quarta-feira, maio 08, 2013

Lançamento...Alimentos Orgânicos, cozinha saudável

 Nesta sexta (10 de maio) o projeto Sexta na Estação, da Rede de Agroecologia de UNICAMP (www.cisguanabara.unicamp.br/rau)  trará na Feira Pé na Roça o lançamento do livro "Alimentos Orgânicos: cozinha saudável" de Beatriz C. Pazinato, Inês S. Minowa, José Augusto Maiorano e Sirley Maiorano, às 16h!

  Teremos degustação de receitas orgânicas.
 Local: Cis-Cis Guanabara - Rua Mário Siqueira, 829 -Campinas - SP


...Curiosa para ler... porque não necessariamente só porque é orgânico, é saudável!
Divulgo também o evento do pessoal da FEAGRI- UNICAMP ...

segunda-feira, abril 29, 2013

A Grande Árvore e suas lições...

por Lisa Tassi  (Vraja-sundari)


As plantas nos rodeiam diariamente, mas muitas vezes ignoramos as lições que delas podemos extrair. Todos querem crescer fortes para dar frutos de qualidade e conseguir assim colheita farta. Mas, para isso precisamos ter uma boa semente ou muda. Se a origem não é boa, a previsão de colheita já será menor. No entanto, se mesmo assim, cultivarmos com afinco, adubando, retirando as ervas invasoras e dando água e sol necessários, a planta certamente crescerá. Aí, após espera e dedicação de meses, ou até anos, chega a hora da planta desabrochar em flores, para então se preparar para frutificar.

Com os frutos, muitas alegrias surgem: os animais e os homens são supridos com alimento, insetos e decompositores também sebeneficiam, além de que, pode-se também conseguir renda monetária com uma colheita farta! Normalmente, finda a colheita, as plantas encerram seu ciclo, ou recomeçam outro florescimento e frutificação.A questão é que inevitavelmente ocorre a morte. A planta encerra seu ciclo para outro se iniciar.

E conosco, seres humanos é igual. Uma hora acabará nossa missão nesta existência terrena e seguiremospara uma nova jornada, estejamos conscientes disto ou não. Sobre isso,Srila Bhaktivedanta Narayana Goswami Maharaja (1921- 2010), que traduziu mais de 30 textos sagrados e até o dia de hoje é o expoente máximo no que se refere à sabedoria milenar da Índia disse: “Após a morte, todos terão que voltar a nascer neste mundo. Conforme forem as atividades por ele realizadas, precisarão colher os frutos das mesmas em uma vida futura”.

No Srimad Bhagavatam, importante escritura védica é dito:“O Senhor (Krsna) é como uma grande árvore e todos os outros, incluindo os semideuses, homens e outras entidades vivas são como ramos, brotos e folhas desta árvore. Regando com água a raiz da árvore, todas as partes da árvore são automaticamente nutridas. Apenas os galhos e folhas que estão separados é que não podem ser satisfeitos (canto 1, cap1.5)”.

Então, se compreendemos que somos as partes integrantes do corpo transcendental de Krsna (Deus), SrilaNarayana afirma que é nossa obrigação prestar serviço ao todo, ou Krsna. No entanto se não sabemos como avançar, o mais sensato é procurar ajuda.Uns procuram o médico, o psicólogo, o agrônomo, etc, mas as escrituras orientam que todos devem tentar encontrar um mestre espiritual autêntico para assim cumprir a missão de suas vidas, que é transferir-se ao plano da bem-aventurança espiritual (O Néctar da Devoção – a ciência completa da bhahti-yoga/ Bhaktivedanta Swami, 1979).



segunda-feira, abril 08, 2013

ATUALIDADES DA AGRICULTURA FAMILIAR E OS NOVOS-RURAIS

Por Lisa Tassi


Quem é que não se enche de bons humores ao contemplar uma paisagem natural? Matas, montanhas, rios, etc. Sentimento semelhante vem ao nos depararmos com campos cultivados, plantações, especialmente porque sabemos que neste caso, alguém está cuidando do local: a família rural, o agricultor.

Em nossa região, que se consolidou nos últimos anos com a produção de frutas por agricultores familiares, se destacam as culturas da uva, figo, morango e caqui, além da cana de açúcar.No entanto a realidade atual é bem diferente de 30 anos atrás, onde as fazendas e sítios eram altamente diversificados, incluindo o cultivo de milho, feijão, arroz e mandioca. Todos tinham algumas vacas para o leite do dia-a-dia e a agricultura era a realidade promissora de muitas famílias. Em função das mudanças e influências da “sociedade de consumo”, a prática agrícola infelizmente já não atrai mais tanto o agricultor ou mesmo o cidadão comum.

Uma das diretrizes do Plano de Desenvolvimento Rural Sustentável da CATI(Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) Campinas - 2010-2014é justamente a revalorização e respeito da área rural da região. Dentre as ameaças ao contexto rural, citadas no Plano temos: 1) descapitalização; 2) mudanças de clima; 3) atravessadores; 4) exploração imobiliária; 5) êxodo rural; 6) mão-de-obra migrando para atividades não agrícolas; 7) pressão imobiliária sobre as áreas rurais; 8) crescimento urbano desordenado; 9) falta de segurança no meio rural (roubo de equipamentos e máquinas); 10) pressão do mercado consumidor quanto à adoção das boas práticas agrícolas. Com base nos dados do LUPA (Levantamento Censitário de Unidades de Produção Agropecuária do Estado de São Paulo) e da CATI, a área cultivada com fruticultura nesta região vem diminuindo, assim como o número de unidades produtivas.

Outro dado, do jornal Folha de São Paulo, é que a idade média do produtor subiu e que este já não encontra mais sucessores, somente herdeiros. Assim, os agricultores familiares que ainda se mantém em atividade são verdadeiros “heróis da resistência”, pois toleram inúmeras dificuldades, especialmente as de cunho mercadológico, que englobam desde as imposições das grandes agroindústrias (oferta de sementes, agrotóxicos, etc.), assim como o escoamento da produção, que geralmente é em escala menor do que a dos grandes empreendimentos agrícolas. Apesar de tudo, o agricultor ainda tem encontrado alento nas opções de crédito e comercialização do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar –PRONAF, além de cursos de capacitação gratuitos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR, via sindicatos.

Mesmo com todos os limitantes rurais, é bem pouco provável que a agricultura seja extinta. A produção de alimentos, diferentemente da “indústria de futilidades”, é um serviço imprescindível e natural ao ser humano. Dessa forma, por mais que a agricultura familiar tradicional venhaperdendo destaque, um novo perfil de agricultorvem lentamente se mostrando, sendo denominado pelos acadêmicos como “novos-rurais”. São pessoas que se identificam com a agricultura e assim se conectam ao campo buscando empreenderuma vida rural em sintonia com a vida contemporânea, enfrentando desafios ainda maiores do que os encontrados pelos experientes homens do campo.Quer seja novo ou velho produtor, uma coisa é certa, as experiências do ambiente rural são infinitas, cheias de desafios, fartura e encanto, sendo dignas de serem vividas intensamente.

Artigo publicado no jornal de Itatiba dia 31 de março de 2013



quarta-feira, março 20, 2013

Frente Parlamentar de SP - para Produção Orgânica e Agroecologia





Agricultura, nutrição e desenvolvimento humano

DIVULGANDO....
"Dias 6,7/4/13, ministrarei minicurso abaixo tematizado na Associação Biodinâmica, Bairro Demétria, Botucatu (vide site www.biodinâmica.org.br)
Sem mais, deixo fraterno abraço,
Attila"
(Prof. Dr. Andreas Attila de Wolinsk Miklós
PhD em Ciências da Terra pela Universidade Paris VI. MsC em Geoquímica da Superfície pela Universidade de Poitiers, França. Graduação em Agronomia pela FCA – UNESP, Botucatu. Atualmente é Professor Doutor do Departamento de Geografia (FFLCH / USP). Foi Professor Doutor do Departamento de Ciência do Solo e Nutrição de Plantas da ESALQ / USP. Foi Orientador do Programa de Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas da ESALQ / USP. Pesquisador-membro do Núcleo de Pesquisa Geosfera – Litosfera (NUPEGEL / ESALQ / USP). Foi Orientador do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (PROCAM / USP). Assessor em Agricultura Biodinâmica. Foi Diretor da Associação Brasileira de Agriculturra Biodinâmica. Foi indicado Membro Suplente da Conselho Técnico Nacional de Biossegurança (CTNBio) como representante da Agricultura Familiar. Membro da Comunidade de Cristãos de São Paulo. Membro da Sociedade Antroposófica no Brasil. Membro da Ia Classe da Escola Superior Livre de Ciência do Espírito. Goetheanum, Dornach, Suiça. awmiklos@terra.com.br )
 
Modo de concepção de gênero alimentício, tríplice necessidade nutritiva e desenvolvimento humano. De Zaratustra à Pedra Fundamental da Antroposofia de Rudolf Steiner. Atualização do fenômeno de Paulus em Damasco, Não – Eu; mas o Cristo em Nós.”
· I PARTE: A Terra e o Homem
o Papel dos seres vivos na organização e dinâmica da paisagem.
o Biodiversidade e renovação das terras.
o A polaridade associação x dissociação como fenômeno vital global.
o Natureza, balanço dos quatro elementos: terra – água – ar – calor.
o Trimembração do organismo social.
o Sociedade: balanço da vida cultural, político-jurídica e econômica.
o Erosão social e natural: uma questão nutricional.

quarta-feira, março 13, 2013

Politica e organicamente falando...


O mercado orgânico ganhou um reforço importante do Governo do Estado de São Paulo com o lançamento do Projeto São Paulo Orgânico, na terça, 5 de março. Lançado pelo governador Geraldo Alckmin, com a presença dos secretários Bruno Covas, do Meio Ambiente, e Mônika Bergamaschi, da Agricultura e Abastecimento, no Parque da Água Branca, o programa incentiva a agricultura orgânica, com redução de insumos químicos e, consequentemente, oferta de produtos mais seguros e saudáveis.

Para o secretario Bruno Covas, o projeto é mais uma iniciativa de São Paulo que vem “ampliar, proteger, difundir, educar e promover a agricultura orgânica para a população”. O governador anunciou a abertura de linha do FEAP – Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (o teto do financiamento é de até R$ 100 mil por agricultor pessoa física ou jurídica e de até R$ 400 mil por cooperativa ou associações de agricultores) e a participação do estado, na BioBrazil Fair/Bio Fach América Latina (feira brasileira de negócios que reúne os principais produtores, fabricantes, distribuidores e importadores do mundo orgânico).

“Hoje nós estamos dando um passo muito importante pra fortalecer a agricultura orgânica em São Paulo. Produtos certificados, que não contém agrotóxicos, que garantem não só a saúde das pessoas, mas agregam valor e melhoraram a renda do pequeno agricultor do Estado de São Paulo”, disse o governador Geraldo Alckmin.

A presidente da Associação de Agricultura Orgânica, Ondalva Serrano, ressaltou a importância dos produtos orgânicos para a qualidade de vida da população. “Saúde não é ligada a remédio, saúde é ligada a alimentação saudável. Os alimentos orgânicos são fundamentais para melhorar a alimentação e a vida da população”, afirmou. A Secretária de Agricultura e Abastecimento, Mônica Bergamaschi, destacou a importância da agriculturafamiliar e do pequeno e médio produtor para levar o alimento à mesa do brasileiro no dia a dia e afirmou que a linha de financiamento então lançada vem para facilitar o período de transição da agricultura convencional para a agricultura orgânica.

Capacitações
Durante o evento foram entregues os certificados à turma concluinte do primeiro módulo do curso de produção orgânica e foi divulgado o calendário 2013 de capacitação dos técnicos da pasta do Meio Ambiente, da Agricultura e do ITESP – Instituto de Terras do estado de São Paulo. Em 2013, também haverá capacitação dos produtores rurais do Assentamento Mário Covas, localizado no munícipio de São Simão.

Biblioteca
São Paulo ganhou, ainda, cinco mil títulos da biblioteca Ana Maria Primavesi. O acervo, um dos maiores do país sobre o tema dos orgânicos, fará parte do CEREA – Centro de Referência de Educação Ambiental, que será inaugurado ainda este semestre no Parque Villa-Lobos. Ana Maria Primavesi é pesquisadora, engenheira agrônoma, produtora e uma das maiores referências na temática da agroecologia no mundo.

Financiamento
A linha de financiamento para a Agricultura Orgânica tem por objetivo viabilizar o período de transição do sistema produtivo convencional para o orgânico, propor inovações tecnológicas que diminuam o consumo de insumos químicos e incentivar a transformação de alimentos nos próprios locais de produção, agregando valor aos produtos agropecuários.

Dentro desta linha de financiamento do FEAP – BANAGRO, o agricultor poderá financiar a certificação da área produtiva, a aquisição de equipamentos e insumos destinados à transição agroecológica e a modernização da produção orgânica. O agricultor poderá também financiar as instalações e equipamentos para a produção de fertilizantes e defensivos orgânicos, além do custo das análises laboratoriais (água, solo, fertilizantes, etc.) e dos procedimentos para outorga d’água e georreferenciamento da propriedade.
O teto de financiamento é de até R$100.000,00 por agricultor pessoa física ou jurídica e de até R$400.000,00 por cooperativa ou associação de agricultores. O prazo de pagamento é de até sete anos, inclusa a carência de até quatro anos. O encargo financeiro é de 3% de juros ao ano.

 Dia 26 de março é a DATA DE LANÇAMENTO DA FRENTE PARLAMENTAR
PAUTA:

Ações do governo de São Paulo que serão divulgadas. Secretarias de Meio Ambiente e Agricultura e Abastecimento. Presença do governador e de dois secretários de estado.
1- Programa São Paulo Orgânico (pela Copa Orgânica de 2014);
2- Programa de Capacitação de 200 técnicos da CATI e do ITESP em Agricultura Orgânica na UPD de São Roque e em propriedades de agricultores orgânicos da região, para os serviços de ATER demandados;
3- Lançamento do Projeto de Financiamento pelo FEAP-BANAGRO de agricultores para a conversão ao sistema orgânico de produção, a juros subsidiados;
4- Cessão para a Secretaria de Meio Ambiente da biblioteca particular, com cerca de 5000 títulos, doada pela Dra Ana Maria Primavesi para a AAO, e que deverá ser instalada no Parque Burle Max, com acesso direto, por passarela, ao público do Campus da USP e a qualquer interessado
5- Atualização de informações de projetos e programas em andamento por iniciativa do governo do estado de São Paulo.
Presença da Dra Ana Maria Primavesi – Agradecimento público pela doação de sua biblioteca particular e à Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo.

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Conversa com a Presidenta
http://www2.planalto.gov.br/imprensa/conversa-com-a-presidenta/conversa-com-a-presidenta-81

05/03/2013 às 09h00

Coluna semanal da Presidenta Dilma Rousseff

Gerusa Ramos Ibanez, 39 anos, nutricionista de Ananindeua (PA) – Há incentivos para que os agricultores produzam mais alimentos orgânicos, com preços mais acessíveis?

Presidenta Dilma – Sim, Gerusa, nós incentivamos o cultivo de alimentos orgânicos no Brasil. Em 2003, construimos o marco regulatório da produção orgânica nacional, definido pela Lei nº 10.831, e, em 2012, instituímos a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Decreto nº 7.794). Essa política prevê ações de pesquisa, assistência técnica, gestão ambiental, formação profissional, financiamento para o setor e estímulos à produção. Há um conselho interministerial responsável pela política, que conta com participação da sociedade civil e de entidades de agroecologia. Uma das iniciativas do governo é o pagamento de um adicional de 30% na compra de alimentos orgânicos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), inclusive para utilização na merenda escolar. Além disso, o Pronaf Agroecologia financia projetos agroecológicos ou orgânicos de até R$ 130 mil com juros de até 2% ao ano. Lançamos também, em 2012, a campanha “Brasil Orgânico e Sustentável”, para estimular o consumo desses produtos. Atualmente, há 11.524 unidades de produção orgânica reconhecidas para venda direta ao consumidor. Gerusa, queremos que o Brasil avance ainda mais neste setor, garantindo alimentos cada vez mais saudáveis para a população.

O que rola por aí...

 


 Curso: VIRTUDE DA PLANTA
PLANTAS MEDICINAIS E AROMÁTICAS

Aspectos do uso terapêutico e do cultivo orgânico
Organização:
Dra. Eloísa Cavassani Pimentel de Magalhães- Médica- Clínica CHAI
Prof. Dr. Pedro Melillo de Magalhães- eng. Agrônomo- CPQBA-UNICAMP

23 de março de 2013 (sábado)

PROGRAMA
Recepção e entrega de material- 8:30- 9:00
1
1. Da Planta ao Medicamento –9:00 às 12:00 (Prof Dr Pedro)
- Prática de observação de plantas medicinais
- Bases para a produção sustentável de plantas medicinais
- Qualidade nas operações de cultivo orgânico e secagem- estudo de casos
- Demonstração de busca em sites específicos (on-line)
                                                                  
Almoço – 12:00 às 13:00 (não incluso)
 
2. . O Caminho da Fitoterapia13:00 às 16:30 (Dra Eloísa)
- Histórico do uso, saber popular e medicina tradicional, pesquisas recentes
- Conceitos fundamentais no uso de plantas medicinais
- Fitoterapia em Serviço Público: exemplos e estratégias de implantação
- Fitoterápicos mais utilizados em enfermidades frequentes
- Aplicações práticas e auto-cuidado- uso das plantas no dia-a dia

4. Avaliação e certificado- 16:30 às 17:00
 
PÚBLICO ALVO: estudantes e profissionais da Saúde

INSCRIÇÕES ANTECIPADAS até 20/03/13

INVESTIMENTO   R$ 200,00
Desconto 10% para estudantes e servidores públicos (somente antecipado)

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
Espaço Spiralis – Ecomercado Avis rara
Rua Rei Salomão, 295 - Sousas - Campinas     Fone:
(19) 3258-8241 / 3258-9224
spiralis@avisrara.com.br http://www.avisrara.com.br

Realização: CLÍNICA CHAI
saudechai@gmail.com    www.eloisapimentel.com.br

 

 

terça-feira, março 05, 2013

Os Alimentos e a Ayurveda, a ciência da longevidade.

Os Alimentos e a Ayurveda, a ciência da longevidade.


Ayurveda é a ciência do conhecimento (veda) da vida (ayur), além de ser o mais antigo sistema de cura do mundo, especialmente na Índia,sendo atualmente reconhecido pela Organização Mundial de Saúde. Ela preconiza a saúde integral e privilegia a prevenção das doenças, considerando que a causa de todas as enfermidades é o acúmulo de toxinas. Seu ideal é que, por meio de uma vida equilibrada, em harmonia com os rítimos da natureza se mantenha a sanidade do sistema imunológico. Ela é fortemente embasada na cura com o auxílio de ervas medicinais, massagens, práticas de yoga, cirurgias e principalmente através de uma alimentação coerente com a constituição física, ou biotipo (dosha) de cada um.

Com base nesta milenar ciencia védica, a natureza material (que inclui os seres humanos,animais, plantas, etc.) é regida por três qualidades (gunas): omodo da bondade (sattva-guna), da paixão (rajo-guna) e da ignorância (tamo-guna).Assim sendo, os alimentos também são subdivididos em três tipos. Encontramos tais descriçõesno Bhagavad-Gita (cap. 17.8), conhecido universalmente como a jóia da sabedoria espiritual da Índia,falado pelo Senhor Krsna a seu discípulo Arjuna, conforme segue:

1)Os alimentos no modo da bondade aumentam a duração da vida, purificam a existência da pessoa, dão força, saúde, felicidade e satisfação. Tais alimentos são suculentos, saudáveis, deliciosos e agradáveis ao coração. São exemplos: todos os cereais integrais, o leite e derivados frescos, sementes, frutas frescas e secas, temperos suaves e frescos, mel, sal e açúcares naturais, leguminosas, e a maioria dos legumes e verduras.

2)Os alimentos que são muito amargos, ardentes, quentes, salgados, acres, secos e picantes são preferidos pelas pessoas no modo da paixão. Tais alimentos agitam a mente, causam miséria, sofrimento e doenças. Enquadram-se os cafés, bebidas e chás cafeinados, temperos fortes e usados sem moderação, sodas, chocolates, etc.

3)Alimentos que não tem sabor, que são estragados, podres, decompostos e imundos são alimentos que as pessoas no modo da ignorância gostam,não sendo bom nem para o corpo nem para a mente. Entre eles estão incluidas todas as carnes, especialmente as vermelhas e seus derivados. Também os ovos, enlatados e conservados quimicamente, além de fumo, alcool, drogas e toda substância que altere o estado normal do organismo.

Para Srila Baktivedanta Swami Prabhupada (1896 -1977), destacado autor e erudito no campo das antigas filosofia, religião e cultura védica da Índia, o único propósito do alimento é aumentar a duração da vida, purificar a mente e auxiliar a força corpórea. Yoga Pati Das, monge vaisnava, discipulo de Srila Prabhupada e fitoterapeuta Ayurvédico, afirma que cada alimento possui uma função específica e foram criados de maneira que possamos suprir nossas necessidades, mas o homem, por ignorância, destroi e desequilibra o que a natureza fez tão bem, refinando os grãos e adicionando produtos químicos nocivos à saúde. (no jornal, este parárafo foi suprimido!)
 


Estamos cientes que, atualmente, tanto os alimentos, como o meio ambiente e nossas próprias mentes estão intoxicados. A transformação da estrutura familiar, onde antes a mulher cuidava do lar e da preparação do alimento, aliada à indústria química (remédios,agrotóxicos, aditivos, corantes, etc.), aos apelosda mídia e da gastronomia contemporânea, fortemente focada no consumo de carnes e produtos industrializados, somente dificultaram o processo de purificação do corpo e da mente.Também sabemos do sábio ditado que diz “melhor previnir do que remediar”, no entanto ainda nos falta coragem e disciplina para assumir a responsabilidade da manutenção da saúde, especialmente nos atentando para a alimentação e para o cultivo da essência divina que existe em nossos corações.

A saúde perfeita nos abre uma porta para a busca pelo crescimento espiritual, afirma Marcia de Lucca, autora do livro Ayurveda, a cultura de bem viver.Ela também cita um dos clássicos da Ayurveda (Charaka Samhita), que afirma que a causa primeira de todas as doenças é a perda de fé no divino – independente de religiões.Assim sendo, os caminhos para a saúde integral e longevidade existemalém da ciência moderna, fortemente focada na cura imediatista dos aspectos físicos. Podemos encontra-los registrados em escrituras antigas eno conhecimento passado de geração em geração pelos povos e por grandes mestres autorizados.Por fim, relembro a frase célebre de Hipócrates, o “pai da medicina ocidental”:que teu alimento seja o teu medicamento.

Lisa Tassi, janeiro 2013
Publicado no Jornal de Itatiba 24/fev/2013

terça-feira, fevereiro 05, 2013

Um pouquinho de Brasil...

Muitas opções saborosas em uma cultura só!
Muitas culturas misturadas num país só!
Este livro traz (100!) sugestões de pratos diversificados,
para muitos tipos de paladares! Experimente!!
Vejam o blog da autora:
Livros a venda comigo!
 
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E por falar em livros....
a Editora Braja, está à serviço dos "buscadores espirituais"
e tem a missão de transmitir o conhecimento transcendental, diretamente da Índia aqui no Brasil.
Falado por respeitadíssimos mestres espirituais 
(como Srila Bhaktivedanta Narayana Gosvami Maharaja, entre outros)
 estes livros trazem a filosofia da Bakti-Yoga, ou a Yoga da devoçao à Deus.
É puro Néctar...
Também tenho alguns exemplares a quem interessar!
E no site também tem alguns livros para download.
 
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Aqui neste link
artigo meu sobre Ed. Ambiental, publicado no Jornal de Itatiba (27/janeiro)
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 Cursos... em Jaguariúna e Piedade 
 
 
 

sábado, janeiro 26, 2013

Vida Simples, Pensamento Elevado

  Vejam no Link a entrevista que demos ao jornal de Itatiba, sobre nosso modo de ...

"Vida Simples, Pensamento Elevado"
 
E neste link o livro de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupãda, na íntegra.

Tempo de Mangas e chutneys

Colheita de hoje - Sítio Jaguari - Amparo
 
A manga é o fruto da mangueira (Mangifera indica L.), árvore frutífera da família Anacardiaceae, nativa do sul e do sudeste asiáticos desde o leste da Índia até as Filipinas. Acredita-se que a manga é a fruta fresca mais consumida em todo o mundo.
Graças à alta quantidade de ferro que contém, a manga é indicada para tratamentos de anemia e é benéfica para as mulheres grávidas e em períodos de menstruação. Pessoas que sofrem de cãimbras, stress e problemas cardíacos, podem se beneficiar das altas concentrações de potássio e magnésio existentes que também auxiliam àqueles que sofrem de acidose. Também há relatos de que as mangas suavizam os intestinos, tornando mais fácil a digestão. Na Índia, onde a manga é a fruta nacional, acredita-se que as mangas estancam hemorragias, fortalecem o coração e trazem benefícios ao cérebro.

O plano é a produção de Chutneys de manga.
Mas você sabe o que é um CHUTNEY??
 
Chutney é uma palavra inglesa, deriva do hindu chatni, que significa especiarias fortes, e que descreve um condimento picante usado no sul da Ásia. Os Chutneys geralmente contêm uma especiaria e uma mistura de vegetais. Os Chutneys podem ser húmidos ou secos.

Não há limite para o número possível de chutneys, pois podem se fazer a partir de praticamente qualquer vegetal, fruto, planta ou especiaria, ou até de uma combinação entre todos.
Os Chutneys são tradicionalmente picantes, mas também possuem sabor doce, salgado e ácido, variando conforme o consumidor e o cozinheiro. São uma verdadeira descoberta dos sentidos, com especiarias e condimentos especiais. Podem ser consumidos junto com a refeiçao principal, em sanduiches, ou como uma sobremesa ousada!
 
 Os ingredientes mais tradicionais do chutney são manga, abacaxi, coco, tamarindo, berinjela, cebola, uva, maçã e cerejas. Porém, a criatividade ainda deu origem a chutneys de tomate verde, abobrinha, figo, abóbora-moranga, alho, pimentão e carambola. Todos com excelentes resultados!
 
Neste site você encontra inúmeras receitas (em inglês) de Chutneys!!!

terça-feira, dezembro 18, 2012

Mapa de Feiras Orgânicas

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) lançou um mapa das feiras orgânicas no Brasil, para estimular a compra de produtos mais saudáveis e que respeitem o meio ambiente.
 
 
 
Estão faltando várias... quem souber ajudem a cadastrar!!

segunda-feira, novembro 26, 2012

Comissão Nacional de Agroecologia

Comissão Nacional
da Política Nacional de Agroecologia
é oficialmente instalada
 
Foto: Liz Pires/SG
       Foi oficialmente instalada nesta terça-feira (20/11), no auditório do anexo do Palácio do Planalto, em Brasília, a Comissão Nacional da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, responsável por articular governo e sociedade civil na elaboração do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. A solenidade contou com a presença dos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Mendes Ribeiro (Agricultura), além de representantes da sociedade civil.
       De acordo com Gilberto Carvalho, a ambição do governo federal é mudar a cultura tanto dos produtores como dos consumidores no incentivo do cultivo de produtos orgânicos. “O que queremos é mudar a lógica, o modo de vida, o consumo e a propriedade, possibilitando incluir os sem terra, indígenas e quilombolas” disse o ministro. Carvalho afirmou que a presença dos ministros na solenidade demonstra que “o governo está fazendo uma escolha” e lembrou que o papel da Secretaria-Geral da Presidência da República na Comissão é “possibilitar a participação”. “Este trabalho não pode ser feito sem a sociedade”, concluiu.
       O ministro Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário) lembrou da necessidade de reforçar a pesquisa e a produção de conhecimento da agricultura orgânica e da agroecologia. O ministro afirmou que é essencial que os ministérios envolvidos possam construir políticas públicas voltadas para a comercialização, produção e capacitação. Já a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) lembrou do esforço do governo em conciliar o social e o ambiental. “O Brasil não precisa ser campeão do uso de agrotóxicos para produzir alimentos para o mundo”, disse. “É preciso mostrar à sociedade brasileira que podemos implementar a produção de alimentos protegendo o meio ambiente, desde a questão da água até o uso excessivo de agrotóxicos”, concluiu.
       Selvino Heck, secretário-executivo da Comissão, representando a Secretaria-Geral da Presidência da República, enfatizou os objetivos centrais dos trabalhos. “Nossa meta é promover a participação da sociedade na elaboração do Plano e da Política de Agroecologia”. A Comissão é formada por representantes de 14 órgãos e entidades do Executivo federal e por 14 entidades titulares e 14 entidades suplentes representantes da sociedade civil.
       Sociedade Civil - O representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Francisco Dal Chiavon, afirmou que é preciso fazer mudanças no modelo de produção agrícola para implementar a agroecologia. Segundo ele, a alimentação é questão de segurança nacional e que o Estado tem papel fundamental em construir um novo sistema que incentive a produção orgânica. Romeu Leite, integrante da Câmara Temática da Agricultura Orgânica, ressaltou que a criação da Comissão é um momento histórico. Leite, entretanto, citou algumas dificuldades a serem enfrentadas pelos produtores orgânicos, como a falta de sementes, já que no mercado só se encontram sementes transgênicas, a ausência de capacitação e de assistência técnicas.
       Decreto da presidenta Dilma Rousseff instituiu em 21/08/12 a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO). O documento prevê a elaboração de um plano com metas e prazos a serem cumpridos pelo governo federal e determinou elementos como a concessão de crédito, seguro, assistência técnica e pesquisa para ampliar a produção de base agroecológica no Brasil.
       A Política Nacional de Agroecologia foi formulada de forma participativa, com engajamento da sociedade civil. Além da incorporação das pautas de movimentos sociais, a participação da sociedade civil se deu por meio de um seminário nacional e cinco seminários regionais coordenados pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), com apoio do Ministério do Meio Ambiente. As Comissões Estaduais da Produção Orgânica (CPOrg) e a Câmara Temática da Agricultura Orgânica (CTAO) também integraram o processo. Participam ainda entidades como Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Movimento de Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), além de técnicos de vários ministérios e órgãos públicos.
       Em maio deste ano, a Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, implementou o Plano de Mobilização e Participação Social para a Agroecologia. Foi promovido o encontro ‘Diálogos Governo e Sociedade Civil’ para debater o conteúdo do decreto, a estrutura de governança da política e colher subsídios para o Plano. Um grupo de trabalho composto por dez ministérios e órgãos públicos, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, consolidou a proposta.
       Histórico - A pauta de incentivo à produção orgânica é reivindicação de diversos movimentos sociais do campo e foi apresentada à presidenta Dilma Rousseff durante a Marcha das Margaridas de 2011. Promovida pela Contag, a Marcha contou com a participação de 70 mil trabalhadoras. Na ocasião, a presidenta Dilma Rousseff assumiu o compromisso de determinar que o governo construísse uma política de agroecologia em diálogo com os movimentos sociais. A iniciativa atende também às demandas da juventude rural apresentadas durante a 2ª Conferência Nacional da Juventude, com iniciativas que articulam formação, troca de experiência e fomento direto a práticas para fortalecer a geração de renda.
       Vantagens - De acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), a produção agroecológica e orgânica é livre de agrotóxicos e prima pelo uso racional dos recursos naturais, como a água e o solo. A Política beneficia principalmente a agricultura familiar, maior produtora de orgânicos e produtos agroecológicos do país. O mercado para estes produtos vem crescendo a taxas de dois dígitos no país e no mundo. No Brasil, o mercado expande cerca de 20% ao ano – acima da taxa mundial, de 15%. O mercado nacional ainda tem bastante espaço para crescer – hoje são aproximadamente R$ 400 milhões, valor ainda pequeno se comparado aos mais de R$ 80 bilhões do mercado externo. Com maior estruturação, os agricultores familiares podem exportar seus produtos. O MDA estima que existam no país mais de 90 mil produtores agroecológicos, dos quais 85% são agricultores familiares.




Secretaria-Geral da Presidência da República

terça-feira, novembro 13, 2012

Trento Orgânico... "do mato ao pote"

Visita à produção dos molhos TRENTO - Orgânico  

 Não fomos até a Itália visitar a provincia de Trento... mas sim à Itu - São Paulo.
Lá é a terra dos tomateiros e da agroindústria dos sócios Laércio Trevisan e Alberto Bidute, que estão apostando na produção de tomates para molhos..orgânicos!
 
O tomateiro é plantado bem adensado e cresce rasteiro pelo solo, sem tantos tratos culturais como nos tomates "de mesa". São aproximadamente 1,5 hectares plantados, sendo que praticamente toda a colheita é destinada à agroindústria de molhos Trento Orgânico.
Olhando de longe dá pra pensar que o tomate está saindo do mato mesmo, já que agora, com as chuvas, eles (as ervas, capim brachiária, matinhos, etc...) estão crescendo a todo vapor!

 Do campo para a cidade....agora na fábrica
.
Vista externa da agroindustria de molhos Trento, em Itu.
 
 
  Todo o processo de fabrição dos molhos recebeu orientação técnica, para que o produto final seja excelente! 
A conservação dos molhos se garante pelo processo de pasteurização feita após o envase. Sem o uso de conservantes ou aditivos, o sabor fica muito mais pronunciado.
Hoje a Trento Orgânico oferece um molho de manjericão, um molho tradicional 
e a polpa de tomate, em embalagens de 570 g.
Mas vem novidades por aí!
   
 
Só faltou a foto da macarronada que fiz assim que cheguei em casa! ;)
 
Trento Produtos Alimentícios Ltda
11 - 4019-0650

quarta-feira, novembro 07, 2012

Primavesi e Agroecologia

Pra quem ainda não conhece a mestra/doutora, etc.... brasileira da Agroecologia agora em novembro haverá uma grande homenagem à ela.
Postei aqui também sobre ela...
 
Aqui abaixo vão algumas divulgações mais frescas que compartilho...:


 
 AGROECOLOGIA E SUA EPISTEMOLOGIA

Ricardo Serra Borsatto e Maristela Simões Do Carmo


  • CARTILHA:  Produção e Consumo Sustentáveis...
O Ministério do Meio Ambiente recém lançou uma cartilha sobre este tema:
http://www.mma.gov.br/publicacoes/responsabilidade-socioambiental/category/90-producao-e-consumo-sustentaveis

  • CURSO DE IDENTIFICAÇÃO E COLETA DE SEMENTES DE ÁRVORES NATIVAS DO BRASIL:
 
 
 
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