De 28 a 30 de agosto será realizado o
I Encontro dos Grupos de Consumo Responsável
No domingo, o encontro é aberto a todos interessados.
O objetivo do encontro é unir os sujeitos que atuam com a proposta do consumo responsável, coletivo e organizado no Brasil, vinculados ao movimento da economia solidária, para avançar nos seguintes pontos:
- o reconhecimento mútuo dos diferentes sujeitos, experiências e estratégias desenvolvidas;
- o avanço no potencial de construção de uma identidade comum;
- a avaliação coletiva das fragilidades e potencialidades destas experiências na efetivação de relações comerciais justas e solidárias (entender o real impacto dessa prática de consumo na cadeia produtiva; fazer o diálogo com os princípios e critérios do SNCJS; etc);
- a consolidação dos consumidores organizados como atores políticos no movimento da economia solidária (avançar nas "reflexões" e "articulações", tanto econômicas, como de saberes - trocas de experiências, intercâmbios-, e políticas).
Programação de Domingo - 28/ago
12h00 - Chegada, recepção dos participantes e almoço
13h30 - Preparação e montagem da Feira dos Grupos de Consumo Responsável
14h30 - Abertura do Encontro
Arpad Spalding (Onde estamos? Parelheiros: Agricultura Familiar em São Paulo)
Renata Pistelli (Contextualização/ Encontro);
Miriam Lagenbach (Rede Ecológica): Boas vindas como representante dos Grupos de Consumo;
15h00 - Atividade: Feira dos Grupos de Consumo Responsável
Exposição dos Grupos de Consumo Responsável para proporcionar trocas e o (re-)conhecimento das experiências, suas propostas e práticas
Responsáveis: Representantes dos Grupos: 16 “Barracas-mesas”: 14 Grupos de Consumo (12 dos GCR mapeados + 2 novos)+Kairós
17h00 - Lanche
17h30 - Debate/Mesa: O Consumo Responsável e o Papel dos Grupos de Consumo na Sociedade
Thais Mascarenhas: (Kairós) Apresentação da Pesquisa_Perfil dos GCR no Brasil
Grupos de Consumo_Relato: 1) O que é GCR?; 2) Qual o papel dos GCR na sociedade? (as questões serão encaminhadas antes aos GRUPOS)
Diogo Jamra (Kairós): mediação do debate
20h00 - Jantar e confraternização
COMO CHEGAR?
http://www.centropaulus.com.br/mapaimpressao.jpg
E...outro evento na mesma região da cidade de São Paulo:
Mostrando postagens com marcador comercialização. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, agosto 25, 2011
terça-feira, agosto 02, 2011
20 anos de Feira e novas frentes de comercialização
Feira orgânica do Parque Ecológico completa 20 anos (Campinas)
A busca pela saúde por meio da alimentação saudável tem se tornado uma constante na vida de muitas pessoas
O empresário Luciano Vieira, de 36 anos, e sua mulher Janaina Vieira fazem questão de frequentar todos os domingos a feira de produtos orgânicos do Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, localizado no Km 3,2 da Rodovia Heitor Penteado, na Vila Brandina. Ele conta que buscou a feira depois que foi diagnosticado com leucemia há quatro anos. “Quando estava doente passei a complementar o processo de cura buscando uma alimentação mais saudável e hoje sou frequentador assíduo. Como venho sempre, já conheço todo mundo, fiz boas amizades por aqui. Apesar de não conseguir consumir tudo orgânico. Em casa, por exemplo, só entra banana e tomate sem agrotóxico”, conta.
A busca pela saúde por meio da alimentação saudável tem se tornado uma constante na vida de muitas pessoas. Mas foi há 20 anos que as feiras de produtos orgânicos começaram a existir. A ideia surgiu de um grupo de produtores orgânicos que fundou a Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (ANC), com o objetivo de facilitar a comercialização de seus produtos. E para apresentar os produtos, resolveram abrir as feiras, sendo que hoje existem quatro delas na cidade. Ontem, durante a feira do Parque Ecológico, foram comemorados os 20 anos com painéis de fotos de recordações, degustação de produtos e entrega de homenagens para os fundadores do projeto e comerciantes.
'Estou muito feliz e orgulhosa com a comemoração dos 20 anos deste projeto, que começou bem pequeno, aqui no Parque Ecológico. E percebo que a cada dia mais pessoas despertam a consciência para esta questão, pois além de todo o benefício para a saúde, quando resolvemos montar a Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região, tínhamos também uma preocupação ambiental. Atualmente uma boa parte da população tem aderido aos alimentos orgânicos”, conta Ynayá Augusta dos Santos, de 70 anos, uma das idealizadoras da feira orgânica.
Na feira, a maioria das pessoas chega com suas sacolas recicláveis e gosta, por exemplo, de levar cenouras e beterraba com as ramas para aproveitar todos os nutrientes. Os frequentadores tem também a curiosidade de saber e conhecer mais sobre o processo de produção destes produtos.
E algumas frutas e legumes podem não ser tão grandes, mas, segundo os produtores, são bem saborosos. Apesar da banca de pastel não ser totalmente orgânica, o vinagrete já é feito com tomates orgânicos.
A dentista Carla Picollo, de 42 anos, que mora em Valinhos conta que consome produtos orgânicos desde que os filhos eram pequenos. “Aproveitamos o domingo para vir para Campinas, principalmente para comprar as verduras orgânicas. E atualmente os preços destes produtos estão bem competitivos, antes eram bem mais caros. Sem contar que a saúde agradece”, diz Carla.
Segundo Lucio Minioro, produtor da Yamaguishi Orgânicos, muitas pessoas quando adoecem acabam recebendo a recomendação médica de consumir produtos orgânicos e acabam conhecendo as feiras. “O ideal seria consumir antes de adoecer para prevenir a saúde e não ter que remediar depois”, diz.
Veja o video: http://www.youtube.com/watch?v=43c8HJ0fOCg
Jornal RAC - Campinas
Fonte: http://www.rac.com.br/noticias/campinas-e-rmc/92428/2011/08/01/feira-organica-do-parque-ecologico-co
http://www.anc.org.br/noticias_texto.php?id_noticia=20
E sobre a FEIRA da SEXTA NA ESTAÇÂO, no CIS- Guanabara, veja matéria aqui, no site ECom- Comunicação Sustentável:
http://comsustentavel.blogspot.com/2011/07/em-campinas-sp-consumidor-consciente.html?spref=bl
A busca pela saúde por meio da alimentação saudável tem se tornado uma constante na vida de muitas pessoas
O empresário Luciano Vieira, de 36 anos, e sua mulher Janaina Vieira fazem questão de frequentar todos os domingos a feira de produtos orgânicos do Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, localizado no Km 3,2 da Rodovia Heitor Penteado, na Vila Brandina. Ele conta que buscou a feira depois que foi diagnosticado com leucemia há quatro anos. “Quando estava doente passei a complementar o processo de cura buscando uma alimentação mais saudável e hoje sou frequentador assíduo. Como venho sempre, já conheço todo mundo, fiz boas amizades por aqui. Apesar de não conseguir consumir tudo orgânico. Em casa, por exemplo, só entra banana e tomate sem agrotóxico”, conta.
A busca pela saúde por meio da alimentação saudável tem se tornado uma constante na vida de muitas pessoas. Mas foi há 20 anos que as feiras de produtos orgânicos começaram a existir. A ideia surgiu de um grupo de produtores orgânicos que fundou a Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (ANC), com o objetivo de facilitar a comercialização de seus produtos. E para apresentar os produtos, resolveram abrir as feiras, sendo que hoje existem quatro delas na cidade. Ontem, durante a feira do Parque Ecológico, foram comemorados os 20 anos com painéis de fotos de recordações, degustação de produtos e entrega de homenagens para os fundadores do projeto e comerciantes.
'Estou muito feliz e orgulhosa com a comemoração dos 20 anos deste projeto, que começou bem pequeno, aqui no Parque Ecológico. E percebo que a cada dia mais pessoas despertam a consciência para esta questão, pois além de todo o benefício para a saúde, quando resolvemos montar a Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região, tínhamos também uma preocupação ambiental. Atualmente uma boa parte da população tem aderido aos alimentos orgânicos”, conta Ynayá Augusta dos Santos, de 70 anos, uma das idealizadoras da feira orgânica.
Na feira, a maioria das pessoas chega com suas sacolas recicláveis e gosta, por exemplo, de levar cenouras e beterraba com as ramas para aproveitar todos os nutrientes. Os frequentadores tem também a curiosidade de saber e conhecer mais sobre o processo de produção destes produtos.
E algumas frutas e legumes podem não ser tão grandes, mas, segundo os produtores, são bem saborosos. Apesar da banca de pastel não ser totalmente orgânica, o vinagrete já é feito com tomates orgânicos.
A dentista Carla Picollo, de 42 anos, que mora em Valinhos conta que consome produtos orgânicos desde que os filhos eram pequenos. “Aproveitamos o domingo para vir para Campinas, principalmente para comprar as verduras orgânicas. E atualmente os preços destes produtos estão bem competitivos, antes eram bem mais caros. Sem contar que a saúde agradece”, diz Carla.
Segundo Lucio Minioro, produtor da Yamaguishi Orgânicos, muitas pessoas quando adoecem acabam recebendo a recomendação médica de consumir produtos orgânicos e acabam conhecendo as feiras. “O ideal seria consumir antes de adoecer para prevenir a saúde e não ter que remediar depois”, diz.
Veja o video: http://www.youtube.com/watch?v=43c8HJ0fOCg
Jornal RAC - Campinas
Fonte: http://www.rac.com.br/noticias/campinas-e-rmc/92428/2011/08/01/feira-organica-do-parque-ecologico-co
http://www.anc.org.br/noticias_texto.php?id_noticia=20
Violeiros, Romeu, Maiorano, Sirlei e Escolástica, da ANC e fotógrafa ;)
E sobre a FEIRA da SEXTA NA ESTAÇÂO, no CIS- Guanabara, veja matéria aqui, no site ECom- Comunicação Sustentável:
http://comsustentavel.blogspot.com/2011/07/em-campinas-sp-consumidor-consciente.html?spref=bl
terça-feira, junho 21, 2011
Projeto Nacional de Comercialização Solidária e os Pontos Fixos
Em julho, Santa Maria (RS) sediará vários eventos de Economia Solidária do Mercosul como a: 6ª Feira de Economia Solidária do Mercosul, a 17ª FEICOOP – Feira Estadual do cooperativismo, a 9ª Feira Nacional de Economia Solidária, 10ª Mostra da Biodiversidade e Feira de Agricultura Familiar, o 6º Seminário Latinoamericano de Economia Solidária e a 6ª Caminhada Internacional e Ecumênica pela Paz. Além do I Encontro de Pontos Fixos de Comercialização Solidária, onde o coletivo TROCAS VERDES irá dialogar com outras 51 experiências nacionais (dias 7, 8 e 9).
http://caritas.org.br/novo/2010/04/29/em-julho-santa-maria-rs-sediara-eventos-de-economia-solidaria-do-mercosul/
TERMO DE REFERÊNCIA - PONTOS FIXOS
Este documento objetiva apresentar os principais elementos que caracterizam e conceituam os Pontos Fixos de Comercialização em Economia Solidária abordadas no âmbito do Projeto Comercialização Solidária no Brasil, como forma de estimular a construção de uma identidade nacional entre as iniciativas em curso. Ele servirá como subsídio para todos/as que desejam organizar Pontos Fixos de Comercialização Solidária, independente da sua dimensão geográfica e econômica e de possuir apoio de instituição pública.O apoio aos pontos fixos de comercialização solidária faz parte das atividades previstas do Projeto Comercialização Solidária no Brasil que tem recursos garantidos na ação Organização Nacional de Comercialização dos Produtos e Serviços de Empreendimentos Econômicos Solidários do Programa Economia Solidária em Desenvolvimento (Plano Plurianual 2008–2011), sob a responsabilidade da SENAES/MTE.
O Fórum Brasileiro de Economia Solidária – FBES, em sua Plataforma, aponta que um dos principais desafios da Economia Solidária é a consolidação de redes e cadeias solidárias de produção, comercialização e consumo. Isto se traduz em diversos debates e acúmulos neste campo, como o da construção de Centrais de Comercialização, o da importância de feiras de economia solidária, dos Centros Públicos de Economia Solidária, das ferramentas eletrônicas (www.cirandas.net), entre outros.
A União Brasileira de Educação e Ensino, por meio do Instituto Marista de Solidariedade, na sua área de atuação de Assessoramento, tem o Programa de Fomento a Economia Solidária e Inclusão Produtiva no Combate à Pobreza, cujo projeto é Fomento à Economia Solidária e ao Consumo Responsável que apóia e fortalece iniciativas de economia solidária no Brasil
CONCEITO E OBJETIVOS DOS PONTOS FIXOS DE COMERCIALIZIAÇÃO SOLIDÁRIA
Os pontos fixos são espaços permanentes e/ou pré-estabelecidos onde se encontram os produtos e/ou serviços oriundos dos empreendimentos de economia solidária e agricultura familiar agroecológica, geralmente são expostos produtos e/ou serviços de mais de um/a produtor/a e a gestão do espaço é coletiva, realizada por representante dos empreendimentos envolvidos.Os pontos fixos de comercialização solidária têm por objetivo, dentre outros, promover e estimular a comercialização de bens e serviços produzidos pelos empreendimentos de economia solidária e agricultura familiar nos circuitos locais, a partir de uma relação comercial baseada nos mesmos princípios da economia solidária e do sistema nacional de comercio justo e solidário.
A organização destes pontos fixos de comercialização solidária é considerada um processo de aprendizagem do trabalho coletivo, onde a gestão destas experiências anima diferentes atores na concretização de um objetivo em comum que é fortalecer o desenvolvimento local sustentável por meio da economia solidária. Sendo vivenciadas de formas participativas, coletivas e autogestionárias.
O exercício do trabalho coletivo nessa construção é constante, onde os diferentes atores da economia solidária têm que enfrentar os desafios, as divergências de opiniões, o respeito às decisões coletivas, a necessidade de celebrar parcerias com diferentes parceiros, a dificuldade de gerir e sustentar o espaço, entre outros.
Os pontos fixos de comercialização solidária integram:
>Atividade Comercial – um local onde exista a oferta de produtos e/ou serviços oriundos da economia solidária e/ou agricultura familiar agroecológica para venda e/ou troca. Que seja um espaço de comercialização entre outras atividades que possa acontecer no local;
> Localização definida – um local onde a comunidade e público em geral sabem que encontra produtos e/ou serviços oriundos da economia solidária e/ou agricultura familiar agroecológica. Com endereço fixo;
> Regularidade – onde a comunidade e público em geral sabem os dias de funcionamento, os horários em que os produtos e/ou serviços da economia solidária estarão disponíveis para aquisição;
> Diversidade – que no local haja diversidade de itens e volume de produtos e/ou serviços da economia solidária e/ou agricultura familiar agroecológica para os possíveis compradores;
Sendo um ponto fixo de Economia Solidária, deve também possuir características distintivas, tais quais:
> gestão democrática do empreendimento e respeito à diversidade cultural;
> predominância de produtos de Economia Solidária como foco de venda, embora possa haver também produtos não oriundos de empreendimentos solidários comercializados no local, em pequena ou grande quantidade;
> transparência na informação ao consumidor, que pode ter acesso não apenas às informações sobre o produto, como também à forma como foi produzido e o que está compreendido no preço;
> apoio ao desenvolvimento local sustentável, primando pelo exercício de práticas responsáveis e sustentáveis do ponto de vista socioambiental;
> estímulo à integração de todos os elos da cadeia produtiva;
> oferecer remuneração justa ao(à) produtor(a) e um preço justo ao(à) consumidor(a), visando à garantia do bem-viver de todos e todas;
> relações de trabalha Justa, pautada pelo diálogo e democracia.
Os pontos fixos de comercialização solidária podem ser de:
> venda final no varejo a consumidores(as);
> venda por atacado a pessoas ou empresas que buscam o ponto comercial para comprar em grandes quantidades;
> distribuição, necessária ao abastecimento dos empreendimentos comerciais que operam as vendas no atacado ou no varejo;
> representação comercial que operacionalizam a venda de um(a) ou mais agentes para terceiros(as);
> sítios (sites) de comercialização eletrônica, onde compradores(as) podem realizar pedidos a fornecedores(as) diversos(as) através de um mesmo serviço ou local virtual de vendas.
Os pontos fixos de comercialização solidária podem ter também área de atuação diferenciada:
> local;
> regional;
> estadual;
> nacional;
> internacional.
As formas jurídicas dos pontos fixos de comercialização variam conforme a natureza e as peculiaridades de cada um. Porém, o que os caracteriza não é a sua figura jurídica ou a sua forma de operacionalizar o fluxo dos produtos e serviços entre quem oferta e quem recebe, mas sim o fato de que são elementos que cumprem um papel específico na cadeia de comercialização, particularmente na circulação e disponibilização de bens e serviços oriundos da economia solidária e agricultura familiar para produtores(as), comerciantes e consumidores(as) em geral.
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Conhece sua "cadeia de suprimentos"?
Know Your Supply Chain? New Research explains how local food gets from the farm to your table
http://www.usda.gov/wps/portal/usda/knowyourfarmer?contentid=kyf_mission_bios_content.html&navtype=KYF&edeploymentaction=changenav
http://www.usda.gov/wps/portal/usda/knowyourfarmer?contentid=kyf_mission_bios_content.html&navtype=KYF&edeploymentaction=changenav
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Desafios e benefícios da produção e comercialização de alimentos Orgânicos
"No dia 1 de março, o gabinete de Natalini promoverá o Seminário: Desafios e Benefícios da Produção e Comercialização de Alimentos Orgânicos, em parceria com a AAO, o Instituto Kairós, o Espaço da Cultura de Consumo Responsável e o Movimento Boa Praça. Em um dia inteiro de evento, diversas autoridades de nível municipal, estadual e federeal virão expor políticas públicas que podem ser projetadas e realizadas em relação ao tema. Em um segundo momento, representantes de entidades ligadas à produção e comercialização de orgânicos também realizarão seus depoimentos.
O Vereador Natalini se mostra bem simpático a esta causa, defendendo a popularização dos alimentos orgânicos, de forma que os produtores sejam devidamente incentivados para que possam trazer aos consumidores finais um produto de melhor qualidade e por um preço mais acessível."
Fonte: http://www.natalini.com.br/noticia/visita-e-apoio-aos-agricultores-organicos
sexta-feira, outubro 29, 2010
Sociobiodiversidade e Consulta Pública
Convite ao FÓRUM DE DIÁLOGO COM O SETOR EMPRESARIAL
04 de novembro às 10 hs na
BIOFACH.. uma das maiores feiras sobre o mercado de Orgânicos mundial
http://www.biofach-americalatina.com.br/
focando as
CADEIAS DE PRODUTOS DA SOCIOBIODIVERSIDADE
04 de novembro às 10 hs na
BIOFACH.. uma das maiores feiras sobre o mercado de Orgânicos mundial
http://www.biofach-americalatina.com.br/
focando as
CADEIAS DE PRODUTOS DA SOCIOBIODIVERSIDADE
Não é orgânico, é SÓCIO- BIO- DIVERSO!
Sinônimo de Agricultura Familiar...especialmente as de base ecológica!
Novas tendencias e perspectivas pra um mercado promissor...!
Realizado por 3 ministérios federais (MDS, MMA e MDS), com apoio da GTZ (cooperação Alemã)
Realizado por 3 ministérios federais (MDS, MMA e MDS), com apoio da GTZ (cooperação Alemã)
Importante que haja o fortalecimento à ASSITÊNCIA TÉCNICA E À EXTENSÂO RURAL!!! Que as empresas compreendam que a realidade do campo é bem distante do conceito de conforto em que os endinheirados vivem, e que as universidades ainda não "dominam" as áreas rurais, ou seja, educação e conhecimento ainda reinam apenas nas bibliotecas.
Salvo obviamente, o conhecimento tradicional, familiar, de cada produtor rural.
Salvo obviamente, o conhecimento tradicional, familiar, de cada produtor rural.
E que as plantas (e projetos de desenvolvimento) não são máquinas totalmente controladas e 100% monitoradas.
Temos que nos render às perdas, injúrias, intempéries e incidentes da cadeia da natureza.Temos que nos reder à Deus.
e.. CONSULTA PÙBLICA
Caros amigos:
Foram publicadas as Portarias Ministeriais 1.033 (Cogumelos Comestíveis), 1.034 (Sementes Orgânicas) e 1.035 (Comercializadoras, Restaurantes e Afins), todas de 16/10/2010, publicadas no Diário Oficial da União de 27/10/2010, estabelecendo o prazo de 30 dias para apresentação de sugestões.
As sugestões encaminhadas pelas CPOrgs terão prioridade.
Nos próximos dias, serão publicadas as consultas públicas referentes às INs de Produção Vegetal e Animal e de Processamento, que propõem a inclusão de substâncias nas listas positivas e alterações nas normas de produção animal.
Abraços a todos.
Eng.º Agrº Marcelo S. Laurino
Fiscal Federal Agropecuário
Comissão da Produção Orgânica de São Paulo - CPOrg/SP
Superintendência Federal de Agricultura no Estado de São Paulo
Veja abaixo AS PORTARIAS E INSTRUÇÔES NORMATIVAS:
Fiscal Federal Agropecuário
Comissão da Produção Orgânica de São Paulo - CPOrg/SP
Superintendência Federal de Agricultura no Estado de São Paulo
Veja abaixo AS PORTARIAS E INSTRUÇÔES NORMATIVAS:
terça-feira, agosto 03, 2010
A fruta da Safra
PECK SEASON - Máximo da estação
"It's that time of year -- the time of year that all you locavores, farmers market groupies, good food evangelists, and fresh food aficionados have been waiting for!
Mercados transbordando...Pessegos explodindo de sabor...
The markets are overflowing. The peaches are bursting with flavor. Grillable vegetables (?) abound, as well as cucumbers, green beans, tomatoes, and other items perfect for "putting up" (because winter is always right around the corner). ?
Now is a great time to try a new farmers market, taste a new cultivar, learn a new technique, or perfect an old recipe. It's Farmers Market Week, after all! Check out our events section for some great cooking classes, outdoor festivals, and other summer-licious events. It's peak season, people. Get cookin'."
Fonte: Local food News - Agosto - CAFF Comunity Alliance with Family Farmers - Comunidade aliança de familias agricultoras da Califórinia- USA
http://www.caff.org/
....vontando a realidade....
Vinho quente de morango;
Tapioca de morango
Teve também Founde de morango,
Merengue de morango....
Teve também em Socorro, e
Em setembro tem mais.. Festas do Morango em Atibaia (3,4,5,6,7,10,11,12,17,18,19 de Setembro)
em Monte Alegre do Sul será dias
21, 22, 28 e 29 de Agosto e nos dias 04, 05, 06, 07 de Setembro de 2010
terça-feira, julho 27, 2010
Wal-mart, o custo alto do preço baixo
Wal-Mart: The High Cost of Low Price
(br: Wal-Mart: O Alto Custo do Preço Baixo / pt: ) é um filme documentário estadunidense de 2005, dirigido por Robert Greenwald.
http://www.walmartmovie.com/
Trailer do Filme:
O primeiro capítulo (de 11) está na seção vídeos, do blog.. aí é só ir seguindo no you tube....
"O filme apresenta a face pouco conhecida e desfavorável das práticas comerciais da rede de supermercados Wal-Mart. São apresentadas entrevistas com ex-empregados, ex-gerentes, proprietários de pequenos negócios familiares que, segundo o filme, faliram em razão da concorrência desleal do Wal-Mart, e vídeos promocionais da empresa." Wikipédia.
domingo, julho 11, 2010
Supermercados, não obrigado!
Grandes Cadeias de distribuição- impactos e alternativas
de Xavier Montagut e Esther Vivas - Icarias editorial
Livro espanhol, ligado à discussão sobre circuitos de comercialização de alimentos.
Questiona o que se esconde por tras do sistema "moderno" de distribuição de alimentos, versus o "tradicional"
Porque não consumir de um supermercado???? Hum...curiosa pra ler.
Aqui vai o blog da autora, onde dá mais a letra sobre esse assunto: http://www.esthervivas.wordpress.com/
E veja o nome de outro livro dela:
Del Campo al Plato! Qualquer semelhança é mera coincidência ;)
"El presente libro constituye una reflexión crítica acerca de la crisis alimentaria actual y sus posibles alternativas. Del campo al plato. Los circuitos de producción y distribución de alimentos (Icaria editorial, 2009), se encuentra dividido en tres partes claramente diferenciadas. La primera de ellas, firmada por Esther vivas, esboza una panorámica de la crisis, dedicando especial atención a sus causas: liberalización económica, comportamiento especulativo de los capitales que invierten en el sector, predominio de la agroindustria y las multinacionales con el apoyo de los organismos internacionales y de las subvenciones estatales, etc"
terça-feira, agosto 25, 2009
quarta-feira, junho 03, 2009
Organização de controle Social e as vendas diretas
Orgânicos e Venda Direta
Por Yara Maria Chagas de Carvalho yacarvalho@iea.sp.gov.br
Qua, 3 de Jun de 2009 2:59 pm
02/06/2009 - 16h06
Controle social na venda direta ao consumidor de produtos orgânicos sem certificação
Os agricultores têm que estar vinculados a uma organização de controle social - OCS.O comércio de produtos orgânicos no Brasil e no mundo depende da relação de confiança entre produtores e consumidores. Mas, para que isso aconteça, a venda direta para o consumidor final é de muita importância. Afinal de contas, é a partir dela que são estabelecidos preços mais justos e o produtor tem a oportunidade de mostrar sua preocupação com o cultivo dos alimentos, que, no caso dos orgânicos,leva em conta o respeito à natureza e à saúde do homem, utilizando técnicas especiais.Considerando essa realidade, as leis brasileiras abriram uma exceção à obrigatoriedade da certificação de produtos orgânicos para a venda direta aos consumidores finais por agricultores familiares. Mas, para isso, estes agricultores precisam estar vinculados a uma Organização de Controle Social - OCS.
Por Yara Maria Chagas de Carvalho yacarvalho@iea.sp.gov.br
Qua, 3 de Jun de 2009 2:59 pm
02/06/2009 - 16h06
Controle social na venda direta ao consumidor de produtos orgânicos sem certificação
Os agricultores têm que estar vinculados a uma organização de controle social - OCS.O comércio de produtos orgânicos no Brasil e no mundo depende da relação de confiança entre produtores e consumidores. Mas, para que isso aconteça, a venda direta para o consumidor final é de muita importância. Afinal de contas, é a partir dela que são estabelecidos preços mais justos e o produtor tem a oportunidade de mostrar sua preocupação com o cultivo dos alimentos, que, no caso dos orgânicos,leva em conta o respeito à natureza e à saúde do homem, utilizando técnicas especiais.Considerando essa realidade, as leis brasileiras abriram uma exceção à obrigatoriedade da certificação de produtos orgânicos para a venda direta aos consumidores finais por agricultores familiares. Mas, para isso, estes agricultores precisam estar vinculados a uma Organização de Controle Social - OCS.
As oportunidades para a agricultura familiar na lei brasileira de orgânicos(9dez05)A Lei 10.831, de 23/12/2003, que estrutura o mercado brasileiro de produção orgânica, está em processo de regulamentação. O texto proposto foi escrito com forte participação do movimento orgânico nacional e deve ir, em breve, para três meses de consulta pública, através do encaminhamento do Ministério de Agricultura. Pecuária e Abastecimento (MAPA).
O Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) garantiu a participação de técnicos, comprometidos com o movimento brasileiro de agricultura familiar e de agricultura orgânica, na elaboração do texto da regulamentação. Seu objetivo foi o de buscar minimizar os efeitos excludentes da certificação. Isto deu um caráter bastante inovador à legislação que está sendo proposta, não só por ser a primeira lei nacional que, explicitamente, trata das questões de justiça social mas também pelas oportunidades abertas para melhor inserção da agricultura familiar.
A questão da justiça social está explícita no texto preliminar proposto no anexo ao decreto de regulamentação no Título II, Capítulo I. Trata dos direitos do trabalhador, das suas condições de trabalho e dos direitos das comunidades tradicionais. Com relação ao comércio, procura fortalecer as relações comerciais de longo prazo e a prática do preço justo, além de orientar para o consumo responsável.O aspecto fundamental da proposta negociada, para melhor atender os interesses da agricultura familiar, relaciona-se com a ênfase nos mecanismos de controle social. (...) O que se buscou inserir na legislação foi a possibilidade de que a presença de uma forte e crescente organização social seja reconhecida pelos procedimentos de fiscalização para a venda direta e para a certificação. Desta forma, entende-se que a legislação atua no sentido de estimular, reconhecer e valorizar o capital social das comunidades rurais brasileiras e dos excluídos pelo sistema econômico dominante, de forma geral. O texto da regulamentação define controle social como "processo organizado de geração de credibilidade a partir da interação de pessoas e/ou organizações, sustentado na participação, comprometimento, transparência e confiança, reconhecido pela sociedade".A regulamentação prevê a certificação como facultativa no Artigo 12º : "A comercialização em venda direta deve ser realizada por agricultor familiar vinculado a uma estrutura organizacional com controle social, cadastrado no MAPA ou em órgão fiscalizador conveniado".Define venda direta como "relação comercial direta entre o produtor e o consumidor final, sem intermediários. Aceita-se o preposto, desde que seja o produtor ou membro da sua família inserido no processo de produção e que faça parte da sua própria estrutura organizacional". Define estrutura organizacional como "grupo social organizado para um fim comum, que possua mecanismos de controle social, não precisando constituir personalidade jurídica".Para cadastrar uma estrutura organizacional, deverá, entre outras coisas, possuir processo próprio de organização e controle social; garantir o direito de visita pelos consumidores às unidades de produção; termo de responsabilidade solidária, assinado por todos os membros, contendo a qualificação dos membros da organização (nome, identidade, estado civil, nacionalidade, naturalidade, CPF, endereço residencial), endereço da unidade de produção e nome da unidade de produção; descrição do processo de controle da produção e da comercialização que garanta a rastreabilidade; declaração de conformidade com os regulamentos técnicos de produção orgânica; lista do grupo de produtores envolvidos; descrição do processo de controle social exercido; declaração oficial que comprove a condição de agricultores familiares; lista dos principais produtos e quantidades estimadas de produção.O termo de responsabilidade solidária é definido como declaração assinada por todos os membros de um grupo, comprometendo-se com o cumprimento dos regulamentos técnicos da produção orgânica e responsabilizando-se, solidariamente, nos casos de não-cumprimento. Estas condições foram consideradas necessárias, apesar de virem a tornar ilegais os procedimentos hoje realizados, para evitar que pessoas mal-intencionadas declarem seus produtos com a qualidade orgânica, sem a ter.
A regulamentação ainda não trata da certificação participativa, o que será, em tempo oportuno, incorporado através de instrução normativa própria. Isto se deve ao fato de se considerar que o termo avaliação de conformidade, preferido atualmente pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO)1, é mais abrangente. Além disso, abre possibilidades mais adequadas ao processo que se conhece como certificação participativa do que o realizado através de auditoria, que, de fato, caracteriza o termo certificação.Para os agricultores familiares, está, por hora, disponível a certificação de grupo, por auditoria. Neste caso, a regulamentação explicita que pode ser utilizada por grupos que tenham organização e estrutura suficientes para assegurar um sistema de controle interno fundamentado numa avaliação de risco que garanta a adoção, por parte das unidades de produção individuais, dos procedimentos regulamentados.Enfatiza que a "avaliação de risco para o desenvolvimento do sistema de controle interno deverá basear-se em processo compartilhado entre o auditor e o grupo que busca a certificação, considerando aspectos sociais, econômicos, culturais e tecnológicos que podem levar elementos do grupo ao descumprimento dos regulamentos técnicos. Em função deste diagnóstico, deverão ser estabelecidos o sistema de amostragem e os principais pontos a serem auditados". Isto permite que a certificadora venha a considerar a especificidade das condições da agricultura familiar e que sua exigência de registros internos seja flexível e compatível com as garantias dadas por um efetivo sistema de controle social em contínuo processo de aprimoramento.
O texto proposto para regulamentação da legislação brasileira, pelo movimento social de agricultura orgânica, acaba de ser avaliado e encaminhado pela Câmara de Agricultura Orgânica do MAPA a instância jurídica do Ministério e depois entrará em audiência pública.
O texto é inovador no que diz respeito à introdução das questões de justiça social e no tratamento da especificidade da agricultura familiar. Enfatiza a importância da construção das relações de confiança e credibilidade entre produtores e consumidores. Cumpre agora à sociedade, em geral, garantir e até aprimorar a proposta orientada por estas diretrizes. Em um segundo momento, a questão fundamental passa a ser sua implementação, o que uma vez mais mostra a importância da mobilização da sociedade e a necessidade de políticas públicas para apoiá-la.
A Articulação Paulista de Agroecologia é uma destas iniciativas. Financiada pelo Ministérios de Desenvolvimento Agrário (MDA) e pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), está procurando fortalecer o movimento paulista, agindo como um elemento catalisador dos diversos grupos de agricultura familiar, agroecologia e consumo sustentável esparsos no Estado de São Paulo.
2 1 INMETRO: www.inmetro.gov.br2 Artigo registrado no CCTC-IEA sob número HP- 107/2005.
sábado, maio 16, 2009
Trocas Verdes - Barão Geraldo
As trocas...
com palavras, coisas, idéias, saberes...
Alimentos, presentes, carinhos, o que for...
Temos que trocar...
E nesse caminho o grupo Trocas Verdes de Barão Geraldo, há tres anos vem realizando trocas de alimentos orgânicos.. E hoje, em especial, aconteceram trocas entre pessoas, com palestras, comidinhas, no espaço Céu Aberto. Foi muito bom....Amanha acontecerá lá uma Feira de troca!!!
Vale a pena pensarmos nas nossas TROCAS DIÁRIAS....o que trocamos??? O que damos e recebemos???
terça-feira, abril 07, 2009
A cara oculta dos Supermercados
Enviado por: "novaterbrasil" mailto: francisco.caporal@mda.gov.br
Seg, 6 de Abr de 2009 8:27 am
Subject: A cara oculta dos supermercados...
Artigo de Esther Vivas [EcoDebate]

Seg, 6 de Abr de 2009 8:27 am
Subject: A cara oculta dos supermercados...
Artigo de Esther Vivas [EcoDebate]

A grande distribuição comercial (supermercados, hipermercados, cadeias de desconto…) têm experimentado nos últimos anos um forte processo de expansão, crescimento e concentração industrial. As principais companhias de venda a varejo passaram a formar parte do ranking das maiores multinacionais do planeta e se converteram em um dos atores mais significativos do processo de globalização capitalista. Seu aparecimento e desenvolvimento mudaram radicalmente nossa maneira de nos alimentar e de consumir, submetendo essas necessidades básicas a uma lógica mercantil e aos interesses econômicos das grandes corporações do setor. Produz-se, distribui-se e se come aquilo que se considera mais rentável, obviando a qualidade de nossa alimentação. Aditivos, corantes e conservantes têm se convertido em algo cotidiano na elaboração do que comemos. Nos Estados Unidos, por exemplo, devido á generalização da comida rápida, calcula-se que cada cidadão ingere anualmente 52 quilos de aditivos, fato que gera crescentes doses de intolerância e alergias. O publicitado como "natural" não tem nada de ecológico e é resultado de processos de transformação química. Nossa alimentação, longe do que produzem os ciclos de cultivo tradicionais no campo, acaba desembocando em uma alimentação "desnaturalizada" e de laboratório. Suas consequências? Obesidade, desequilíbrios alimentares, colesterol, hipertensão…; e os custos acabam sendo socializados e assumidos pela saúde pública.Os alimentos "viajantes" são outra cara do atual modelo de alimentação. A maior parte do que comemos viaje entre 2.500 a 4.000 quilômetros antes de chegar a nossa mesa, com o conseguinte impacto ambiental, quando, paradoxalmente, esses mesmos produtos são elaborados em âmbito local. A energia utilizada para enviar alfaces de Almería para a Holanda, por exemplo, acaba sendo três vezes superior à utilizada para cultivá-las. Nos encontramos diante de um modelo produtivo que induz à uniformização e à estandardizaçã o alimentar, abandonando o cultivo de variedades autóctones em favor daquelas que têm uma maior demanda por parte da grande distribuição, por suas características de cor, tamanho, etc. Trata-se de baratear os custos de produção, aumentar o preço final do produto e conseguir o máximo benefício econômico.Segundo o sindicato agrário COAG, os preços na origem dos alimentos chegaram a multiplicar- se até por 11 no destino, existindo uma diferença média de 390% entre o preço na origem e no final. Calcula-se que mais de 60% do lucro do preço do produto vai parar na grande distribuição. A situação de monopólio no setor é total: cinco grandes cadeias de supermercados controlam a distribuição de mais da metade dos alimentos que são comprados no Estado Espanhol, embolsando um total de 55% da quota de mercado. Se a isso somamos a distribuição realizada pelas duas principais centrais de compra maioristas, chegamos à conclusão de que somente sete empresas controlam 75% da distribuição de alimentos. Essa mesma dinâmica se observa em muitos outros países da Europa. Na Suécia, três cadeias de supermercados têm 95,1% da quota de mercado; na Dinamarca, três companhias controlam 63,8%; e na Bélgica, na Áustria e na França umas poucas empresas dominam mais de 50%.Uma tendência que se prevê ainda maior nos próximos anos e que se visualiza muito claramente a partir do que se passou a chamar "teoria da trapaça": milhões de consumidores por um lado e milhares de camponeses pelo outro e somente umas poucas empresas controlam a cadeia de distribuição de alimentos. Na Europa, são contabilizados uns 160 milhões de consumidores em um extremo da cadeia e uns três milhões de produtores no outro; no meio, umas 110 centrais e grupos que compram e controlam o setor. Esse monopólio tem graves consequências não só para o agricultor e para o consumidor, mas também para o emprego, para o meio ambiente, para o comércio local e para o modelo de consumo.Porém, existem alternativas. Em um planeta com recursos naturais finitos, é imprescindível estabelecer um modelo de consumo responsável e consumir em função do que realmente necessitamos, combatendo um consumismo excessivo, antiecológico e supérfluo. Na prática, podemos abastecer-nos através de circuitos curtos e de proximidade, nos mercados locais, e participar na medida das possibilidades em cooperativas de consumidores de produtos agroecológicos, cada vez mais numerosas em todo o Estado, que funcionam no âmbito barrial e que, a partir de um trabalho autogestionado, estabelecem relações de compra direta com os camponeses e produtores de seu entorno.Da mesma forma, é necessário atuar coletivamente para estabelecer alianças entre distintos setores sociais atingidos por esse modelo de distribuição comercial e pelo impacto da globalização capitalista: camponeses, trabalhadores, consumidores, mulheres, migrantes, jovens… Uma mudança de paradigma na produção, na distribuição e no consumo de alimentos somente será possível em um marco mais amplo de transformação política, econômica e social e para consegui-lo é fundamental o impulso de espaços de resistência, de transformação e de mobilização social.
Esther Vivas em Madri, abril de 2008. Esther Vivas é co-autora de "Supermecados, no gracias" (Icaria editorial, 2007) e membro do Centro de Estudios sobre Movimientos Sociales (CEMS) - Universitat Pompeu Fabra, colaboradora internacional do EcoDebate** Artigo enviado pela Autora e originalmente publicado no Público, 25/02/09. Tradução: ADITAL[EcoDebate, 30/03/2009]
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