como próximas atividades do Grupo esta previsto: o inicio de compras coletivas ecológicas no atacado; atividades de “consumo consciente” em escola da rede pública que recebe merenda orgânica; confecção de sacolas de pano; planejamento de visitas em propriedades, entre outras atividades.
O Grupo acredita que o trabalho de conscientização da sociedade, enfocando todos os nossos atos de consumo, possa fortalecer a agricultura familiar e a economia local, com o aumento da venda e produção de alimentos orgânicos da região.
Busca-se, desta forma, estimular o uso do poder do consumidor para melhorar a sociedade e a saúde da população, preservando os recursos naturais e garantindo o futuro das próximas gerações.

LITERATURA CITADA
MMA/IDEC. CONSUMO sustentável: manual de educação. Consumers Internacional, 144p. Brasília, 2002.
[1] Maria Elisa von Zuben Tassi Engenheira Agronoma. Instituto Giramundo Mutuando, 14-38146878 R. José Barbosa de Barros, 2000 Botucatu-SP
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